Marcos Rey

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Edmundo Donato (São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 – São Paulo, 1 de abril de 1999), mais conhecido pelo pseudônimo Marcos Rey, foi um escritor e roteirista brasileiro[1].

Marcos foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo. Também foi colaborador em episódios do antigo programa Cabaret Literário, exibido no início da década de 80 pela RTC de São Paulo.

Marcos usava sua cidade natal, São Paulo, como cenário de várias de suas obras. O autor se dedicou principalmente às obras voltadas ao público juvenil. Escreveu crônicas, contos e se destacou escrevendo romances. Escreveu também várias obras literárias adultas. Durante os anos 1970, foi roteirista de diversos filmes do gênero pornochanchada produzidos na Boca do Lixo, em São Paulo, como As Cangaceiras Eróticas e O Inseto do Amor. No gênero ficção infantil estreou com Não Era Uma Vez, drama de um garoto à procura de sua cadela perdida nas ruas.

Foi também tradutor de livros em inglês em parceria com seu irmão Mário Donato.

Entre 1992 e 1999 foi colunista da revista Veja São Paulo, produzindo um total de 175 crônicas que eram publicadas na última folha. Em 1999, após voltar de uma viagem à Europa, foi internado para uma cirurgia, não resistindo às complicações. Faleceu no dia 1º de abril, aos 74 anos.

A viúva Palma Bevilacqua Donato, com quem ficara casado por quase 40 anos, cumpriu após a morte de Rey dois desejos do escritor: ser cremado e que suas cinzas fossem espalhadas por um lugar que houve "pedra e concreto". Assim, Palma sobrevoou com um helicóptero o centro velho de São Paulo espalhando as cinzas do escritor sobre a cidade que foi a grande personagem de toda a sua obra[2].

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  1. "Marcos Rey", Tribuna (Paraná online), http://www.parana-online.com.br/colunistas/contracapa/103673/ .
  2. SP, © Sesc. . "O mais paulista de nossos escritores" (em pt-br).

Obras[editar | editar código-fonte]

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Portal de Literatura
Literatura infanto-juvenil
  • Um gato no triângulo (novela, 1953)
  • Código 2 (mistério, 1982)
  • Café na cama (romance, 1960)
  • Entre sem bater (romance, 1961)
  • A última corrida (romance, 1963)
  • Grandes Crimes da História (paradidático, 1967)
  • O enterro da cafetina (contos, 1967)
  • Memórias de um gigolô (romance, 1968)
  • O pêndulo da noite (contos, 1977)
  • Ópera de sabão (romance, 1978)
  • Soy loco por ti, América! (contos, 1978)
  • Malditos paulistas (romance, 1980)
  • "Mistério do 5 estrelas" (mistério, 1981)
  • Um cadáver ouve rádio (mistério, 1983)
  • A arca dos marechais (romance 1985)
  • Bem-vindos ao Rio (romance policial1986)
  • Esta noite ou nunca (romance, 1988)
  • O roteirista profissional (ensaio, 1989)
  • A sensação de setembro (romance, 1989)
  • Na rota do perigo (romance, 1991)
  • último mamífero do Martinelli (novela, 1995)
  • Os crimes do olho-de-boi (romance, 1995)
  • Fantoches (novela, 1998)
  • Cão da meia noite (contos, 1998)
  • Melhores contos de Marcos Rey (antologia, 2005)
  • Mano Juan (romance, 2005) (inédito)
  • Um Rosto no Computador (livro 2002)

Obras de cinema e da televisão[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Marcos Rey
Precedido por
Bernardo Élis
Jabuti 01.jpg Prêmio Jabuti - Contos / Crônicas / Novelas
1968
Sucedido por
Maria Cecília Caldeira

Referências