João de Segadas Viana

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Marechal do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
João de Segadas Viana
Dados pessoais
Nascimento 9 de novembro de 1899 Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Morte 13 de outubro de 1977 (77 anos) Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Hierarquia Marechal.gif Marechal
Comandos Exército Brasileiro

João de Segadas Viana (Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1899 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1977) foi um militar e ministro brasileiro.


Em maio de 1918 entrou para a Escola Militar do Realengo, concluindo o curso em segundo lugar na turma, sendo declarado aspirante-a-oficial em janeiro de 1921.

Em maio de 1921 foi promovido a segundo-tenente passando a servir no 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro.

Segadas Viana participou dos combates contra os revoltosos do Forte de Copacabana. Cumprindo ordens do comandante do batalhão, Pedro Crisol Fernandes Brasil, deu início ao contra-ataque das forças legalistas aos rebeldes, os quais, depois do tiroteio, se encontravam quase todos mortos ou feridos. Por sua atuação no movimento, foi elogiado individualmente pelo presidente da República, Epitácio Pessoa.

Promovido a primeiro-tenente em outubro de 1922, foi transferido para o 10º Regimento de Infantaria, com sede em Juiz de Fora.

Em outubro de 1924 eclodiu uma terceira revolta tenentista, dessa vez no Rio Grande do Sul, chefiada pelo capitão Luís Carlos Prestes. Segadas Viana, no comando da 4ª Companhia do 1º Batalhão do 10º RI, partiu outra vez de Juiz de Fora, em novembro, para combater os rebeldes.

Transferido em dezembro do mesmo ano para o 8º Batalhão de Infantaria, no Rio Grande do Sul, aí exerceu a função de comandante. Participou de várias ações militares, entre as quais o combate da Ramada (RS) e a perseguição dos rebeldes até Passo Borman (RS), na fronteira com Santa Catarina. Com o regresso do 8º Batalhão de Infantaria a São Leopoldo (RS), encerrou sua participação nos combates e, em maio de 1925, regressou com seu regimento a Juiz de Fora. No mês anterior, com a junção no oeste do Paraná dos grupamentos tenentistas que se haviam sublevado em São Paulo e no Rio Grande do Sul, formara-se a Coluna Prestes, que percorreria o país até 1927. Fonte - CPDOC - FGV

Em 1927, ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, terminando o curso em dezembro de 1929.

Com a eclosão da Revolução de 1930, Segadas Viana passou a ocupar o cargo de assistente do destacamento do Coronel Manuel Cerqueira Filho, em operações contra os rebeldes na fronteira do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Após a deposição de Washington Luiz assumiu o cargo de instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO).

Promovido a capitão em 15 de agosto de 1931, no ano seguinte deixou as funções naquela escola para assumir a chefia do Estado-Maior do Destacamento Daltro Filho, que combateu a revolução Constitucionalista, irrompida em 9 de julho em São Paulo. Regressou à EsAO em 1932.

Em 1933, foi nomeado instrutor de tática geral, exercendo essa função até dezembro do ano seguinte, quando foi transferido para o Estado-Maior do Exército (EME).

Promovido a major por merecimento, em 7 de setembro de 1936, foi transferido para o 13° Regimento de Infantaria, em Ponta Grossa, no qual permaneceu até maio do ano seguinte, tendo aí exercido as funções de sub-comandante.

Em 1937, devido a crescente mobilização militar no sul do país, liderada pelo governador Flores da Cunha, que vinha intensificando sua oposição ao presidente Getúlio Vargas, foi organizado na fronteira de Santa Catarina com Rio Grande do Sul, um destacamento de observação sob o comando do então General Daltro Filho, a quem Segadas permanecia ligado. Nomeado chefe da terceira seção desse destacamento, Segadas seguiu para Imbituba (SC), onde ficou até julho de 1937.

Em setembro, foi transferido para Porto Alegre como chefe de estado-maior da 3.ª Região Militar, que passou a ser comandada por Daltro Filho, tendo esse também assumido a função de executor do estado de guerra, quando essa medida foi mais uma vez decretada em outubro. Por ordem de Vargas, as autoridades militares apertaram o cerco a Flores da Cunha. Segadas Viana, participou ativamente dessas operações que resultaram na renúncia e fuga para o exílio de Flores da Cunha, no dia 17 de outubro.

Combateu na Segunda Guerra Mundial, junto com a Força Expedicionária Brasileira, na função de Comandante do 6° Regimento de Infantaria (Regimento Ipiranga).

Foi ministro da Guerra no governo João Goulart, entre 8 de setembro de 1961 e 12 de junho de 1962.


Precedido por
Odílio Denys
Ministro da Guerra do Brasil
1961 — 1962
Sucedido por
Nélson de Melo