Bacia de Santos

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Santos basin map.png

A Bacia de Santos é uma bacia sedimentar localizada na plataforma continental brasileira. Limita-se a norte com a Bacia de Campos, através do Alto de Cabo Frio e, a sul, com a Bacia de Pelotas através do alto de Florianópolis. Estende-se, portanto, desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina, abrangendo uma área de cerca de 352 mil quilômetros quadrados até a cota batimétrica de 3000 m. É uma bacia de margem divergente, formada com a abertura do Atlântico Sul, que se iniciou no Cretáceo Inferior.

Em outubro de 2018 a Bacia de Santos era a maior produtora brasileira, tanto de petróleo quanto de gás natural, com uma produção diária de, respectivamente, 1,303 milhões de barris de óleo e 59,24 milhões de metros cúbicos de gás, totalizando 1,675 milhões de barris de óleo equivalente, através de 10 campos petrolíferos, descobertos pela Petrobras, que é também a principal cia operadora. Estes campos estão localizados desde águas rasas até águas ultra-profundas, sendo a maior produtora brasileira, com 50% de participação da produção nacional de petróleo e 51% de participação da produção nacional de gás natural [1]. Desde 2007 a Petrobras descobriu importantes acumulações de petróleo e gás natural, em águas ultra-profundas e abaixo de uma espessa camada de sal. Em outubro de 2018, cinco campos de petróleo já produziam do pré-sal, Lula, Sapinhoá, Búzios, Lapa e Mero, com um produção diária total de 1,254 milhões de barris de óleo e 51,79 milhões de metros cúbicos de gás natural[1]. Além destes campos, existem outros campos, em fase de desenvolvimento e outras descobertas e que estão em fase de avaliação de descoberta. Por outro lado, diversos blocos estão em fase exploratória.

Campos petrolíferos[editar | editar código-fonte]

  • Campo de Lula: localizado a 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, volumes recuperáveis entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade, ou seja petróleo relativamente leve, além de gás natural associado. No final de 2010 a área de Tupi e Iracema foi declarada como comercialmente econômica. A área exploratória de Tupi passou a se chamar Campo de Lula e Iracema passou a se chamar Campo de Cernambi.[2] São importantes campos do Pré-sal. Em outubro de 2018 o Campo de Lula era o maior campo em produção no Brasil, produzindo respectivamente, 898 mil barris por dia de óleo e 37,8 milhões de metros cúbicos de gás natural, para uma produção total de 1,137 milhões de barris de óleo equivalente [1].
  • Campo de Merluza: localizado a 184 quilômetros de Santos, litoral de São Paulo, é responsável pela produção de 400 mil metros cúbicos por dia de gás e 700 barris por dia de condensado.
  • Campo de Lagosta Localizado a 190 quilômetros de Santos, litoral de São Paulo, é responsável pela produção de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia de gás e 1.600 barris por dia de condensado.
  • Campo de Mexilhão: localiza-se a 140 quilômetros de São Sebastião, no Estado de São Paulo, responsável pela produção atual (ago/12) de 5 milhões de metros cúbicos por dia de gás e 3 mil barris por dia de condensado, com potencial para atingir seu pico de produção de 8 milhões de m3/d de gás no primeiro semestre de 2013. A plataforma de Mexilhão (PMXL-1) recebe atualmente (ago/12) ainda as produções dos Campos de Uruguá e Tambaú (1,6 milhão de m3/d de gás) e Piloto de Lula (3 milhões de m3/d de gas), seguindo num gasoduto de 32 polegadas até a Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) chamada de Monteiro Lobato.
  • Campo de Uruguá: localizado a 160 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, tem produção atual (ago/12) de 13.000 bpd e 1,1 milhões de m3/d de gás. A estimativa de produção no pico de produção é 20 mil bpd de óleo e 4 milhões de m3/d de gás. Com o fim da fase exploratória do antigo bloco BS-500 no final de 2006 foram declaradas as comercialidades dos Campos de Tambaú, Uruguá, Tambuatá, Pirapitanga e Carapiá, sendo que apenas os dois primeiros estão em franco desenvolvimento da produção.
  • Campo de Tambaú: Localizado a 160 quilômetros da costa da cidade do Rio de Janeiro, teve o início da produção de gás em agosto/12 com vazões iniciais de 1,2 milhões de m3/d e pico de produção previsto para final de 2013 de cerca de 3 milhões de m3/d de gás.
  • Campos de Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Cavalo Marinho, Caravela: localizam-se a 200 quilômetros da costa dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Atualmente não produtores. Estão sendo estudadas alternativas economicamente viáveis para produção destes campos carbonáticos de idade Albiana de baixa permeabilidade.
  • Campos de Baúna e Piracaba: Com suas Declarações de Comercialidade realizadas em 17/02/2012, estes dois campos produzem atualmente por um SPA (Sistema de Produção Antecipada) com produção de 24 mil bpd de óleo leve (32 a 34o API) em águas rasas através de dois poços (SPS-56 e SPS-57) e limitada à queima de gás de 500 mil m3/d. Está localizado a 213 Km da costa catarinense e pico de produção prevista de 80 mil bpd de óleo.
  • Campos de Guaiamá e Piracucá: Localizados a 210 quilômetros do Estado de São Paulo, na área sul da Bacia de Santos, são campos de óleo extra-leve em área de água rasa. Atualmente encontra-se em estudos a viabilidade econômica da produção em conjunto destas 2 áreas e a possível interligação de um gasoduto até a Plataforma de Merluza.
  • Pólo Centro: localizado de 250 a 300 quilômetros da costa dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, encontram-se 7 áreas em fase de Avaliação Exploratória (Parati, Caramba, Carioca, Bem-te-vi, Azulão, Júpter e Iara), cada uma com uma data para Declaração de Comercialidade, variando de 2013 até 2016, além das 6 (+1) Áreas adquiridas pela Petrobras em 2010 (Franco, Entorno de Iara, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará e Florin + Peroba) com o direito de explorar os reservatórios microbiais aptianos existentes abaixo de espessa (2.000 m) camada de sal (informalmente denominado de Pré-sal) com volumes recuperáveis de até 5 bilhões de barris de petróleo em negociação direta com a União Federal, resultando em contrato de aproximadamente R$75 bilhões, dentro do regime denominado de Cessão Onerosa.

Exploração pela Petrobras[editar | editar código-fonte]

A partir de agosto de 2011 a Petrobras iniciará uma experiência pioneira de captura e armazenamento de carbono em águas profundas, que consiste em absorver grandes quantidades de CO2 existentes no pré-sal.[3]

Referências

  1. a b c >ANP (2018). «Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural»  Texto "http://www.anp.gov.br/images/publicacoes/boletins-anp/Boletim_Mensal-Producao_Petroleo_Gas_Natural/Boletim-Producao_outubro-2018.pdf " ignorado (ajuda);
  2. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2010/12/petrobras-batiza-campo-de-tupi-como-lula-e-declara-comercialidade.html Campo de Lula e Cernambi
  3. «Petrobras enterra carbono tirado de poço do pré-sal». Brasil Econômico. 16 de junho de 2011. Consultado em 17 de junho de 2011. Está previsto para começar em agosto, no poço Lula (ex-Tupi), na bacia de Santos, uma experiência pioneira no mundo, a captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) em águas profundas. Trata-se de uma maneira de absorver grandes quantidades de gás carbônico (CO2) contidas no petróleo do pré-sal para impedir que esse gás poluente alcance a atmosfera e contribua para o aquecimento global. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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