Joelmir Campos de Araripe Macedo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Joelmir Campos de Araripe Macedo
Nascimento 16 de fevereiro de 1909
Rio de Janeiro
Morte 12 de abril de 1993
Nacionalidade  Brasil
Ocupação militar

Joelmir Campos de Araripe Macedo GCAGCIH (Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 190912 de abril de 1993) foi um militar brasileiro, no posto de tenente-brigadeiro (quatro estrelas) da aeronáutica.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Descendente do Barão do Araripe.

Foi diretor da fábrica de aviões do Galeão, diretor técnico e diretor presidente da Fábrica Nacional de Motores, membro do Conselho Nacional do Petróleo, diretor de Engenharia Aeronáutica e diretor de Rotas Aéreas do Ministério da Aeronáutica. Orgulhava-se de ter participado do segundo voo do Correio Aéreo Nacional (então chamado Correio Aéreo Militar), em junho de 1931. Tendo como copiloto o brigadeiro e ex-ministro da Aeronáutica Nélson Freire Lavanére-Wanderley, que na época era tenente, cumpriu uma longa rota, passando pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Sua última função no serviço ativo foi a presidência da Comissão de Construção do Aeroporto Supersônico, no Galeão. Atingido pela compulsória (aposentadoria obrigatória por tempo de serviço dos militares), passou para e reserva remunerada, mas continuou no cargo até assumir o Ministério da Aeronáutica, em 29 de novembro de 1971, graças a ato especial do ministro Márcio de Sousa Melo, seu antecessor no cargo.[1] 

Foi ministro da Aeronáutica nos governos Emílio Garrastazu Médici, de 29 de novembro de 1971 a 15 de março de 1974. Em poucas semanas liquidou o núcleo de insubordinação que controlava a força aérea desde a crise do Para-Sar em 1968.[2]

A 2 de Novembro de 1972 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis de Portugal.[3]

Continuou ministro do governo Ernesto Geisel, de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979. Sua continuidade no cargo no governo Geisel deveu-se a diversos fatores: havia sido colega de turma de Geisel, tratando-o por "você", além disso tinha praticamente escolhido para vice-presidente, mas o processo de escolha de um novo ministro poderia gerar um conflito interno, sendo preferido a continuidade.[2]

A 28 de Dezembro de 1978 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[3]

Morte do ex-presidente militar Castello Branco[editar | editar código-fonte]

 O documento oficial que reúne toda a investigação do acidente que vitimou, entre outros, o ex-presidente militar Castello Branco, produzido pelo CENIPA, foi assinado pelo tenente-brigadeiro Araripe Macedo.[4]

Referências

  1. O novo ministro de Medici. Revista VEJA. Edição 169, 1 de dezembro de 1971, pp.16-17
  2. a b Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Derrotada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 544 páginas. ISBN 978-85-8057-432-6 
  3. a b «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Joelmir Campos de Araripe Macedo". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de abril de 2016. 
  4. «Castello Branco - Relatório Final». Consultado em 16 de dezembro de 2014. 
Precedido por
Márcio Melo
Ministro da Aeronáutica do Brasil
1971 — 1979
Sucedido por
Délio Jardim de Matos
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.