Icoaraci

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Distrito Administrativo de Icoaraci
—  Distrito do Brasil  —
Orla de Icoaraci
Orla de Icoaraci
Estado Pará
Município Belém
Criado em 8 de outubro de 1869[1]
População (2010)
 - Total aprox, 167 000 habitantes[2]

Icoaraci é um dos oito distritos em que se divide o município de Belém, capital do estado do Pará, no Brasil. Distante aproximadamente 20 km do Centro da capital estadual. Possui aproximadamente 500 000 habitantes. Localiza-se próximo a ilha de Outeiro com acesso por barco no porto da 7 rua ou em outro ponto de Icoaraci onde fica a ponte, também é possível em Icoaraci, pegar balsas diárias para Ilha do Marajó e barcos para ilha de Cotijuba, a qual é possível se chegar apenas de barco.[3][4]

O centro do distrito compreende os bairros Águas Negras, Agulha, Campina de Icoaraci, Cruzeiro, Maracacuera, Paracuri, Parque Guajará, xiteua, recanto verde, COHAB, Ponta Grossa, Pratinha e Tapanã além de vários residencias. Seu núcleo original, a partir do qual se expandiu, guarda os termos "travessas" e "ruas", essas últimos chamados cotidianamente pela sua ordem de fundação: 1º, 2º e assim até chegar na 7º rua.[5]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Icoaraci" é uma palavra de origem tupi. Significa "sol do rio", a partir da junção de 'y (água, rio)[6] e kûarasy (sol).[7]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Icoaraci é baseada em um parque industrial que abriga, principalmente, os ramos de pesca, madeira, marcenaria e palmito. Outro polo econômico do distrito é a feira da Oito de Maio, situada no bairro da Campina, uma feira a céu aberto das mais movimentadas de Belém, sendo a mais frequentada de Icoaraci além de três grandes armazéns na entrada de Icoaraci vindo pela rodovia Augusto Montenegro, os chamados atacarejos uma mistura de venda no atacado e varejo de gêneros alimentícios.[8]

Mas Icoaraci se destaca mesmo é como importante polo de artesanato em cerâmica, instalado precisamente no bairro do Paracuri, onde se produzem réplicas de vasos típicos de antigas nações indígenas principalmente Marajoara e Tapajônica a partir de peças catalogadas pelo Museu Emílio Goeldi. O que garante, ao lugar, imensurável importância, sobretudo cultural, mais até do que econômica, não só para Belém ou para o Pará, mas para a região amazônica, já que também é lar de diversos grupos folclóricos de danças típicas (Asa-Branca, Vaiangá, Balé Folclórico da Amazônia, Grupo de Expressões Culturais Art Marajoara), de músicos (Mestre Verequete, Nazaré Pereira) e do poeta Antônio Tavernard, que lá viveram, entre outros expoentes da arte amazônica que ainda lá vivem, como Mestre Cardoso (ceramista) e professora Etelvina (dança folclórica), ambos pioneiros na arte em que atuam.

Possui boa estrutura elétrica e de telecomunicação além de estrutura de serviços como bancos, hospitais, fórum, cartório, supermercados vários colégios, igrejas etc além de serviços de taxi, apps como Uber e serviço moto taxi., Icoaraci mantém-se como importante centro, para onde convergem pequenos municípios ribeirinhos e bairros próximos.

O turismo é forte na "Vila Sorriso", com a exposição da cerâmica indígena na Praça São Sebastião, bem na orla banhada pela Baia de Guajará, onde o visitante é bem servido por um polo gastronômico composto da típica culinária paraense (tacacá, maniçoba, pato-no-tucupi), com destaque para a caldeirada com frutos dos rios amazônicos, seja nos restaurantes, seja nos quiosques que circundam a Praia do Cruzeiro, ou uma simples água de coco no Pontão ao se apreciar o pôr do sol, sugestionado pelo próprio nome tupi Ico-araci (onde o sol repousa).

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

[[Ficheiro:Icoaraci direita|Orla de Icoaraci: a principal atração turística do distrito]O distrito de Icoaraci transpira a história da capital paraense e, até hoje, é ponto certo de turistas e paraenses que procuram um lugar agradável para relaxar em contato com a natureza.<ref name=Turismo>{{citar web|url=http:/5/diariodopara.diarioonline.com.br/N-88678-ICOARACI++CHARME+BUCOLICO.html|título=Icoaraci: charme bucólico|publicado=Diário do Pará|data=4 de agosto =14 de julho)o

Acesso[editar | editar código-fonte]

Ruas, Travessas e avenidas[editar | editar código-fonte]

Rua Padre Júlio Maria
  • Avenida Dr. Lopo de Castro (antiga Travessa Cristovão Colombo)
  • Estrada do Outeiro
  • Rua 8 de Maio
  • Rua 15 de Agosto
  • Rua Coronel Juvêncio Sarmento
  • Rua Manuel Barata
  • Rua Padre Júlio Maria (3ª Rua)
  • Rua Santa Izabel
  • Travessa dos Berredos
  • Travessa Itaboraí
  • Travessa Moura Carvalho
  • Travessa São Roque
  • Travessa Souza Franco
  • Rua 2 de Dezembro (7ª Rua)
  • Travessa Soledade
  • Rua Siqueira mendes (1ª Rua)
  • Rua Chico Mendes (Bairro: Paracurí II)
  • Rua Tiradentes (Bairro: Paracurí II)
  • Rua Castelo Branco( Bairro: Paracurí II)
  • Passagem Ferreira (Bairro: Paracurí II)

Cultura[editar | editar código-fonte]

Galeria de Fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Aniversário de 140 anos de Icoaraci tem cultura e cidadania». Portal ORM. 14 de julho de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012 
  2. «ESTUDO DAS ÁREAS VERDES E INDICE DE COBERTURA VEGETAL DO DISTRITO ADMINISTRATIVO DE ICOARACI – DAICO, BELÉM-PA» (PDF). Revista Geonorte. 14 de julho de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012 
  3. «Revisão do Plano Diretor do Município de Belém». Prefeitura Municipal de Belém. 14 de julho de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012 
  4. «DISTRITOS ADMINISTRATIVOS DO MUNICÍPIO DE BELÉM» (PDF). Prefeitura Municipal de Belém. 14 de julho de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012 
  5. «Icoaraci: as primeiras ruas». Icoaraci Online. 14 de julho de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012 
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição revista e aperfeiçoada. Segundo historiadores modernos Icoaraci também significa " Mãe de todas as águas".São Paulo. Global. 2005. p. 22.
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição revista e aperfeiçoada. São Paulo. Global. 2005. p. 108.
  8. «IPontos Turísticos: Icoaraci». Guia da Semana. 4 de agosto de 2012. Consultado em 14 de julho de 2012