Dalton Trevisan

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Dalton Trevisan
Data de nascimento 14 de junho de 1925 (90 anos)
Local de nascimento Curitiba,  Paraná
Nacionalidade  Brasil
Ocupação escritor
Prêmios Prêmio Jabuti (1960, 1965, 1995 e 2011)

Prêmio Camões (2012) Prêmio do Negrinho (2013)

Dalton Jérson Trevisan (Curitiba, 14 de junho de 1925) é um escritor brasileiro, famoso por seus livros de contos, especialmente O Vampiro de Curitiba (1965), e por sua natureza reservada.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

É reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social, criando uma atmosfera de mistério em torno de seu nome. Por esse motivo recebeu a alcunha de "Vampiro de Curitiba", nome de um de seus livros. Assina apenas "D. Trevis" e não recebe a visita de estranhos[2] .

Trevisan trabalhou durante sua juventude na fábrica de vidros de sua família (hoje falida) e chegou a exercer a advocacia durante 7 anos, depois de se formar pela Faculdade de Direito do Paraná (atual UFPR). Quando era estudante de Direito, Trevisan costumava lançar seus contos em modestos folhetos. Liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. O nome, segundo ele, era "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil". A publicação tornou-se porta-voz de uma geração de escritores, críticos e poetas. Reunia ensaios assinados por Antonio Cândido, Mário de Andrade e Otto Maria Carpeaux e poemas até então inéditos, como "O Caso do Vestido", de Carlos Drummond de Andrade. A revista também trazia traduções de Joyce, Proust, Kafka, Sartre e Gide e era ilustrada por artistas como Poty, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres. A publicação, que circulou até dezembro de 1948, continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao Luar (1945) e Sete Anos de Pastor (1948) - duas obras renegadas pelo autor. Em 1954 publicou o Guia Histórico de Curitiba, Crônicas da Província de Curitiba, O Dia de Marcos e Os Domingos ou Ao Armazém do Lucas, edições populares à maneira dos folhetos de feira.

Inspirado nos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Publicou também Novelas Nada Exemplares (1959) e ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Como era de se esperar, enviou um representante para recebê-lo. Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965). Isolado dos meios intelectuais e concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná, em 1968. Escreveu depois A Guerra Conjugal (1969), posteriormente transformada em um premiado filme, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, Crimes da Paixão (1978) e Lincha Tarado (1980). Em 1994 publicou Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista. Seu único romance publicado é A Polaquinha[3] .

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Foi eleito por unanimidade vencedor do Prémio Camões de 2012[4] , ano em que também recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.[5]

Obras publicadas[6] [editar | editar código-fonte]

Renegados pelo autor[editar | editar código-fonte]

Primeiros livros publicados, que o autor renega. Editores desconhecidos.

No exterior[editar | editar código-fonte]

  • Novelas Nada Ejemplares - tradução de Juan Garcia Gayo, Monte Avila - Caracas (1970)
  • De Koning der Aarde (O Rei da Terra) - tradução de August Willemsen - Amsterdam (1975)
  • The Vampire of Curitiba and Others Stories - tradução de Gregory Rabassa, Alfred A. Knopf - Nova York (1972)
  • El Vampiro de Curitiba - tradução de Haydée M. J. Barroso, Ed. Sudamericana - Buenos Aires (1976)
  • De Vijfvleugelige Vogel (O Pássaro de Cinco Asas) - trad. August Willemsen - Amsterdam (1977)

Antologias[editar | editar código-fonte]

Contos em antologias alemãs (1967 e 1968), argentinas (1972 e 1978), americanas (1976 e 1977), polonesas (1976 e 1977), sueca (1963), venezuelana (1969), dinamarquesa (1972) e portuguesa (1972).

Filme[editar | editar código-fonte]

A Guerra Conjugal (1975), histórias e diálogos do autor, roteiro e direção de Joaquim Pedro de Andrade.

Referências

  1. Dalton Jérson Trevisan. Recanto das Letras
  2. Escritores - Dalton Trevisan. Site do Escritor
  3. Dalton Trevisan - Biografia. UOL Educação
  4. publico.pt. Dalton Trevisan distinguido com o Prémio Camões 21-5-2012. Visitado em 21-5-2011.
  5. Trevisan e a batalha na ABL
  6. Dalton Trevisan - Biografia. Projeto Releituras

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Dalton Trevisan


Precedido por
Manuel António Pina
Prêmio Camões
2012
Sucedido por
Mia Couto



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