Claudio Lamachia

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Claudio Lamachia
Ao entregar manifesto contra a reforma da Previdência ao presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados, Carlos Marun.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Nome completo Cláudio Pacheco Prates Lamachia
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Advogado
Cargo Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil

Cláudio Pacheco Prates Lamachia é um advogado brasileiro e atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).[1][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antes de se tornar presidente da OAB, em 2016, o gaúcho Lamachia foi vice-presidente da entidade.[2] Lamachia é visto como duro na defesa dos interesses da advocacia.[3] Em 2015 Lamachia foi eleito como conselheiro Federal com quase 80% dos votos válidos, sendo o maior resultado eleitoral de todas as seccionais da OAB em que concorreram mais de uma chapa.[4]

Posicionamentos[editar | editar código-fonte]

CPMF[editar | editar código-fonte]

Em seu discurso de posse, Lamachia se manifestou contrário ao projeto do então governo de Dilma de reativar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).[2]

Impeachment de Dilma Rousseff[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Impeachment de Dilma Rousseff

Em 18 de março de 2016, a OAB, por 26 votos a 2, decidiu apoiar o pedido de impeachment, baseada no parecer do advogado Érick Venâncio.[5][6] Em 23 de março, a entidade anunciou que, a partir do relatório, iria protocolar um novo pedido de impedimento. Em reunião do Conselho Federal da OAB, 26 das 27 bancadas estaduais da Ordem votaram a favor do apoio à instauração do processo; somente a do Pará votou contra.[7]

Em 28 de março de 2016, a OAB enviou um novo pedido de impeachment à Câmara dos Deputados, apoiado por centenas de advogados, conselheiros federais e presidentes de seccionais. O presidente da Ordem, Claudio Lamachia, afirmou se tratar de uma decisão respaldada pelos dirigentes nacionais, os quais foram eleitos por quase um milhão de advogados do país. O presidente disse que a OAB não é do governo nem da oposição, tendo como norte os cidadãos.[8][9]

Anistia ao Caixa 2[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Anistia ao Caixa 2

Em novembro de 2016, se posicionou contrário a anistia de crimes de corrupção, debatido pela Câmara dos Deputados, como uma emenda para incluir no pacote das 10 Medidas contra a corrupção. "É surreal a possibilidade de a Câmara dos Deputados atuar em desconformidade com o interesse público, aprovando uma anistia para a prática criminosa do caixa dois e outros desvios relacionados, como corrupção e lavagem de dinheiro", declarou Lamachia.[10]

Afastamento de Renan Calheiros[editar | editar código-fonte]

Em 2 de dezembro de 2016, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, defendeu o afastamento imediato do presidente do Senado, Renan Calheiros, após Renan ter virado réu por peculato, no Supremo Tribunal Federal (STF).[11][12][13] Em comunicado, Lamachia diz que "não se trata aqui de fazer juízo de valor quanto à culpabilidade do senador Renan Calheiros, uma vez que o processo que o investiga não está concluído". Para o presidente da OAB, o pedido de afastamento de Renan Calheiros “trata-se de zelo pelas instituições da República”.[13]

Impeachment de Michel Temer[editar | editar código-fonte]

Após uma reunião do colegiado no fim de semana dos dias 20 e 21 de maio de 2017, a Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, por 25 votos a 1, que irá protocolar um pedido de impeachment do presidente Michel Temer por prevaricação, acusando-o de não comunicar as autoridades sobre os crimes praticados pelo empresário e dono da JBS, Joesley Batista. Lamachia afirmou que "todo teor da conversa é gravíssimo", referindo-se ao conteúdo da gravação entre Joesley e Temer, ocorrido no dia 7 de março de 2017 no Palácio do Jaburu.[14]

Referências

  1. «Eleita a nova diretoria do Conselho Federal da OAB». OAB. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  2. a b c «Cláudio Lamachia, novo presidente da OAB, toma posse em Brasília». G1. Globo.com. 1 de fevereiro de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  3. «Próximo líder da OAB, Claudio Lamachia é conhecido por diálogo com autoridades». Consultor Jurídico. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  4. «OAB Nacional em um novo momento». Editora JC. 7 de março de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  5. Gustavo Aguiar (18 de março de 2016). «OAB decide, por 26 votos a 2, apoiar o pedido de impeachment de Dilma no Congresso». Estadão. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  6. Carlos Rollsing (18 de março de 2016). «OAB decide apoiar processo de impeachment de Dilma». Zero Hora. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  7. «OAB vai apresentar novo pedido de impeachment de Dilma no Congresso». G1. 23 de março de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  8. «OAB protocola pedido de impeachment da presidente da República». OAB. 28 de março de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  9. Fernanda Calgaro e Nathalia Passarinho (28 de março de 2016). «OAB protocola novo pedido de impeachment de Dilma na Câmara». O Globo. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  10. «'Não podem legislar em causa própria', diz presidente da OAB a deputados». Uol. 25 de novembro de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  11. «OAB pede afastamento imediato de Renan da presidência do Senado». G1. Globo.com. 2 de dezembro de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  12. «Presidente da OAB defende afastamento imediato de Renan Calheiros». Estado de Minas. 2 de dezembro de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  13. a b «Presidente da OAB defende o afastamento imediato de Renan Calheiros no Senado». Último Segundo. iG. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  14. Formenti, Lígia (22 de maio de 2017). «OAB protocola pedido de impeachment de Temer nesta semana». Estadão. Consultado em 22 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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