Flores da Cunha

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Flores da Cunha
  Município do Brasil  
Fotografia panorâmica de Flores da Cunha
Fotografia panorâmica de Flores da Cunha
Símbolos
Bandeira de Flores da Cunha
Bandeira
Brasão de armas de Flores da Cunha
Brasão de armas
Hino
Gentílico florense
Localização
Localização de Flores da Cunha no Rio Grande do Sul
Localização de Flores da Cunha no Rio Grande do Sul
Flores da Cunha está localizado em: Brasil
Flores da Cunha
Localização de Flores da Cunha no Brasil
Mapa de Flores da Cunha
Coordenadas 29° 01' 44" S 51° 10' 55" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Região metropolitana Serra Gaúcha
Municípios limítrofes Norte/Oeste – Antônio Prado, Nova Roma do Sul e Nova Pádua

Norte/Nordeste – São Marcos, Sul/Sudeste – Caxias do Sul e Sul/Sudoeste – Farroupilha

Distância até a capital 150 km
História
Fundação 17 de maio de 1924 (98 anos)
Administração
Prefeito(a) César Ulian (PP, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 272,662 km²
População total (estimativa IBGE/2019[2]) 30 745 hab.
Densidade 112,8 hab./km²
Clima subtropical (Cfb)
Altitude 756 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 95270-000
Indicadores
IDH (2010[3]) 0,754 alto
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 1 355 963,10
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 46 113,35

Flores da Cunha é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Foi emancipado da cidade de Caxias do Sul e seu nome é uma homenagem ao ex-governador do estado, José Antônio Flores da Cunha, que havia prometido construir uma estrada férrea ligando o município ao resto do estado.

História[editar | editar código-fonte]

A Serra Gaúcha, na qual se localiza o município, era habitada por índios caigangues desde tempos imemoriais. O território que compõe o atual município de Flores da Cunha passou a ser ocupado por imigrantes, oriundos especialmente do Norte da Itália, a partir de 1876.

Entre 1876 e 1877 algumas famílias de imigrantes se estabeleceram no atual território do município. Entre elas podemos destacar: Soldatelli, Borghetti, Mambrini, Letti, Piardi, Grizza, Dall Conte, Carletti, Rossetto, Curra, Oldra e outras. A maior leva de colonizadores italianos estabeleceu-se, todavia, entre os anos de 1878 e 1892, época em que foi fundado o primitivo povoado de São Pedro e, posteriormente, também o de São José. Só no final dos anos de 1880 os dois povoados foram reunificados e passaram a formar a Vila de Nova Trento.[5][6]Em 12 de dezembro de 1882 foi nomeado o primeiro capelão da localidade, Pe. Luigi Centin.[7]

Em 1890, por ocasião da elevação da antiga Colônia Caxias a condição de município, território ao qual Nova Trento pertencia, a vila tornou-se a sede do 2º Distrito. Todavia, documentos afirmam que pouco tempo depois, ainda nos primeiros anos do século XX, uma comissão formada por lideranças comunitárias locais, descontentes com a pouca atenção recebida do município mãe, lutava insistentemente pela emancipação do distrito. A conquista só foi alcançada em 17 de maio de 1924. O novo município, instalado na semana seguinte, em 24 de maio, agregou os territórios pertencentes a Nova Pádua, até então 4º Distrito de Caxias e emancipado de Flores da Cunha em 1992, Otávio Rocha e Mato Perso, atuais 3º e 4º Distritos de Flores da Cunha.[5]

Distrito criado com a denominação de Nova Trento, por Ato nº 5, de 03-07-1890 e por Ato Municipal nº 1, de 26-05-1924, subordinado ao município de Caxias (atual Caxias do Sul).[6]

Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Trento, pelo Decreto Municipal nº 3.320, de 17-05-1924. Pelo Decreto nº 12, de 21-12-1935, passou a denominar-se Flores da Cunha.[8]

O município é constituído de três distritos: Flores da Cunha, Mato Perso e Otávio Rocha.

Em 2015, a língua talian foi cooficializada em Flores da Cunha.[9][10][11]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade teve colonização italiana, recebendo os primeiros imigrantes em 1876[12]. Um forte apelo turístico do município é a preservação das tradições culturais herdadas dos imigrantes italianos: a língua, a gastronomia, a música, a religiosidade, os usos e costumes, assim como os demais elementos da cultura de imigração da região nordeste do estado do Rio Grande do Sul.

Na área rural, as pequenas colônias são produtoras de licores, queijos, vinhos e outros produtos coloniais.

A história do galo[editar | editar código-fonte]

Flores da Cunha é conhecida como a "Terra do Galo" devido a um episódio onde um mágico passou pela cidade. Em meados da década de 1930 foi anunciando um show de um mágico (supostamente chamado "Dipiero") em que ele cortaria a cabeça de um galo e, em seguida, faria a cabeça unir-se novamente ao resto do corpo, trazendo o galo de volta à vida. Na hora do show o mágico convidou algumas autoridades ali presentes (o Prefeito e o Delegado) para segurarem a ave. Ele cortou a cabeça do galo, contudo não coseguia unir a cabeça da ave ao corpo.

