Augusto Heleno Ribeiro Pereira

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General do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
Augusto Heleno Ribeiro Pereira
General Augusto Heleno, quando comandava a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti. Foto: Antônio Cruz/ABr.
Nome completo Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Dados pessoais
Nascimento 29 de outubro de 1947 (70 anos) Paraná Curitiba
Esposa Sônia Pereira
Vida militar
Força Exército
Anos de serviço 1966-2011 (45 anos)
Hierarquia General do Exército.gif
General de exército
Comandos
Honrarias Medalha Marechal Hermes

Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Curitiba, 29 de outubro de 1947) é um general-de-exército da reserva do Exército Brasileiro . Filho de filiação Ari de Oliveira Pereira e Edina Ribeiro Pereira, é casado com Sônia Pereira e possui dois filhos: Renata e Mário Márcio. Foi comandante militar da Amazônia e Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia. Tem posições claramente críticas com relação às políticas oficiais, particularmente com relação à atitude da comunidade internacional com relação ao Haiti e à política indigenista do governo brasileiro.

Carreira Militar[editar | editar código-fonte]

Graduou-se aspirante-a-oficial de cavalaria em 1969, na Academia Militar das Agulhas Negras, sendo o primeiro colocado de sua turma de cavalaria. Foi também o primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), recebendo por isso a medalha Marechal Hermes de prata dourada com três coroas. No posto de major, integrou a missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, e foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris, acreditado também em Bruxelas. Como oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército.

De junho de 2004 a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), constituída de um efetivo de 6250 capacetes azuis de 13 países, dos quais sete latino-americanos. Da mesma forma que o embaixador chileno Juan Gabriel Valdés, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão, e dos governos de países latinos, o General Heleno expressou sua discordância quanto à estratégia adotada pela comunidade internacional em relação ao Haiti.[1] Sucedeu-o, no comando da MINUSTAH, o general Urano Teixeira da Mata Bacelar, que acabaria por suicidar-se em Porto Príncipe, quatro meses depois, em janeiro de 2006. Em 2006, deu uma palestra na polêmica Escola das Américas.[2]

Como comandante militar da Amazônia, o general Heleno contestou a política indigenista do governo Lula, que qualificou de "lamentável para não dizer caótica", durante palestra no Clube Militar, no Rio de Janeiro, à época da demarcação da terra indígena de Raposa/Serra do Sol. Afirmou que os índios "gravitam no entorno dos nossos pelotões porque estão completamente abandonados". [3]

Em 9 de maio de 2011, numa cerimônia no Quartel General do Exército em Brasília, passou para a reserva e defendeu o golpe militar de 1964,[4] após 45 anos de vida militar.[5]

Atuou como consultor de segurança e assuntos militares do Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde também colaborava com comentários na programação das emissoras.[6]

Exerceu o cargo de diretor de comunicação e educação corporativa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).[7]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Francisco Ronald da Silva Nogueira
Comandante da EsPCEx
19941996
Sucedido por
Mário de Oliveira Seixas
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