Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais
| Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais | |
|---|---|
Brasão | |
| País | |
| Estado | Rio de Janeiro |
| Corporação | Exército Brasileiro |
| Subordinação | Diretoria de Educação Superior Militar |
| Sigla | EsAO |
| Criação | 1919 |
| Comando | |
| Comandante | General de Brigada Marcello Yoshida[1] |
| Sede | |
| Sede | Rio de Janeiro |
| Página oficial | Página oficial da EsAO na internet |
A Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) é uma instituição de ensino do Exército Brasileiro sediada no Rio de Janeiro. Seu curso é obrigatório para os capitães e requisito para a promoção a major.[2] Todos os oficiais de carreira passam por um dos cursos da EsAO: o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), em nível de pós-graduação lato sensu, para oficiais da linha bélica e saúde, e mais o Curso de Aperfeiçoamento Militar (CAM), para oficiais das linhas de ensino militar científico-tecnológico, de saúde e complementar, e o Curso de Mestrado Profissional (CMP).[3]
A escola foi instituída pelo Decreto n.° 13.451, de 29 de janeiro de 1919, no seio de reformas militares para sanar o baixo nível de capacitação prática do oficialato. Ela foi voltada à metade da carreira militar, entre a Escola Militar do Realengo, atual Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), e a Escola de Estado-Maior, atual Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), ensinando a tática de pequenas unidades. A instrução foi organizada pela Missão Militar Francesa, servindo de vetor de entrada para sua influência: os formandos eram designados como instrutores nas unidades para difundir a nova doutrina.[4][5] O currículo foi mais politizado nos anos 1960, afastando-se dessas questões a partir da década seguinte. No século XXI, procura-se trazer temas da chamada "Guerra de Quarta Geração". O curso assumiu a atual divisão em dois anos letivos, um à distância e outro presencial.[6]
A carreira dos oficiais combatentes, formados na AMAN, procede em um intervalo de oito a dez anos até a EsAO, e dali, de três a dez anos até a ECEME.[7] Os alunos são normalmente da mesma turma da AMAN. Portanto, é um momento de reencontro de conhecidos. Os alunos são alojados na Vila Militar.[8] Tradicionalmente, espera-se que o oficial comece a carreira solteiro, mas chegue casado à EsAO.[2] De 1920 a 2020 a EsAO aperfeiçoou 33 599 oficiais. Em 2020 houve 474 formandos, dos quais 454 eram do Exército Brasileiro.[6]
Militares da Marinha, Força Aérea e de outros países também cursam a EsAO.[6] No Corpo de Fuzileiros Navais, o curso da EsAO foi obrigatório até 1990, moldando uma forte influência do Exército naquela corporação.[9][10]
Referências
- ↑ «Comandante». Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. 15 de abril de 2025. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ a b Santos, Everton Araujo dos (2018). Exército Brasileiro: a transformação como valor e o valor da transformação: um estudo da família militar como fator de abertura para a sociedade e de transformação da instituição (PDF) (Tese). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Ciências Sociais. p. 117, 278.
- ↑ «Histórico». Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. 15 de abril de 2025. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ McCann, Frank (2009). Soldados da Pátria: história do Exército Brasileiro, 1889–1937. Traduzido por Laura Pereira Motta. Rio de Janeiro e São Paulo: Biblioteca do Exército e Companhia das Letras. ISBN 978-85-359-1084-1. p. 270.
- ↑ Pereira, Fabio da Silva; Almeida, Sérgio Luiz Augusto de Andrade de (2022). «Os desafios da estruturação básica da Escola de Aperfeiçoamento para Oficiais (EAO) (1919 – 1928)». In: Rodrigues, Fernando da Silva; Franchi, Tássio (orgs.). Exército Brasileiro: perspectivas interdisciplinares 1ª ed. Rio de Janeiro: Mauad. ISBN 978-65-876-3183-7. p. 309-311.
- ↑ a b c Almeida, Sérgio Luiz Augusto de Andrade de (2022). «Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO)». In: Francisco Carlos Teixeira da Silva et al. (org.). Dicionário de história militar do Brasil (1822-2022): volume I. Rio de Janeiro: Autografia. ISBN 978-85-518-4909-5. p. 390, 396-400.
- ↑ Oliveira, Ana Amélia Penido; Mathias, Suzeley Kalil (agosto–dezembro de 2020). «Profissionalização militar: notas sobre o sistema do Exército Brasileiro». Universidade Estadual de Campinas. Tematicas. 28 (56). p. 51-52.
- ↑ Pinto, Werusca Marques Virote de Sousa (2016). As inevitáveis mudanças: um estudo sobre a construção da subjetividade das esposas de militares (PDF) (Tese). Universidade do Estado do Rio de Janeiro. p. 53, 72.
- ↑ Cantídio, Luiz Carlos da Silva (1993). «O combatente anfíbio — Parte 1». Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha. Revista Marítima Brasileira. 113 (7-9). p. 39.
- ↑ Ferreira, Gil Cordeiro Dias (1996). «Haverá uma cavalaria anfíbia?». A Defesa Nacional (774). p. 124.