Pedro Aurélio de Góis Monteiro

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General do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
Pedro Aurélio de Góis Monteiro
Dados pessoais
Nascimento 12 de dezembro de 1889 Alagoas São Luís do Quitunde
Morte 16 de outubro de 1956 (66 anos) Rio de Janeiro1908.gif Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Anos de serviço 19071956
Hierarquia General do Exército.gif
General de exército
Comandos
Discurso de posse de Pedro Aurélio de Góis Monteiro como Ministro da Guerra.

Pedro Aurélio de Góis Monteiro (São Luís do Quitunde, 12 de dezembro de 1889Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1956) foi um general-de-exército e político brasileiro.[1]

Trajetória político-militar[editar | editar código-fonte]

Em 1951.

Filho de Pedro Aureliano Monteiro dos Santos e Constança Cavalcanti de Góes Monteiro. Oriundo de família com ascendência militar iniciou sua carreira na Escola de Guerra de Porto Alegre chegando ao posto de General-de-exército. Ao longo dos anos adotou um viés legalista ao combater os Dezoito do Forte, o Tenentismo e a Coluna Prestes durante os anos vinte. O irromper da Revolução de 1930 o levou a exercer o comando militar da mesma contribuindo sobremaneira para o seu êxito. Pouco tempo depois comandou as tropas federais que debelaram a Revolução Constitucionalista de 1932 e, durante os combates com os paulistas, perdeu seu irmão, o capitão Cícero Augusto de Góes Monteiro que era integrante do 9º R.I. do Exército Brasileiro.[2] Após esse evento, foi ungido Ministro da Guerra (1934-1935) do governo Getúlio Vargas ocupando tal posição até a escolha de Eurico Gaspar Dutra como seu sucessor, o que não impediu Góes Monteiro de participar ativamente da decretação e manutenção do Estado Novo (1937-1945) evento que ajudou a consolidar seu clã como a força política dominante em Alagoas estado governado por dois de seus irmãos entre 1941 e 1945.

Na época em que foi ministro da Guerra, elaborou a Doutrina de Segurança Nacional que inspirou várias leis a esse respeito tanto na Era Vargas quanto no regime militar de 1964. Em setembro de 1937, Góis Monteiro "descobre" o Plano Cohen, que foi um planejamento falso, forjado pelo então capitão Olímpio Mourão Filho, de uma revolução comunista no Brasil. Esse plano foi posteriormente utilizado por Vargas como justificativa do golpe que deu origem ao Estado Novo.

Na eleição presidencial de 1934, indireta, tirou o terceiro lugar, conquistando 4 votos (1,61%). Góes Monteiro foi Chefe do Estado-Maior do Exército entre 1937 e 1943, retornando ao ministério nos últimos dias de Vargas no poder em 1945. Foi mantido no cargo no governo José Linhares e nos primeiros meses da gestão Dutra. Após deixar o poder foi eleito senador pelo PSD em 1947. No ano de 1945 seu irmão Ismar de Góis Monteiro havia sido eleito para esse mesmo cargo e em 1958 foi a vez de Silvestre Péricles chegar à Câmara Alta do país. No entanto, em 1950 Pedro Aurélio não conseguiu se reeleger e ainda rejeitou um convite para ser vice-presidente na chapa varguista.

Foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas entre 15 de fevereiro de 1951 e 1º de dezembro de 1952. A seguir, foi ministro do Superior Tribunal Militar, de 15 de dezembro de 1952 até seu falecimento em 16 de outubro de 1956.[3]

Curiosidade: foi o general Góes Monteiro que entregou de presente ao deputado Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque (o lendário Homem da Capa Preta) a sua famosa metralhadora "Lurdinha", na verdade uma sub-metralhadora alemã MP-40.[carece de fontes?]

Referências

  1. Fundação Getúlio Vargas (ed.). «PEDRO AURELIO DE GOIS MONTEIRO». CPDOC. Consultado em 14 de fevereiro de 2018. 
  2. De Mello, Arnon (1933). São Paulo Venceu. Rio de Janeiro: Flores & Mano. pp. 242–243 
  3. «Ministros do STM desde 1808». Consultado em 18 de novembro de 2014. 

Fonte de pesquisa[editar | editar código-fonte]

  • COUTINHO, Lourival, O General Góes Depõe..., Editora Coelho Branco, 1956.

A biografia "General Gois Monteiro - O Comandante de um Destino" foi escrita pelo alagoano Romeu de Avelar ( 1949), autor dos controvertidos romances "Calabar" e "Os Devassos".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
João Gomes Ribeiro Filho
Comandante da 1ª RM
1932 — 1932
Sucedido por
Álvaro Guilherme Mariante
Precedido por
Augusto Cardoso
Ministro da Guerra do Brasil
1934 — 1935
Sucedido por
João Gomes Ribeiro Filho
Precedido por
Eurico Gaspar Dutra
Ministro da Guerra do Brasil
1945 — 1946
Sucedido por
Canrobert Pereira da Costa


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