Capitania do Maranhão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Capitania do Maranhão (desambiguação).


Capitania do Maranhão

Capitania

1536/1538 – 1615/1821 Flag of France (XIV-XVI).svg
 
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg
 
Bandeira Província do Maranhão.svg
Continente América do Sul
Região Norte
Capital Não especificada
Língua oficial Português
Religião Catolicismo
Governo Monarquia absoluta
História
 • 1536/1538 Fundação
 • 1615/1821 Dissolução
Moeda Réis

A Capitania do Maranhão foi uma das subdivisões do território brasileiro no período colonial. Seu primeiro donatário foi Fernando Álvares de Andrade, que recebeu a capitania em 11 de março de 1535. Ela tinha 75 léguas de costa, estendendo-se do cabo de Todos os Santos até a foz do Rio da Cruz, cobrindo o nordeste do atual estado do Maranhão, pequena parte do Pará (onde hoje está Belém) e um extremo da Ilha de Marajó.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Palácio dos Leões, construído em 1776, foi sede do governo da capitania.

Os donatários das capitanias do Rio Grande e do Maranhão (primeiro e segundo lote), João de Barros, Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, haviam preparado inseparadamente uma expedição colonizadora composta de dez navios, com novecentos povoadores, sob a liderança de Aires da Cunha, que veio ao Brasil em 1535. Tiveram pouca sorte: afundaram o navio ao ver as terras do Maranhão e criaram o núcleo de povoamento de Nazaré. Mas continuaram sofrendo ameaças dos indígenas, com os que precisavam lutar constantemente. Em 1538, a empresa foi deixada pelos donatários, que tentaram aproveitar de novo ambos os lotes em 1554, sob a comando de Luís Melo. Já os franceses, no entanto, iam com frequencia à região, o que teria forçado a Coroa, no começo do século XVII, a conquistar a região, expulsando os franceses em 1615.[1]

Em 1621 elevada[2] à dignidade de Estado do Maranhão (embora algumas fontes deem a entender que a capitania coexistiu com o Estado, não tendo sido elevada), com administração independente[2] do resto do Brasil, sob ordens de Filipe III de Espanha, a fim de promover o desenvolvimento da região. Posteriormente, uniu-se a antiga capitania ao Grão-Pará, mantendo São Luís como a capital desse extenso território (Estado do Maranhão e Grão-Pará). Em 1737, a capital foi transferida para Belém e, em 1751, a unidade foi renomeada Estado do Grão-Pará e Maranhão (que seria dividida em dois Estados em 1772/1774).

A capitania foi transformada em província em 1821.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Houaiss 1993, p. 2044.
  2. a b BOSCHI, Caio C. (org.). Catálogo de Documentos Manuscritos Avulsos Relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino. São Luís: FUNCMA/AML, 2002.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BOSCHI, Caio C. (org.). Catálogo de Documentos Manuscritos Avulsos Relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino. São Luís: FUNCMA/AML, 2002.
  • Houaiss, Antônio (1993). «Capitania». Enciclopédia Mirador Internacional. 5. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]