Instituto de Estudos Avançados

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Instituto de Estudos Avançados
LogotipoIEAV.jpg
Brasão do IEAv
País  Brasil
Corporação Força Aérea Brasileira
Subordinação Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
Missão Pesquisa Básica e Aplicada
Sigla IEAv
Criação 1982
Aniversários 02 de junho
Patrono Coronel Aviador José Alberto Albano do Amarante
Lema O futuro da Tecnologia Aeroespacial começa aqui
Comando
Diretor Coronel Roberto da Cunha Follador
Vice-Diretor Tenente-Coronel Flávio Petersen
Sede
Sede São José dos Campos -  São Paulo
Cód. Postal 12.228-001
Endereço Trevo Coronel Aviador José Alberto Albano do Amarante, 1 - Putim
Internet Página oficial

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) é uma Organização Militar (OM) e Instituição Científica e Tecnológica (ICT) do Comando da Aeronáutica, criado em junho de 1982 e está subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Tem como missão ampliar o conhecimento científico e o domínio de tecnologias estratégicas para fortalecer o Poder Aeroespacial Brasileiro. Sua visão é ser reconhecido como instituição de excelência e de referência internacional em pesquisas de tecnologias avançadas no campo aeroespacial.

História[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1970, a Direção do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) resolveu criar, no então Instituto de Atividades Espaciais (IAE), a Divisão de Estudos Avançados, cujas atividades seriam orientadas, essencialmente, para tópicos avançados em desenvolvimento tecnológico e em ciência pura e aplicada. As atividades técnico-científicas da Divisão receberam um grande impulso, em 22 de agosto de 1977, quando foram inauguradas as instalações definitivas de sua sede.

O crescimento da Divisão de Estudos Avançados ocorreu de forma acelerada, acima das expectativas, o que exigiu um reajuste em sua estrutura, uma vez que a existente, em nível de Divisão, já não era mais suficiente para o cumprimento da missão atribuída.

Em 22 de outubro de 1981, com as novas instalações já em condições mínimas de operação, a Divisão foi autorizada a operar em nível de Instituto do CTA, com a designação Laboratório de Estudos Avançados, desligando-se da estrutura organizacional do IAE e transferindo-se para sua nova localização, no quilômetro no 5,5 da Rodovia dos Tamoios, em São José dos Campos.

Em 2 de junho de 1982, o Exmo. Sr. Presidente da República assinou o Decreto no 87.247[1], criando o Instituto de Estudos Avançados como parte integrante do CTA, visto que a designação de laboratório estava reservada para instalações de menor porte, com atividades muito específicas.

Atribuições e áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

Ao IEAV compete:

  • realizar pesquisa aplicada e desenvolvimento experimental em tecnologias e sistemas aeroespaciais;
  • realizar pesquisa básica para a aquisição de novos conhecimentos, com o objetivo de aplicação futura em tecnologias e sistemas aeroespaciais;
  • promover a capacitação de recursos humanos, do nível intermediário ao de pós-doutorado, por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais[2] (PG-CTE) e orientações acadêmicas de trabalhos de formação e especialização;
  • prestar serviços em atividades ligadas à tecnologia industrial básica.

Neste contexto, o IEAV atua nas áreas de Tecnologia Nuclear Aplicada, Geointeligência, Sensores e Atuadores, Aerotermodinâmica e Hipersônica e Lasers, Óptica e Aplicações.

Em consonância com a sua missão, o IEAV desenvolve atividades de pesquisa e desenvolvimento e também de ensaios laboratoriais de suporte aos projetos que executa ou a projetos de outros órgãos, nos 33 laboratórios do Instituto.

Divisões de Pesquisa e Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

As atividades de pesquisa e desenvolvimento no IEAV são realizadas nas Divisões de Aerotermodinâmica e Hipersônica, Energia Nuclear, Física Aplicada, Fotônica e Geointeligência, com o suporte de oficinas mecânica e eletrônica sendo provido pela Divisão de Suporte Tecnológico.

Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica[editar | editar código-fonte]

Realiza pesquisas e desenvolvimento em escoamentos com velocidades hipersônicas, para aplicação ao voo de veículos aeroespaciais.

