Antônio de Andrade Lima Filho

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Antônio de Andrade Lima Filho (Goiana, 8 de janeiro de 1910Recife, 11 de setembro de 1983) foi um jornalista, escritor e político brasileiro.[1]

Era membro da Academia Pernambucana de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Antônio de Andrade Lima e de Maria d’Assunção de Andrade Lima.

Graduou-se em direito e ciências econômicas pela Faculdade de Direito de Recife, onde aderiu à Ação Integralista Brasileira, da qual foi o primeiro chefe provincial em Pernambuco.[1][2] Líder da Restauração Católica e crítico da laicização do país, foi diretor do Diário do Nordeste, que destacava a importância de uma recristianização no Brasil. Após o golpe do Estado Novo, teve seu jornal fechado, sendo proibido de publicar novos textos. Na ocasião, era chefe provincial da Ação Integralista Brasileira em Alagoas.[3]

Nas eleições de outubro de 1950 foi o único deputado estadual eleito pelo Partido Social Trabalhista (PST) em Pernambuco, para a legislatura de fevereiro de 1951 a janeiro de 1955.

Nas eleições de outubro de 1958 foi eleito deputado federal. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Apoiou a Frente Parlamentar Nacionalista, formada por deputados do PSD, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Esse grupo tinha como proposta a viabilização de uma plataforma nacionalista voltada para a condenação da intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, principalmente no setor energético, e das remessas de lucro para o exterior.[1]

Nas eleições de outubro de 1962 concorreu novamente para a Câmara dos Deputados, pelo PTB, obtendo uma suplência. Ocupou uma cadeira desde o início da legislatura. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional Número Dois e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nas eleições de outubro de 1966 obteve novamente uma suplência pelo MDB e foi convocado a assumir o mandato. Contudo, após a promulgação do Ato Institucional Número Cinco teve o mandato cassado em 29 de abril de 1969.

Com os direitos políticos suspensos, passou a dedicar-se às suas atividades na Academia Pernambucana de Letras e a escrever, como colaborar, para órgãos da imprensa local. Recebeu o Prêmio Agamenon Magalhães pela obra China gordo, de 1976, e dois prêmios, inclusive da Academia Brasileira de Letras, pela obra Itinerário de Osório Borba: o homem que cuspia marimbondos, de 1979.[1]

Faleceu em Recife, no dia 11 de setembro de 1983.[1]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Era casado com Ivete de Oliveira de Andrade Lima, com quem teve oito filhos.

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • História amena de uma campanha (1948)
  • Acordo Militar Brasil-Estados Unidos (1954)
  • Perfil de Aníbal Falcão (1959)
  • Vida, paixão e morte no Nordeste (1962)
  • China gordo. Agamenon Magalhães e sua época (1976)
  • Teoria e prática das imunidades
  • A crise partidária e o caos nacional
  • Três discursos
  • Luta contra o subdesenvolvimento
  • Joaquim Amazonas, o reitor magnífico
  • Itinerário de Osório Borba: o homem que cuspia marimbondos

Referências

  1. a b c d e Biografia na página do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC)
  2. MORAES, Márcio André Martins. Pelas ruas, escolas, comércios e propriedades rurais: o itinerário dos integralistas em Garanhuns-PE entre os anos de 1935 até 1937. Revista Eletrônica História em Reflexão: Vol. 6 n. 12 - UFGD Doutorados jul/dez 2012.
  3. MOURA, Carlos André Silva. Andrade Lima Filho e o Movimento de Restauração Católica na Imprensa Pernambucana (1930-1937). ANPUH - XXV Simpósio Nacional de História - Fortaleza, 2009.



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