Flamarion Portela

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Flamarion Portela
Governador de RoraimaBandeira de Roraima.svg
Período 6 de abril de 2002
10 de novembro de 2004
Antecessor(a) Neudo Campos
Sucessor(a) Ottomar Pinto
Vida
Nascimento 13 de outubro de 1954 (62 anos)
Coreaú
Dados pessoais
Cônjuge Ângela Portela
Partido PTC
Profissão Engenheiro
linkWP:PPO#Brasil

Francisco Flamarion Portela (Coreaú, 13 de outubro de 1954) é um político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Foi vereador em Boa Vista (1993-1995), deputado estadual (1995-1998) e vice-governador de Roraima (1999-2002).

Flamarion assumiu o governo de Roraima em 2002, quando o titular Neudo Ribeiro Campos renunciou ao cargo para se candidatar ao Senado. Disputa nas Eleições estaduais em Roraima em 2002 e foi reeleito governador de Roraima pelo PSL, mas filiou-se ao PT em seguida.

Flamarion foi expulso do PT devido a seu envolvimento com o chamado "escândalo dos Gafanhotos". Juntamente com Mão Santa (Piauí, em 2001), Jackson Lago e Cássio Cunha Lima foi um dos poucos governadores cassados no Brasil. Em 2004 teve seu mandato de Governador afastado devido a uso da máquina administrativa na campanha eleitoral e compra de votos. Em seu lugar assumiu o segundo colocado da eleição, Ottomar Pinto (PTB).

Escândalo dos gafanhotos[editar | editar código-fonte]

Desarticulado a partir da Operação Praga do Egito desenvolvida pela Polícia Federal, no dia 26 de novembro de 2003 em Roraima, o escândalo dos Gafanhotos consistiu na contratação de funcionários fantasmas que "comiam a folha de pagamento" do governo estadual.

Cerca de 30 autoridades estaduais do Poder Legislativo, Tribunal de Contas do Estado e do Executivo se beneficiaram do esquema que recebia por meio de procurações o pagamento de 6.000 servidores fantasmas, repassando aos titulares dos cargos (laranjas) apenas uma parte menor dos valores sacados. Estima-se o desvio de mais de R$ 230 milhões dos cofres públicos em Roraima.[1]

Na Assembleia Legislativa do estado foram envolvidos no escândalo funcionários de 18 do 24 gabinetes de Deputados Estaduais. Segundo reportagem de O Globo (O País, p. 8, 27 de novembro de 2003):


Algumas análises apontam que Flamarion fora vítima de pesada campanha, pois parte considerável da mídia do estado era tendente ao ex-governador Ottomar Pinto, derrotado por Flamarion, à época, a direção nacional do PT[2], então partido de Flamarion disse que os depoimentos contra o governador eram de :


Em 2008, foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (Acórdão 1464/2008 – Plenário), juntamente com o ex-diretor geral do extinto Departamento de Estradas de Rodagem de Roraima (DER/RR), Carlos Eduardo Levischi, a pagar R$19.014.148,95. Auditoria do TCU constatou que os recursos destinados às obras de construção da BR-401/RR, no trecho entre Bonfim e Normandia, fronteira com a Guiana, foram desviados para uma conta que pagava funcionários "fantasmas" conhecidos como "gafanhotos". Em depoimento à Polícia Federal, Levischi contou que os funcionários fantasmas eram indicados por autoridades do governo, sob orientação do ex-governador.[3]

Em 2006, Flamarion, então no PTC, foi o 26º candidato mais votado, elegendo-se suplente e assumindo vaga, após a cassação do deputado estadual Chico das Verduras.[4].

Em 2010, foi reeleito deputado estadual à Assembleia Legislativa de Roraima.

É marido de Ângela Portela, eleita deputada federal em 2006 pelo PTC e Senadora em 2010 pelo PT.

Referências

  1. «Congresso em Foco, Sinal amarelo – Roraima». Congressoemfoco.uol.com.br 
  2. Genoino recebe Flamarion e volta a insistir em sua defesa http://www.transportes.gov.br/noticia/conteudo/id/28166/module/default
  3. «Ex-governador de Roraima e mais 40 são presos, O Globo, O País». Pib.socioambiental.org. 27 de novembro de 2003. p. 8 
  4. Folha.com http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u84649.shtml  Texto ""Gafanhotos" são campeões nas urnas " ignorado (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)


Precedido por
Neudo Ribeiro Campos
Governador de Roraima
2002 — 2004
Sucedido por
Ottomar Pinto


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