Mosqueiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2015). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Mosqueiro
—  Distrito do Brasil  —
Portal na entrada da ilha
Portal na entrada da ilha
Estado Pará
Município Belém
Criado em 1895
Área
 - Total 212
População
 - Total 50,000

Ilha do Mosqueiro é um distrito administrativo do município de Belém. De fato, Mosqueiro é uma ilha fluvial localizada na costa oriental do rio Pará, um braço sul do rio Amazonas, em frente à baía do Marajó. Apresenta área de aproximadamente 212 km² e está localizada a 70 km de distância do centro de Belém. Possui 17 km de praias de água doce com movimento de maré.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo "Mosqueiro" é originário da antiga prática do "moqueio" do peixe pelos indígenas tupinambás que habitavam a ilha.[1][2] Tal fato é corroborado pela Grande Enciclopédia da Amazônia, que narra:

«(...) esse serviço de moqueio de peixe para conservá-lo até seu transporte à cidade de Belém, onde era negociado. Dessa atividade primitiva, surgiria a expressão para a «ilha do moqueio» que, através dos anos, transformar-se- ia em «ilha do mosqueiro» e que nada tem a ver com o inseto mosca.»[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação[editar | editar código-fonte]

Vista de uma das praias da ilha.

Em Mosqueiro, os colonizadores se estabelecem nos terrenos altos, os "caris” na língua indígena, próximo da enseada, onde dispunham de segurança para suas embarcações. Quando chegaram à ilha, os portugueses já encontraram os índios Tupinambás (os “filhos de Tupã”), que fugiram do Nordeste após as invasões estrangeiras no litoral brasileiro. Bastante evoluídos para a época, esses indígenas sabiam falar a língua geral, o Nheengatu, devido ao contato mantido com os europeus. Ma foi a partir do ciclo da borracha que a vila entrou num processo de grandes mudanças. Junto com Belém, Mosqueiro passou a conviver com a riqueza e o luxo e a usufruir as benesses trazidas pelo acelerado desenvolvimento registrado na capital. Chegaram os ingleses da Pará Electric Railways Company, responsáveis pela instalação de energia elétrica e de meios de transportes interno. Vieram também alemães, franceses e norte-americanos, funcionários de companhias estrangeiras, como a Port of Pará e a Amazon River.

A valorização da ilha, balneário distante 70 quilômetros de Belém por rodovia, teve início no final do século XIX e está ligada ao ciclo da borracha. Foram os estrangeiros — atraídos pelo boom da economia da capital — os primeiros a valorizar a Mosqueiro como local de veraneio. Eles construíram os casarões que ainda hoje podem ser vistos em torno da orla das praias do Farol, Chapéu Virado, Porto Arthur e Murubira. Os “barões da borracha” encamparam a descoberta. Começava assim o processo de ocupação da ilha, pois o rio era então o único meio de acesso dessa incipiente ocupação. A expansão vigorosa do processo ocorreria somente em 1968 com a inauguração da estrada, interligada por balsa. Foi um marco para a aceleração da especulação imobiliária, que se expandiu em direção às praias do Ariramba e São Francisco. A partir de 1976, a ocupação voltou a se intensificar com a construção da ponte Sebastião Oliveira.

No início dos anos 80 os velejadores descobriram as potencialidades da ilha para a prática de windsurf e vela. Por mais de vinte anos, Mosqueiro foi lugar obrigatório para iatistas paraenses, bem como nomes conhecidos como os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt. Por isso, um pequeno grupo de velejadores, junto com amantes do kitesurf, ainda tenta manter acesa a "vela" no Mosqueiro, prática que tanto embeleza e dá vida nos dias quentes da ilha.

Construção da ponte[editar | editar código-fonte]

Com seus 1.457,35 metros, a ponte Sebastião R. de Oliveira é a principal via de acesso ao distrito. A obra encurtou a distância de Mosqueiro com a capital, deixando-a muito mais acessível à população e atraindo um número cada vez maior de visitantes. Antes da construção da ponte, que ocorreu no dia doze de janeiro de 1976, o deslocamento até a ilha era realizado somente por navios. Esse tipo de transporte garantiu a travessia para o outro lado do continente, por quase meio século. Com a conclusão da ponte, Mosqueiro ganhou ares de cidade grande, belas mansões e prédios.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Praias[editar | editar código-fonte]

Praia do Paraíso

A Ilha do Mosqueiro oferece inúmeras praias, entre elas se destacam: Praia do Farol, Praia do Bispo, Praia Grande, Praia Maraú, Praia Paraíso e Praia Chapéu Virado. Todas as praias contam com excelente infra-estrutura e paisagens maravilhosas.[3]

  • Areião
  • Ariramba
  • Bacuri
  • Baía do Sol
  • Bispo
  • Camboinha
  • Carananduba
  • Caruará
  • Chapéu Virado
  • Conceição[nota 1]
  • Farol
  • Fazendinha
  • Grande
  • Maraú
  • Murubira
  • Paissandu
  • Paraíso
  • Porto Artur
  • Praia Grande
  • Prainha do Farol
  • São Francisco[nota 2]

Construções[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

A ilha de Mosqueiro possui uma equipe profissional de futebol: o Pedreira Esporte Clube, que disputa o Campeonato Paraense de Futebol.[4] A equipe, apelidada de “Gigante da Ilha”, foi fundada em 7 de setembro de 1925, e seu melhor resultado foi em 1995, quando alcançou o quinto lugar.

Notas

  1. Entre as praias do Carananduba e Maraú existe uma praia deserta que não é utilizada por conta do difícil acesso.
  2. Praia de localização isolada, entre Carananduba e Ariramba.

Referências

  1. a b Carlos Roque (1968). Grande enciclopédia da Amazônia, Volume 4 Amazônia Editora [S.l.] p. 1815. 
  2. Associação Paraense de Escritores (1990). Revista da A.P.E., Volumes 5-7 [S.l.: s.n.] p. 9. 
  3. Pontos Turísticos de Mosqueiro Cidades Brasileiras.
  4. Marcos Augusto Gonçalves, e Walter de Mattos Junior (2001). Enciclopédia do futebol brasileiro, Volume 2 Areté Editorial [S.l.] p. 559. ISBN 9788588651012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mosqueiro