Paulinho da Força

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Paulo Pereira da Silva
Paulo Pereira da Silva em janeiro de 2005
Deputado federal por  São Paulo
Período de 1 de janeiro de 2007
até atualidade[nota 1]
Dados pessoais
Nascimento 25 de janeiro de 1956 (62 anos)[2]
Porecatu,  Paraná
Esposa Samanta Costa
Partido PT (1984-1996)
PTB (1996-2003)
PDT (2003-2013)
SD (2013-presente)
Profissão Metalúrgico
Sindicalista
linkWP:PPO#Brasil

Paulo Pereira da Silva (Porecatu, 25 de janeiro de 1956), conhecido também como Paulinho da Força, é um metalúrgico, sindicalista e político brasileiro.

É o atual presidente nacional da central sindical Força Sindical[2] e presidente nacional do partido Solidariedade.

Atualmente Paulinho da Força está com direitos políticos cassados por determinação da justiça durante um período de 5 (cinco) anos. Ele e outros réus, foram condenados ao pagamento de multa, calculada com base no valor contratado com dispensa de licitação, além da proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos, cabendo recurso. Paulinho da Força recorreu à Justiça. Como o processo está em tramitação, ele pode se candidatar nas próximas eleições. [3] [4][5]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Paulo Pereira da Silva, conhecido por Paulinho da Força, é filho de Benedito Pereira da Silva e de Teresa Durva. Nasceu no dia 24 de fevereiro de 1956, na cidade de Porecatu, próxima à divida dos estados Paraná e São Paulo.[6] Filho de agricultores, trabalhou no campo quando criança. Com 13 anos, mudou-se para Londrina, onde concluiu o primeiro grau. Conseguiu um emprego no jornal Folha de Londrina como auxiliar em serviços burocráticos.

Mudou-se para São Paulo aos 20 anos. Contratado por uma fábrica metalúrgica, passou a militar no Sindicato dos Metalúrgicos, onde logo foi promovido a diretor. Em 1991, aos 35 anos, passou a ocupar o cargo de secretário-geral do sindicato para, depois, assumir a presidência. No mesmo ano, ajudou a fundar a Força Sindical, entidade que presidiu pela primeira vez em 1999 e que atualmente reúne cerca de dois mil sindicatos associados e 16 milhões de trabalhadores. No comando da Força, transformou o feriado de 1º de Maio na maior manifestação de trabalhadores do país, reunindo todos os anos mais de 1 milhão de pessoas na ruas.

Possui três filhos, Alexandre, Juliana e Daniele. Atualmente é casado com Samanta Costa, presidente da Fundação 1º de Maio – entidade de formação política.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1990, candidatou-se a deputado federal por São Paulo, mas foi derrotado. Em 1996, entrou para o Partido Trabalhista Brasileiro, pelo qual foi candidato à vice-presidência em 2002 na chapa encabeçada por Ciro Gomes (à época, filiado ao PPS). Em 2004, foi candidato à prefeitura de São Paulo.

Em 2006, foi eleito deputado federal por São Paulo, tendo sido o 6º candidato mais votado do Estado e o 12º do país com 287.443 votos,[2] tendo sido reeleito em 2010 e em 2014. Em 2012, foi novamente candidato à prefeitura paulistana.

Foi reeleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo SDD. Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[7] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7] Em abril de 2017 foi contrário à Reforma Trabalhista.[7] [8] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[7][9]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Improbidade administrativa[editar | editar código-fonte]

Foi condenado em 2011 a pagar multa civil de cerca de R$ 1 milhão por improbidade administrativa na aplicação de 3 milhões de reais em recursos públicos. Conforme a sentença do juiz João Batista Machado, da 1ª Vara Federal de Ourinhos, a quantia será revertida para a União. Ainda caberá recurso.[10] Os R$ 3 milhões seriam usados para comprar uma fazenda no interior de São Paulo e assentar no local 72 famílias, e os proprietários das terras teriam se beneficiado com sobrepreço no imóvel, que, segundo avaliação de peritos do Ministério Público Federal, valia R$ 1,29 milhão. A compra foi realizada por R$ 2,3 milhões. Na época, a Força Sindical, presidida por Paulinho, participava do conselho do Banco da Terra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que liberou os recursos. A ação pedia ainda a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos do deputado, o que foi negado pelo Juiz.[11]

Apoio a Eduardo Cunha[editar | editar código-fonte]

Paulo Pereira da Silva em 2012

Paulinho é conhecido por fazer parte da chamada "Tropa de Choque de Cunha", grupo de 9 deputados federais que teve como objetivo obstar no Conselho de Ética todas as tentativas de investigação e punição do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o qual possui contas em seu nome na Suíça. Trabalhou ativamente na campanha do colega de partido à presidência da Câmara. No Conselho de Ética, era um dos deputados mais atuantes na defesa de Cunha. Costuma apresentar reiterados questionamentos nas sessões do Conselho de Ética, como uma manobra para adiar ao máximo o andamento do processo.[12]

Opôs-se através de voto à admissibilidade do processo que pedia a cassação do mandato de Cunha (PMDB-RJ), então o presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados. Teve seu voto vencido, pois outros 11 deputados posicionaram-se favoráveis à abertura do processo.[13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Teve os direitos políticos cassados por determinação da justiça durante um período de 5 (cinco). Decisão cabe recurso.[1]

Referências

  1. MPF. «TRF-3 condena Paulinho da Força à perda dos direitos políticos por improbidade». G1. g1.globo.com  Texto "https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/trf-3-condena-paulinho-da-forca-a-perda-dos-direitos-politicos-por-improbidade.ghtml" ignorado (ajuda);
  2. a b c Câmara dos Deputados. «Biografia». Consultado em 29 de maio de 2008.  - Há uma divergência entre a data de nascimento: no site do PDT/SP a data é 25 de janeiro e no site da Câmara, 24 de fevereiro. Foi mantida a data que já se encontrava no texto.
  3. «Paulinho da Força diz que vai recorrer de decisão da justiça | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  4. «Justiça determina suspensão de direitos políticos do deputado Paulinho da Força». Agência Brasil - Últimas notícias do Brasil e do mundo 
  5. «TRF-3 condena Paulinho da Força à perda dos direitos políticos por improbidade». G1 
  6. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «SILVA, Paulo Pereira da | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  7. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017. 
  8. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  9. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  10. Paulinho da Força é condenado por improbidade administrativa
  11. Paulinho da forca-sindical condenado por improbidade administrativa pela justica federal
  12. «'Tropa de choque' de Cunha reúne deputados de cinco partidos». Política. Consultado em 16 de dezembro de 2015. 
  13. [1], Conselho de Ética aceita parecer pela abertura de processo contra Cunha, 15 de dezembro de 2015

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Luiz Antônio Medeiros
Presidente da Força Sindical
1999atual
Sucedido por