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Pavilhão Polidesportivo do Institito Politécnico de Macau 01.jpg Almacau.JPG Macau Eggtart.jpg Nam Van Lake - Macau.jpg University of Macau 4.jpg Centro de Ciencia, Macao, 2013-08-08, DD 09.jpg Macau coloane village 1.jpg Restos de la Catedral de San Pablo, Macao, 2013-08-08, DD 41.jpg MEAG OC.jpg Templo de A-Má Largo do Senado


Macau

Flag of Macau.svg
Regional Emblem of Macau.svg
Mapa de localização.

Macau (em chinês tradicional: 澳門; em chinês simplificado: 澳门; pinyin: Àomén, pronunciado: [ɑ̂ʊ̯mə̌n]; em cantonês jyutping, em cantonês Yale: Oumùhn, pronunciado: [ʔōu mǔːn]) é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Hong Kong. Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colónia europeia na Ásia.

A Região Administrativa Especial de Macau é constituída pela península de Macau e por duas ilhas: Taipa e Coloane. Após a ligação feita por meio de um aterro, o istmo de Cotai, Macau ficou com a superfície total de 28,6 km². Situa-se na costa meridional da República Popular da China, a oeste da foz do rio das Pérolas e a 60 km de Hong Kong, que se encontra aproximadamente a leste de Macau. Faz fronteira a norte e a oeste com a Zona Económica Especial de Zhuhai, sendo assim, adjacente à província de Guangdong. Macau tem cerca de 538 mil habitantes, sendo a grande maioria de etnia chinesa.

Desde a data de anexação à China, o nome oficial de Macau é "Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China" (RAEM). Após o estabelecimento da RAEM, Macau atua sob os princípios do Governo Popular Central da RPC de "um país, dois sistemas", da "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", gozando por isso de um estatuto especial, semelhante ao de Hong Kong, e possuindo consequentemente um elevado grau de autonomia, limitado apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa.


Artigo destacado aleatório

Ruínas de São Paulo.

As Ruínas de São Paulo em Macau são as ruínas da antiga Igreja da Madre de Deus e do adjacente Colégio de São Paulo, importante complexo do século XVI destruído por um incêndio em 1835. A antiga Igreja da Madre de Deus, o Colégio de São Paulo e a Fortaleza do Monte foram todas construídas pelos jesuítas e este conjunto pode ser identificado como a "Acrópole de Macau". Tudo o que resta da maior e mais bela das igrejas de Macau é a imponente fachada de granito e a escadaria monumental de 68 degraus. Em contrapartida, não restou muitas coisas do Colégio.

As Ruínas de São Paulo, juntamente com a Fortaleza do Monte, estão incluídos na Lista dos monumentos históricos do Centro Histórico de Macau, por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Pode-se considerar que esta imponente estrutura é o símbolo máximo da cultura ocidental-cristã em Macau. Segundo o "Atlas mundial de la arquitectura barroca" (uma publicação da UNESCO em 2001), a fachada da Igreja, juntamente com a Igreja de S. José, é um exemplo único da arquitectura barroca na China. As Ruínas de São Paulo são um dos melhores exemplos do valor universal excepcional de Macau.

As Ruínas de São Paulo, mais concretamente a Igreja da Madre de Deus, foram classificadas, em 2009, como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.


História

Mapa da colónia portuguesa de Macau em 1912.

O primeiro português a chegar e visitar o Sudeste da China foi Jorge Álvares, em 1513, durante a Era dos Descobrimentos. Ele levantou um padrão com as armas de Portugal no porto de Tamau, localizado numa ilha vizinha de Sanchuão (ou Sanchoão), na foz do Rio das Pérolas, perto de Macau. A esta visita seguiu-se o estabelecimento ilegal e provisório, na área, de inúmeros comerciantes portugueses, construindo edifícios de apoio em madeira que seriam destruídos quando os comerciantes, depois de realizar seus negócios, partiam. Os portugueses ainda não eram autorizados a permanecer, obtendo somente o estatuto de visitante.

Em 1517, Fernão Pires de Andrade, o chefe de uma expedição portuguesa com destino à China, conseguiu negociar com as autoridades chinesas de Cantão a entrada do embaixador português Tomé Pires em Pequim e o estabelecimento de uma feitoria em Tamau. Mas, devido às atitudes hostis de seu irmão Simão de Andrade, construindo uma fortaleza em Tamau e atacando embarcações chinesas, Tomé Pires foi preso e morto pelas autoridades chinesas de Pequim e o Imperador chinês proibiu o comércio com os portugueses. Apesar dessa ordem imperial, os comerciantes portugueses continuaram a sua actividade comercial e os mandarins da região, subornados com dádivas, permitiu, ilegalmente, aos portugueses instalarem-se na ilha de Sanchuão para continuarem o seu negócio.

Imagem aleatória

Panorama noturno de Macau.

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Você sabia

  • ...que Macau é também conhecida como a "Las Vegas do Oriente" por sua concentração de cassinos?
  • ...que o nome "Macau" deriva da palavra "Magao", que era o santuário dedicado a Mazu, uma deusa sagrada do mar, respeitada pela população local?
  • ...que Macau foi colonizada e administrada por Portugal por mais de 400 anos?


Biografia selecionada

Pedro Nolasco da Silva

Pedro Nolasco da Silva CvC (Macau, 6 de Maio de 1842 - Macau, 12 de Outubro de 1912) foi um ilustre intérprete-tradutor, professor, funcionário público, escritor, jornalista e dirigente associativo macaense. Entre outros cargos importantes, foi presidente do Leal Senado, sócio-fundador e presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, fundador e director da Escola Comercial Pedro Nolasco, chefe do Expediente Sínico e provedor da Santa Casa da Misericórdia.

Pedro Nolasco lecionou chinês no Seminário de São José, no Liceu de Macau e no Instituto Industrial. Atuou como editor dos jornais "Echo do Povo" (publicado em Hong Kong), "O Macaense" e "Echo Macaense". Também exerceu as funções de inspector da educação pública, presidente da Associação dos Proprietários do Teatro D. Pedro V, fundador do Asilo dos Orfãos, vogal do Conselho da Província (1892), vogal do Tribunal de Contas (1897), vogal do Conselho do Governo (1899) e oficial do Batalhão Nacional. Ele teve também algumas experiências empresariais, sendo membro da direcção da Companhia de Cimento da Ilha Verde (1891) e fundador da Farmácia Popular (1895).

Sendo um visionário, Pedro Nolasco da Silva introduziu, na educação portuguesa local, o estudo dos principais valores neoconfucianos, cuja compreensão era fundamental para perceber a mentalidade e conduta dos chineses, que eram a maioria da população de Macau e das suas vizinhanças. Sendo um católico muito religioso e devoto, ele tinha um grande conhecimento em filosofia e teologia, atuando como presidente da Confraria da Imaculada Conceição.

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