Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Brás de Aguiar (desambiguação).

O Centro de Instrução Almirante Brás Aguiar (CIABA) é uma organização militar da Marinha do Brasil destinada ao preparo profissional do pessoal da Marinha Mercante, tendo sua existência assegurada por recursos advindos do Orçamento da Marinha do Brasil e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo. Um gigantesco navio-escola, atracado na margem do Rio Pará, com capacidade para atender 400 alunos internos e cerca de 900 alunos externos, através de seus vários cursos, todos voltados para as lides marinheiras e é considerado com como sendo um dos melhores estabelecimentos congêneres do mercado no mundo.

Situado em Belém do Pará, conta com um moderno conjunto arquitetônico tipo concreto aparente com cerca de 25 mil metros quadrados de área construída num terreno de 161 mil metros quadrados. Nessa base física são ministrados os cursos de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, a nível superior e técnico, e diversos cursos livres para aquaviários, trabalhadores portuários e pessoal envolvido com as demais atividades relacionadas com a Marinha Mercante.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar é bem antigo, pois sua história ultrapassa a casa dos cem anos. Remonta ao Curso de Maquinista e ao Curso de Náutica, que foram criados pelo então presidente da República marechal Floriano Peixoto em 1892, quando, então, era ministro da Marinha o Almirante Custódio de Melo.

O CIABA deu continuidade ao processo histórico educacional e profissional que teve início por meio dos Decretos 101 e 102 de 13 de outubro de 1892, quando foram criados o Curso de Maquinistas e o Curso de Piloto respectivamente. Sua primeira sede instalou-se em uma sala do prédio da antiga Inspetoria do Arsenal de Marinha, onde fora antes o Convento de São Boaventura dos Religiosos da Conceição do Beira de Minhos, onde hoje se situa o Comando do 4.º Distrito Naval. O CIABA é motivo de orgulho, pois ele é o segundo estabelecimento de ensino da Marinha do Brasil e o primeiro no gênero na América do Sul.

Em 20 de abril de 1893, pelo decreto n.º 1362, a Escola pioneira transformou-se em Escola de Maquinista e Pilotos. Em 1907, os Cursos de Máquinas desenvolveram e ganharam outros companheiros, como o Curso de Comissários e de Radiotelegrafistas, o que ocasionou nova transformação. Surgiu, então, a Escola de Marinha Mercante do Pará (EMMPA), que deixou a pequena sala do Arsenal de Marinha para ocupar o seu novo prédio de dois andares, chantado, também, em terreno do Comando do quarto Distrito Naval.

A EMMPA continuou formando e adaptando fluviários, pilotos, maquinistas, radiotelegrafistas e comissários até que, por força do progresso tecnológico, foi novamente transformada pelo Decreto n.º 71.718 de 16 de janeiro de 1973 em Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar, por sugestão do historiador paraense Augusto Meira Filho. O recém-criado Centro teve como seu primeiro comandante o capitão-de-fragata Lourival Anchieta (13 de janeiro de 1973 a 21 de janeiro de 1976).

Desde os primórdios até os dias atuais, a finalidade do processo histórico EMMPA/CIABA tem sido formar pessoal para a Marinha Mercante nas especialidades de Náutica e Máquinas, além de vários cursos de formação de pessoal subalterno (fluviários e portuários). Assim, após a conclusão do curso, que tem a duração de 3 anos em nível superior, são declarados Bacharéis em Ciências Náuticas e ainda recebem a Carta-Patente de Segundo-Tenente da Reserva Não Remunerada (RM2) da Marinha do Brasil.

Heráldica[editar | editar código-fonte]

Num escudo boleado e encimado pela coroa naval e envolto por uma elipse feita de um cabo de ouro terminado em nó direito, em campo azul um barco antigo com proa de dragão e remos, tudo de ouro; vela enfunada, de prata, com um caduceu de verde, navegando num mar de prata aguada de azul.

O barco antigo simboliza o tráfego marítimo mantido entre os povos, desde a mais remota Antiguidade e o caduceu as suas relações comerciais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]