Luciano Hang

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Luciano Hang
Nome completo Luciano Hang
Nascimento 11 de outubro de 1962 (56 anos)
Brusque, Santa Catarina
Nacionalidade brasileiro
Alma mater FURB
Ocupação empresário

Luciano Hang (Brusque, 11 de outubro de 1962) é um empresário catarinense dono da Havan, reconhecida como uma das maiores redes de lojas de departamentos do Brasil.[1]

Ele é filho de operários da indústria têxtil. Seus pais trabalharam na extinta Fábrica de Tecidos Carlos Renaux,[2] onde atuou por sete anos.[3]

Biografia

Nascido em Brusque, Santa Catarina, estudou na Escola Básica João XXIII, no Colégio Cônsul Carlos Renaux e na Universidade Regional de Blumenau (tecnólogo em Processamento de Dados). Durante o ensino superior, foi presidente do Clube dos Estudantes Universitários de Brusque (CEUB) por três anos.[4]

Aos 17 anos foi admitido para trabalhar na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, onde seus pais trabalhavam . No início dos anos 1980, aos 21 anos, comprou uma empresa, a Tecelagem Santa Cruz, à qual passou a se dedicar e expandir, paralelamente à carreira na fabrica de tecidos.[5]

Em 1986, percebendo que Brusque ganhava um novo impulso econômico baseado no turismo de compras devido a industria têxtil na região de Brusque, junto a o sócio Vanderlei de Limas, abriu uma pequena loja de tecidos. Da junção dos nomes Hang e Vanderlei, surgiria a marca Havan.[6]

Controvérsias

“Está aqui o processo, nada consta, fomos inocentados. Temos muitos processos, sim, e vamos continuar sendo processados. O que importa é não ser condenado.”

Luciano Hang, em janeiro de 2018[7]

As polêmicas envolvendo a empresa Havan se iniciaram em 1999, quando houve uma operação de busca e apreensão determinada pela Procuradoria da Republica em Blumenau, resultando na autuação da empresa em 117 milhões de reais pela Receita Federal e 10 milhões pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, foi a maior autuação da Receita Federal até a época. Neste episódio a empresa recorreu a um parcelamento da divida por meio do REFIS e levará cerca de 115 anos para que o débito seja quitado. Em 2004 o Ministério Público Federal propôs ação penal contra 14 pessoas, dentre os quais Luciano Hang, sob acusação de facilitação de descaminho, descaminho, falsificação, crime contra o sistema financeiro e ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.[8]

Em julho de 2013 a ÉPOCA Negócios publicou um artigo dizendo que Luciano havia sido “condenado pela Justiça Federal a 13 anos, nove meses e 12 dias de reclusão e ao pagamento de uma multa de R$ 1,2 milhão”.[9] Em dezembro de 2013 no entanto, o MPF atualiza a sua publicação de 2004 com a seguinte nota de rodapé: “Em 2008, a 1ª Vara da Justiça Federal em Itajaí julgou a denúncia inepta e considerou a ação penal nula.”[8]

Coação de funcionários nas eleições presidenciais de 2018

Em 2018 durante eleição presidencial no Brasil em 2018, Luciano divulgou vídeo no qual constrange seus funcionários a revelar em quem votariam nas eleições para presidente, ameaçando aqueles que não votassem em Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal.[10][11][12]

Talvez, a Havan não vai abrir mais lojas. E aí se eu não abrir mais lojas ou se nós voltarmos para trás. Você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você que sonha em ser líder, gerente, e crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro?
Luciano Hang

Luciano completou dizendo que se ganhasse um partido de esquerda e o Brasil virasse "uma Venezuela", ele "jogaria a toalha".[10][11][12] Posteriormente, Luciano negou que o vídeo tivesse sido feito para coagir funcionários, mas uma política de transparência para com eles.[12]

No dia 2 de outubro 2018, o Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina moveu ação judicial contra a empresa por coagir seus funcionários a votarem em Bolsonaro.[11]

Boatos

Em meados de 2016 surgiram na internet e nas cidades em que a empresa prosperou, boatos sobre quem seria o dono da Havan: a filha da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, o bispo Edir Macedo e até o apresentador Silvio Santos. Vendo um risco de ter sua marca equivocadamente associada a políticos, Hang decidiu atuar nos comerciais da marca e participar de programas de entrevistas para desmentir o boato.[13]

Referências

  1. «As 50 maiores varejistas do Brasil em faturamento em 2015 - EXAME». exame.abril.com.br 
  2. «O fim de uma história centenária na indústria têxtil - Economia - Estadão» 
  3. Informação, Setor de Tecnologia da. «Portal do Cliente Havan - História». www.lojashavan.com.br 
  4. «Dono da Havan deve anunciar possibilidade de candidatura ao governo de SC». OCP News. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  5. «Luciano Hang e Havan são destaques no Prêmio Conceito Varejista» 
  6. «"Quem é o dono da Havan e por que ele quer entrar na política"». Gazeta do Povo. Consultado em 20 de outubro de 2018 
  7. Fernando Martins (14 de janeiro de 2018). «Quem é o dono da Havan e por que ele quer entrar na política». Gazeta do Povo. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  8. a b «Ação penal do Ministério Público Federal denuncia megafraude nas empresas HAVAN». Sala de Imprensa do MPF de SC. 27 de maio de 2004. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  9. «A turma do interior». ÉPOCA Negócios. 8 de julho de 2013. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  10. a b «Em vídeo, dono da Havan coage funcionários a votarem em Bolsonaro | Revista Fórum». Revista Fórum. 1 de outubro de 2018 
  11. a b c «MP do Trabalho processa Havan, acusada de coagir funcionários a votar em Bolsonaro». O Globo. 2 de outubro de 2018 
  12. a b c Miozzo, Júlia. «Dono da Havan, Luciano Hang nega pressionar funcionários a votar em Bolsonaro e se explica». www.infomoney.com.br. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  13. «Boato sobre quem é dono da Havan, loja da estátua da Liberdade, vira comercial»