Pedro Chaves dos Santos

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Pedro Chaves dos Santos
Pedro Chaves dos Santos
Senador pelo Mato Grosso do Sul
Período 17 de maio de 2016
até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento 7 de dezembro de 1940 (76 anos)
Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Nacionalidade brasileiro
Partido PSC
Profissão Empresário

Pedro Chaves dos Santos Filho (Campo Grande, 7 de dezembro de 1940) é um empresário e político brasileiro, de Mato Grosso do Sul, filiado ao Partido Social Cristão. Foi eleito primeiro suplente do senador Delcídio do Amaral nas eleições gerais de 2010.[1] Com a cassação de Delcídio, ocorrida em 10 de maio de 2016, Pedro Chaves foi convocado a assumir o cargo de senador em até 30 dias, vindo a tomar posse do mandato em 17 de maio do mesmo ano[2].

O empresário e político é um dos sete filhos dos imigrantes Pedro Chaves e Joana Mendes dos Santos. Após concluir sua graduação e mestrado em economia, lançou-se na vida empresarial ajudando a fundar um dos maiores conglomerados educacionais do interior do Brasil, o qual incluía, dentre outras, as instituições privadas UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal), CESUP (Centro de Ensino Superior Prof. Plínio Mendes dos Santos) e MACE (Moderna Associação Campograndense de Ensino), oferecendo educação privada em níveis infantil, fundamental, médio, superior e pós-graduação.[1]

Pedro Chaves dos Santos também exerceu o cargo de Presidente do Hospital Santa Casa de Campo Grande.[3]

Na primeira etapa do mandato de Alcides Bernal como prefeito de Campo Grande, Pedro Chaves chegou a atuar como secretário de governo.[4]

A ascensão de Pedro Chaves ao cargo de Senador traz consigo um fato curioso: sua filha, Neca Chaves Bumlai, é casada com Fernando Bumlai, filho do fazendeiro José Carlos Bumlai, apontado como amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e preso pela Operação Lava Jato.[5]

Pedro Chaves é irmão do industrial Henrique Bertholino Mendes dos Santos, fundador da Minaspuma S.A.[6]

Projeto de Lei 325/2016 - Multa a quem impedir o tráfego rodoviário[editar | editar código-fonte]

O PL 325/16[7] de autoria do senador, altera o art. 254 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito

Brasileiro), para vedar ao pedestre interromper, restringir ou perturbar a circulação em via pública sem autorização do órgão ou entidade de trânsito competente, com pena de multa de R$ 3.830,80, podendo ser acrescida.

Tal projeto gerou polêmica após acusações populares de que isso seria uma maneira a barrar manifestações contra o atual governo. Esse projeto já vem de algum tempo; ele retorna após um veto presidencial da MP 699/2015[8], a qual incluía além de motoristas que interrompessem a circulação de veículos, pedestres.

Em projeto reformado, foi aprovado em julho deste ano a Lei 13.281/2016[9] que prevê multa para motoristas que, usando seu veículo, atrapalhe ou barre de alguma maneira o tráfego rodoviário. Essa lei gerou suspeitas de que seria uma resposta às manifestações de caminhoneiros[10] ocorridas em novembro de 2015.

Referências

  1. «DivulgaCand2010 - Divulgação de Candidaturas 2010». divulgacand2010.tse.jus.br. Consultado em 11 de maio de 2016 
  2. «Pedro Chaves é empossado no Senado e recebe apoio de peemedebistas». Campo Grande News. Consultado em 12 de junho de 2016 
  3. «Pedro Chaves vai assumir presidência da Santa Casa». A critica. Consultado em 21 de julho de 2016 
  4. «Milionário parente de Bumlai: conheça o perfil do suplente de Delcídio». Campo Grande News. Consultado em 11 de maio de 2016 
  5. «Suplente de Delcidio, Pedro Chaves é ligado a família Bumlai». Campo Grande News. Consultado em 211 de maio de 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «TRAJETÓRIA DE UM VENCEDOR». Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Consultado em 21 de julho de 2016 
  7. Chaves, Pedro. «PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 325, DE 2016». Senado Federal. Consultado em 1 de setembro de 2016 
  8. Rousseff, Dilma (11 de novembro de 2015). «MEDIDA PROVISÓRIA nº 699, de 2015». Diário Oficial da União. Consultado em 01 de setembro de 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  9. «Lei Ordinária - 13281/16». Senado Federal. Consultado em 01 de setembro de 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. «Caminhoneiros fazem protestos pelo país; veja a situação por estado». 11 de novembro de 2015. Consultado em 2 de setembro de 2016