Divisão de Energia Nuclear[editar | editar código-fonte]

A ENU realiza pesquisa e desenvovimento de microrreatores nucleares para a geração de calor e energia elétrica com a finalidade de aplicar a tecnologia nuclear no espaço, em locais de difícil acesso (leito oceânico, Antártida etc.) e em situações de catástrofes ambientais.

Está dividida em três áreas fundamentais: Blindagem e Neutrônica, Dados Nucleares e Transferência de Calor e Materiais.

Divisão de Física Aplicada[editar | editar código-fonte]

Realiza o estudo de fenômenos físicos complexos e a pesquisa e desenvolvimento de sistemas eletromagnéticos, materiais e dispositivos de uso aeroespacial.

Divisão de Fotônica[editar | editar código-fonte]

Realiza a pesquisa e o desenvolvimento de lasers e aplicações como soldagem a laser, tratamento de superfície a laser, separação isotópica e espectroscopia. Atua também na realização de pesquisa e desenvolvimento de materiais para substratos óticos em aplicações aeroespaciais,como carbono vítreo e carbeto de silício. Outra área de atuação é na pesquisa e desenvolvimento de sensores a fibra ótica e ótica volumétrica, além de componentes, dispositivos e sistemas óticos e optoeletrônicos.

Divisão de Geointeligência[editar | editar código-fonte]

Realiza pesquisa, desenvolvimento e capacitação em sensoriamento remoto e apoio à decisão. A Subdivisão de Sistemas de Apoio à Decisão (EGI-A) pesquisa e desenvolve metodologias de análise e modelamento de informações e cenários para suporte às atividades de planejamento e tomada de decisão no nível estratégico, operacional e tático. A Subdivisão de Sensoriamento Remoto (EGI-S) desenvolve atividades de pesquisa básica e aplicada em sensoriamento remoto, produzindo conhecimento científico e tecnológico nos campos de sensores, processamento de imagens e geoprocessamento.

Linhas de Pesquisa[editar | editar código-fonte]

O IEAV possui as seguintes linhas de pesquisa, subdivididas em Pesquisa Aplicada e Pesquisa Básica:

Pesquisa Aplicada:[editar | editar código-fonte]

Pesquisa Básica:[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento Experimental:[editar | editar código-fonte]

  • Caracterização de Materiais (Ópticos, Magnéticos);
  • Separação Isotópica por Lasers;
  • Girômetros a Fibra Óptica;
  • Túneis de Vento Hipersônicos;
  • Combustão Hipersônica;
  • Algoritmos e Processamento Paralelo;
  • Processamento de Imagens e navegação aérea autônoma;
  • Bombeamento Eletromagnético de Fluidos Metálicos;
  • Ciclos Térmicos aplicados a processos de geração de energia elétrica e calor no espaço;
  • Nanotecnologia de interesse da defesa aeroespacial;
  • Sensores ativos e passivos.

Capacitação e Formação de Pesquisadores[editar | editar código-fonte]

O Instituto possui também um Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais[2] (PG-CTE), nos níveis de mestrado e doutorado, que iniciou suas atividades no primeiro semestre de 2012. O PG-CTE é um programa por Associação Parcial de IES (conforme definido pela CAPES), fruto da parceria de três instituições de Ensino e Pesquisa do Comando da Aeronáutica: Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA – IES principal, Instituto de Estudos Avançados – IEAV e Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE.

O PG-CTE é vinculado ao ITA, que é responsável pela estrutura administrativa do programa. No entanto, o IEAv e o IAE, por meio de suas CPPG (Coordenadorias de Programas de Pós-Graduação), coordenam localmente as atividades de Pós-Graduação.

O programa contempla as seguintes áreas de concentração: Física e Matemática Aplicadas, Propulsão Espacial e Hipersônica, Sensores e Atuadores Espaciais, Química dos Materiais e Sistemas Espaciais, Ensaios e Lançamentos.

Atualmente, o IEAv conta com 64 doutores e 35 mestres. O amplo espectro de atividades e competências atualmente existentes no IEAv lhe confere um perfil de alta adaptabilidade e capacidade para participar do processo de inovação tecnológica, competências que devem ser explorados com efetividade para o progresso da sociedade brasileira.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Comando da Aeronáutica (2 de junho de 1982). «Decreto n° 87.247, de 2 de junho de 1982». Diário Oficial da União. Consultado em 14 de agosto de 2014 
  2. a b «Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologias Espaciais». Consultado em 14 de agosto de 2014