Nero Moura

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Nero Moura
Nascimento 30 de janeiro de 1910
Cachoeira do Sul
Morte 17 de dezembro de 1994 (84 anos)
Rio de Janeiro
País  Brasil
Força Exército Brasileiro
Unidade Força Aérea Brasileira
Força Expedicionária Brasileira
Batalhas/Guerras Revolução Constitucionalista de 1932
Segunda Guerra Mundial

Nero Moura (Cachoeira do Sul, 30 de janeiro de 1910Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1994) foi um militar brasileiro. É o patrono da aviação de caça do Brasil.

Filho de Gilberto Moura e Maria Emília Marques Moura, cursou o primário no Ginásio Rio Branco, em sua cidade natal, cursando depois o Colégio Militar de Porto Alegre. Em 1927 foi admitido como cadete na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. No ano seguinte foi transferido para a Escola de Aviação Militar no Campo dos Afonsos, onde completou os estudos de oficial aviador do Exército. Promovido a segundo-tenente em janeiro de 1931, suas primeiras missões foram no Correio Aéreo Militar.

Durante a Revolução de 1932 participou do lado das forças legais, executando voos de reconhecimento, bombardeio e ataque ao solo, na região do Vale do Paraíba. Em 1934 foi enviado para o curso de aperfeiçoamento na École d'Aplication de L'air, em Versalhes, na França.

Promovido a capitão, em 1937, foi designado subcomandante e comandante substituto do Terceiro Regimento de Aviação em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Participou da organização e criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, em 1941, já como major-aviador, tendo sido instrutor do curso de aperfeiçoamento de oficiais.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi comandante do Grupo de Caça, tendo realizado 62 missões de guerra entre 4 de novembro de 1944 e 1 de maio de 1945.

Em 1945 foi nomeado comandante do Primeiro Regimento de Aviação da Base Aérea de Santa Cruz.

Aposentou-se da Aeronáutica aos 35 anos, com 5000 horas de voo. Fundador e organizador da Aerovias Brasil e do Loide Aéreo.

Getúlio Vargas, ao ser eleito para presidente da república, o convidou para ser ministro da Aeronáutica em 1951, posto que exerceu até 18 de agosto de 1954. Durante sua gestão foi responsável pela criação dos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) na Aeronáutica, pela inauguração da Base Áerea do Cachimbo e pelo recebimento dos primeiros aviões a jato da Aeronáutica, o Gloster Meteor. Também foi responsável pela instauração do inquérito policial militar que investigou o atentado a Carlos Lacerda.

Incentivador do escotismo, quando ministro determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio à modalidade de Escotismo do Ar, o que acontece até os dias presentes.

Seus restos mortais repousam no Memorial Senta a Púa, na Base Aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro.[1]

Referências


Precedido por
Armando Figueira Trompowsky de Almeida
Ministro da Aeronáutica do Brasil
1951 — 1954
Sucedido por
Epaminondas Gomes dos Santos


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