João Pereira Caldas

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João Pereira Caldas (Cambeses, 1724Lisboa, 1794) foi um administrador colonial português.

Filho de Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, governador da capitania do Maranhão, de 1753 a 1761, e de Joana Maria Pereira de Castro.

Foi governador geral do Piauí, de 1761 a 1769, e do Pará, de 1772 a 1780.

O governo na Capitania do Piauí[editar | editar código-fonte]

Natural de Valença, Portugal, governou o Piauí durante dez anos, no período de 1759 a 1769, sendo o primeiro governador da Capitania recém criada, tomou posse em 20 de setembro de 1759. Ao assumir o comando político-administrativo da Capitania, encontrou o Piauí com apenas um município, cuja sede era a Vila da Mocha, e apenas sete freguesias. Uma das suas primeira medidas foi confiscar os bens dos jesuítas e os expulsar da Capitania, segundo decisão tomada pelo Marquês de Pombal. Pretendia-se com essa atitude combater o poder e o prestígio da Companhia de Jesus, que controlava boa parte das fazendas de gado da região, as quais lhe foram doadas por Mafrense. Em 1762, vieram ordens da corte portuguesa para a criação de novas vilas: Parnaguá, Jerumenha, Valença, Campo Maior, Marvão (Castelo do Piauí) e São João da Parnaíba, durante o seu governo o Piauí já tinha 536 fazendas de gado.

Algumas realizações de seu governo:

• A criação da Secretaria de Governo, da Providoria Real da Fazenda e o Almoxarifado. O Ouvidor da Mocha foi autorizado a implantar justiça, com seus cartórios e funcionários, em todas as vilas recém criadas.

• A elevação das freguesias a categoria de vila. A instalação das vilas se deu através da carta régia de 19 de julho de 1761: Parnaguá, Jerumenha, Valença, Campo Maior, Marvão e São João da Parnaíba, preside a todas as solenidades o Governador João Pereira Caldas, que obtém o compromisso formal dos fazendeiros de cada um dos novos municípios de construírem a casa da Câmara e cadeia local.

• Organização das Forças Regulares da Capitania, com efetivo de 2.774 homens. Com a cooperação de Clemente Pereira, o Governador Pereira Caldas organizou as forças regulares da Capitania, criando um efetivo militar de 2.774 regulares (600 na cavalaria e 1.174 na infantaria), com pequenos comandos em todas as vilas.

• A criação do correio, inicialmente apenas para as correspondências oficiais.

• A realização de um censo demográfico e econômico de toda Capitania. Esse censo constatava uma população de 12.746 habitantes.

• Prestação de assistência aos índios, com a reorganização do aldeamento de Jaicós, dando-lhe uma nova e eficiente administração.

O final de seu governo foi marcado por uma guerra contra os índios Timbiras, Gueguês e Acaroás, residentes no sul do Piauí e no Maranhão.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Piauí: Formação - Desenvolvimento - Perspectivas Organizado pelo Prof. R. N. Monteiro de Santana. FUNDAPI

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Governador do Piauí
1761 — 1769
Sucedido por
Gonçalo Pereira Botelho de Castro
Precedido por
Fernão da Costa de Ataíde Teive Sousa Coutinho
Governador do Pará
1772 — 1780
Sucedido por
José de Nápoles Telo de Meneses


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