Neste instante, lembrou-se que havia esquecido de trazer ao palco, um líquido mágico (algumas versões dizem "pó mágico") que faria o milagre acontecer. Ele então saiu do palco e, ao invés de buscar o líquido, acabou fugindo do teatro, levando junto todo o dinheiro da bilheteria.[12] [13]

Acredita-se que esta história seja apenas uma lenda local, que, provavelmente começou como uma piada por parte da população de Caxias do Sul, embora o truque de decepar a cabeça de uma ave e restaurá-la seja considerado o efeito de ilusionismo mais antigo da história.[14]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, há um imponente campanário de 55 metros de altura, todo em pedras de basalto, num total de 11 122 pedras. Demorou três anos sua construção: de 1946 a 1949, sendo que as pedras eram transportadas de caminhão e puxadas para cima com roldana. Os cinco sinos foram fundidos em Savoia, na França. O maior pesa 1 200 quilos; o segundo, 600 quilos; o terceiro, 350 quilos; o quarto, 150 quilos; e o quinto, 80 quilos. Os quatro relógios, com mostradores de três metros de diâmetro, foram fabricados em Estrela, no Rio Grande do Sul, em 1948.

Na área do turismo de compras, destacam-se a Festa Nacional da Vindima e a Feira de Inverno. No turismo religioso, Corpus Christi e a Romaria ao Frei Salvador, com trilhos e tapetes confeccionados em serragem pela comunidade.

Destaques[editar | editar código-fonte]

  • Maior produtor de vinhos do Brasil
  • 2º maior produtor de uvas do Brasil
  • 2º polo moveleiro do estado
  • 2º maior produtor de alho do estado
  • 1º produtor de bebidas alcoólicas do estado
  • Indústria diversificada (uma para 17,6 hab.)
  • Forte produção de hortifrutigranjeiros e comércio e serviços

Clima[editar | editar código-fonte]

Tem um clima ameno com temperaturas máximas de 30 °C, médias de 15 °C e mínimas de 2 °C.

Gráfico climático para Flores da Cunha, Rio Grande do Sul
JFMAMJJASOND
 
 
146
 
26
17
 
 
142
 
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16
 
 
133
 
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13
 
 
139
 
20
11
 
 
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17
9
 
 
137
 
18
9
 
 
127
 
19
10
 
 
166
 
20
11
 
 
153
 
22
12
 
 
109
 
25
14
 
 
131
 
27
16
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

Fonte: Somar Meteorologia







Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º01'44" sul e a uma longitude 51º10'54" oeste, estando a uma altitude de 756 metros. Sua população foi estimada em 30 745[2] habitantes, conforme dados do IBGE de 2019.

Política[editar | editar código-fonte]

Símbolos oficiais[editar | editar código-fonte]

Brasão[editar | editar código-fonte]

O brasão de Flores da Cunha, é um símbolo da cidade de Flores da Cunha. Traz em seu desenho central a imagem da uva, que representa o desenvolvimento econômico da cidade, baseado fortemente na produção da uva e do vinho.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 4 de setembro de 2019 
  3. «Atlas do Desenvolvimento Humano». DEEPASK. 2010. Consultado em 22 de outubro de 2017 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 15 de março de 2019 
  5. a b «Prefeitura Municipal de Flores da Cunha - Cidade - História». www.floresdacunha.rs.gov.br. Consultado em 1 de junho de 2022 
  6. a b cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/flores-da-cunha/historico. Consultado em 1 de junho de 2022  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  7. COSTA, Rovílio (1997). Povoadores das Colônias de Alfredo Chaves, Encantado e Guaporé. Porto Alegre: EST Edições. p. 116 
  8. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/flores-da-cunha/historico. Consultado em 1 de junho de 2022  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  9. Talian é língua cooficial de Flores da Cunha
  10. Embaixatrizes da FenaVindima participaram de aula de Talian, Revista News, acessado em 21 de outubro de 2019
  11. Lei municipal Nº 3.180, de 27 de abril de 2015 - Dispõe sobre a cooficialização da língua Talian, à língua portuguesa, no município de Flores da Cunha
  12. a b «História de Flores da Cunha». Consultado em 10 de outubro de 2013. Arquivado do original em 4 de novembro de 2013 
  13. Glass, Leonardo (5 de outubro de 2018). «ENGANANDO O PÚBLICO». Água & Azeite. Consultado em 5 de outubro de 2018 
  14. Glass, Leonardo (21 de janeiro de 2012). «A VERDADE SOBRE O MÁGICO DEDI». Água & Azeite. Consultado em 5 de outubro de 2018 
  15. Felipetto, Lucas. «Placa identifica o 'gemellaggio' de Flores da Cunha com Sospirolo | Notícias - Geral| Jornal O Florense». O Florense | Jornal O Florense. Consultado em 1 de junho de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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