Mosqueiro

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Mosqueiro
—  Distrito do Brasil  —
Portal na entrada da ilha
Portal na entrada da ilha
Estado Pará
Município Belém
Criado em 1895
Área
 - Total 212
População
 - Total 50,000
Vista de uma das praias da ilha

A ilha do Mosqueiro é um distrito administrativo do município de Belém. De fato, Mosqueiro é uma ilha fluvial localizada na costa oriental do rio Pará, um braço sul do rio Amazonas, em frente à baía do Marajó. Apresenta área de aproximadamente 212 km² e está localizada a 70 km de distância do centro de Belém. Possui 17 km de praias de água doce com movimento de maré.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo "Mosqueiro" é originário da antiga prática do "moqueio" do peixe pelos indígenas tupinambás que habitavam a ilha.[1] [2] Tal fato é corroborado pela Grande Enciclopédia da Amazônia, que narra:

«(...) esse serviço de moqueio de peixe para conservá-lo até seu transporte à cidade de Belém, onde era negociado. Dessa atividade primitiva, surgiria a expressão para a «ilha do moqueio» que, através dos anos, transformar-se- ia em «ilha do mosqueiro» e que nada tem a ver com o inseto mosca.»[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação[editar | editar código-fonte]

Em Mosqueiro, os colonizadores se estabelecem nos terrenos altos, os "caris” na língua indígena, próximo da enseada, onde dispunham de segurança para suas embarcações. Quando chegaram à ilha, os portugueses já encontraram os índios Tupinambás (os “filhos de Tupã”), que fugiram do Nordeste após as invasões estrangeiras no litoral brasileiro. Bastante evoluídos para a época, esses indígenas sabiam falar a língua geral, o Nheengatu, devido ao contato mantido com os europeus. Ma foi a partir do ciclo da borracha que a vila entrou num processo de grandes mudanças. Junto com Belém, Mosqueiro passou a conviver com a riqueza e o luxo e a usufruir as benesses trazidas pelo acelerado desenvolvimento registrado na capital. Chegaram os ingleses da Pará Electric Railways Company, responsáveis pela instalação de energia elétrica e de meios de transportes interno. Vieram também alemães, franceses e norte-americanos, funcionários de companhias estrangeiras, como a Port of Pará e a Amazon River.

A valorização da ilha, balneário distante 70 quilômetros de Belém por rodovia, teve início no final do século XIX e está ligada ao ciclo da borracha. Foram os estrangeiros — atraídos pelo boom da economia da capital — os primeiros a valorizar a Mosqueiro como local de veraneio. Eles construíram os casarões que ainda hoje podem ser vistos em torno da orla das praias do Farol, Chapéu Virado, Porto Arthur e Murubira. Os “barões da borracha” encamparam a descoberta. Começava assim o processo de ocupação da ilha, pois o rio era então o único meio de acesso dessa incipiente ocupação. A expansão vigorosa do processo ocorreria somente em 1968 com a inauguração da estrada, interligada por balsa. Foi um marco para a aceleração da especulação imobiliária, que se expandiu em direção às praias do Ariramba e São Francisco. A partir de 1976, a ocupação voltou a se intensificar com a construção da ponte Sebastião Oliveira.

No início dos anos 80 os velejadores descobriram as potencialidades da ilha para a prática de windsurf e vela. Por mais de vinte anos, Mosqueiro foi lugar obrigatório para iatistas paraenses, bem como nomes conhecidos como os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt. Por isso, um pequeno grupo de velejadores, junto com amantes do kitesurf, ainda tenta manter acesa a "vela" no Mosqueiro, prática que tanto embeleza e dá vida nos dias quentes da ilha.

Construção da ponte[editar | editar código-fonte]

Com seus 1.457,35 metros, a ponte Sebastião R. de Oliveira é a principal via de acesso ao distrito. A obra encurtou a distância de Mosqueiro com a capital, deixando-a muito mais acessível à população e atraindo um número cada vez maior de visitantes. Antes da construção da ponte,[quando?] o deslocamento até a ilha era realizado somente por navios. Esse tipo de transporte garantiu a travessia para o outro lado do continente, por quase meio século. Com a conclusão da ponte, Mosqueiro ganhou ares de cidade grande, belas mansões e prédios.

Praias[editar | editar código-fonte]

Praia do Paraíso
  • Areião
  • Ariramba
  • Bacuri
  • Baía do Sol
  • Bispo
  • Camboinha
  • Carananduba
  • Caruará
  • Chapéu Virado
  • Conceição[nota 1]
  • Farol
  • Fazendinha
  • Maraú
  • Murubira
  • Paissandu
  • Paraíso
  • Porto Artur
  • Praia Grande
  • Prainha do Farol
  • São Francisco[nota 2]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Construções[editar | editar código-fonte]

  • Praça Cipriano Santos
  • Praça do Chapéu Virado
  • Trapiche
  • Tapiocaria da praça matriz
  • Barracas com comidas tipicas localizadas na praça matriz (vatapá, maniçoba, arroz paraense, tacacá, caruru, etc.)
  • Igreja matriz de Nossa Senhora do Ó
  • Igaracoco
  • Barraca do Zacarias, localizada na praia do Farol

Orlas[editar | editar código-fonte]

  • Farol
  • Chapéu Virado
  • Porto Artur
  • Murubira
  • Ariramba
  • P.Bispo

Pedreira Esporte Clube[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pedreira Esporte Clube

A ilha de Mosqueiro possui uma equipe profissional de futebol: o Pedreira Esporte Clube, que disputa o Campeonato Paraense de Futebol.[3] A equipe, apelidada de “Gigante da Ilha”, foi fundada em 7 de setembro de 1925, e seu melhor resultado foi em 1995, quando alcançou o quinto lugar.

Notas

  1. Entre as praias do Carananduba e Maraú existe uma praia deserta que não é utilizada por conta do difícil acesso.
  2. Praia de localização isolada, entre Carananduba e Ariramba.

Referências

  1. a b Carlos Roque. Grande enciclopédia da Amazônia, Volume 4. [S.l.]: Amazônia Editora, 1968. 1815 p.
  2. Associação Paraense de Escritores. Revista da A.P.E., Volumes 5-7. [S.l.: s.n.], 1990. 9 p.
  3. Marcos Augusto Gonçalves, e Walter de Mattos Junior. Enciclopédia do futebol brasileiro, Volume 2. [S.l.]: Areté Editorial, 2001. 559 p. ISBN 9788588651012
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