Orlando Geisel

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Orlando Geisel
Nome completo Orlando Beckmann Geisel
Dados pessoais
Nascimento 5 de setembro de 1905 Bento Gonçalves
Morte 30 de maio de 1979 (73 anos) Brasília
Alzira Geisel
Vida militar
Força Exército
Hierarquia General do Exército.gif
General de exército
Comandos

Orlando Beckmann Geisel GCAGCIH (Bento Gonçalves, 5 de setembro de 1905Brasília, 30 de maio de 1979) foi um general-de-exército brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de August Wilhelm Geisel e Lídia Beckmann, era irmão mais velho de Ernesto Geisel. Passou a infância e a juventude em Teutônia e Estrela. Primeiro aluno de turma no Colégio Militar de Porto Alegre em 1922. Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1923.

Participou da Revolução de 1930, no comando de uma bateria de artilharia. Em 1932 combateu os constitucionalistas com Getúlio Vargas. Casou com Alzira, miss Cachoeira do Sul nos anos 1930.[1]

Foi um instrutor muito conceituado da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.[1]

Como coronel, comandou o 11º Grupo de Artilharia de Campanha, no Rio de Janeiro. Esteve do lado do Marechal Lott em novembro de 1955 quando este depôs Carlos Luz e impediu a posse de Café Filho, atuando como auxiliar do comandante da censura à imprensa.[1] Foi promovido a general em 1958.

Após a renúncia de Jânio Quadros em 1961, durante a Campanha da Legalidade liderada por Leonel Brizola, ordenou ao comandante do Terceiro Exército que fosse bombardeado o Palácio Piratini, de onde Brizola dirigia as transmissões da Rede da Legalidade. [1] A ordem entretanto não foi cumprida e Jango o promoveu a general de divisão em 1964.[1].

Apoiou o Golpe de 1964. Entre 7 de maio de 1964 e 9 de dezembro de 1965 comandou a 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro.[2] Foi Comandante do III Exército, entre 26 de maio e 27 de novembro de 1966.[3] Posteriormente, chefiou o Estado-Maior do Exército.

Foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas entre 11 de março de 1968 e 30 de outubro de 1969, durante o Governo Costa e Silva. Exerceu o cargo de Ministro do Exército, de 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974, durante a presidência de Garrastazu Médici. Foi o primeiro filho de alemães a atingir esses altos cargos militares.

A 14 de fevereiro de 1970 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis e a 8 de março de 1973 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[4]

Articulou para que seu irmão, Ernesto Geisel, fosse o candidato indicado à presidência da República por Médici. Planejava continuar no ministério. Eleito, Ernesto não indicou o seu irmão, pois achava que isso era coisa de "república de bananas". Orlando não assimilou o novo papel institucional do irmão, acusando-o de ingratidão. Os dois romperam desde 15 de março de 1974, quando Ernesto foi empossado presidente.

Orlando não desocupou o imóvel destinado ao ministro do Exército - o Palacete Laguna, no Rio de Janeiro, antiga residência do "Chalaça", o ordenança de D. Pedro I. Ernesto, luterano e austero, nunca entendeu o comportamento do irmão. Os dois evitaram encontros públicos, muito embora as famílias continuassem a se frequentar. Há registros (não confirmados) de que se encontraram duas vezes, antes de Orlando morrer, em 1979. O general Sylvio Frota por outro lado desmente esta versão, revelando que o palácio foi cedido pelo próprio general Frota, que não quis ocupá-lo.[5] Élio Gaspari também desmente, explicando que o general Orlando Geisel havia sofrido um AVC e permaneceu convalescendo no local, porém afirma que tal permanência no palácio causou polêmica na época [6]

Morreu aos 74 anos de parada cardíaca, deixou dois filhos, Augusto Guilherme e Lídia Geisel Domingues.[7]

Referências

  1. a b c d e Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Escancarada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 526 páginas. ISBN 978-85-8057-408-1 
  2. «Galeria de Comandantes da 1ª Região Militar». Consultado em 12 de dezembro de 2014 
  3. «Galeria de Ex-Comandantes do CMS». Consultado em 12 de dezembro de 2014 
  4. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Orlando Geisel". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016 
  5. FROTA, Sylvio. Ideais traídos, p.126.
  6. GASPARI, Elio. A ditadura derrotada.p.289
  7. «Orlando Geisel». 1968 - ATO INSTITUCIONAL Nº 5. Folha Online. Consultado em 7 de outubro de 2015 
Precedido por
Estevão Taurino de Rezende Netto
Comandante da 1ª RM
1964 — 1965
Sucedido por
Raphael de Souza Aguiar
Precedido por
Aurélio de Lira Tavares
Ministro do Exército do Brasil
1969 — 1974
Sucedido por
Vicente de Paulo Dale Coutinho
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