Maria Velho da Costa

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Maria Velho da Costa, retrato de Manuel Anastácio
Nome completo Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa
Nascimento 26 de junho de 1938 (79 anos)
Lisboa
Nacionalidade portuguesa
Ocupação Escritora
Influências
Principais trabalhos Maina Mendes, Novas Cartas Portuguesas, Irene ou o Contrato Social, O Amante do Crato, O Livro do Meio, Myra
Prémios Prémio Cidade de Lisboa (1977)

Prémio D. Dinis (1983)
Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1989, 2009)
Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (1994)
Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1994)
Prémio Vergílio Ferreira (1997)
Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB (2000)
Grande Prémio de Teatro da APE/Ministério da Cultura (2000)
Gold Medal.svg Prémio Camões 2002
Prémio Máxima de Literatura (2009)
Prémio Literário Casino da Póvoa (2010)
Grande Prémio de Literatura dst (2010)
Grande Prémio Vida Literária APE/CGD (2013)

Magnum opus Myra

Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa GOIHGOL (Lisboa, 26 de Junho de 1938) é uma escritora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Velho da Costa nasceu a 26 de Junho de 1938 em Lisboa, filha natural legitimada pelo subsequente casamento de seus pais, Afonso Jaime de Bivar Moreira de Brito Velho da Costa e sua segunda mulher Julieta Vaz Monteiro da Assunção.

Licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, foi professora no ensino secundário e presidente da Associação Portuguesa de Escritores.[1] Tem o Curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi membro da Direcção e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, de 1973 a 1978. Foi leitora do Departamento de Português e Brasileiro do King's College - Universidade de Londres, entre 1980 e 1987.

Tem sido incumbida pelo Estado Português de funções de carácter cultural: foi Adjunta do Secretário de Estado da Cultura em 1979 e Adida Cultural em Cabo Verde de 1988 a 1990.[1] Desempenhou ainda funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e trabalha actualmente no Instituto Camões.

Teve, desde 1975, colaboração regular em argumentos cinematográficos, nomeadamente em películas de João César Monteiro, Margarida Gil e Alberto Seixas Santos.

Consagrada, já em 1969, com o romance Maina Mendes, tornou-se mais conhecida depois da polémica em torno das Novas Cartas Portuguesas (1972), obra em que se manifesta uma aberta oposição aos valores femininos tradicionais. Esta publicação claramente antifascista e altamente provocatória para o regime, levou as suas três autoras a tribunal, tendo o 25 de Abril interrompido as sanções a que estavam sujeitas as denominadas Três Marias: Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno.

Às teses de reivindicação feminina já enunciadas em Novas Cartas Portuguesas, acrescenta-se, na sua obra, um inconformismo quanto aos cânones narrativos. Inconformismo esse que se pode verificar também na sua obra de ensaio.

Em 2002 recebeu o Prémio Camões.[1]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • O Lugar Comum (1966)
  • Maina Mendes (1969)
  • Ensino Primário e Ideologia (1972)
  • Novas Cartas Portuguesas - com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno (1972)
  • Desescrita (1973)
  • Cravo (1976)
  • Português; Trabalhador; Doente Mental (1977)
  • Casas Pardas (1977)
  • Da Rosa Fixa (1978)
  • Corpo Verde (1979)
  • Lucialima (1983)
  • O Mapa Cor de Rosa (1984)
  • Missa in Albis (1988)
  • Das Áfricas — com José Afonso Furtado (1991)
  • Dores — contos, com Teresa Dias Coelho (1994)
  • Irene ou o Contrato Social (2000)
  • O Livro do Meio - com Armando Silva Carvalho (2006)
  • Myra (2008, Assírio & Alvim)
  • O Amanto do Crato (2012)

Prémios e distinções[editar | editar código-fonte]

Prémios
Condecorações[3]

Referências

  1. a b c Maria Velho da Costa. Infopédia. Porto Editora (2003-2013)
  2. «Prêmio Camões de Literatura». Brasil: Fundação Biblioteca Nacional. Cópia arquivada em 16 de Março de 2016 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria Velho da Costa (Maria de Fatima Bivar)". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 5 de Janeiro de 2015 
Precedido por
Eugénio de Andrade
Prêmio Camões
2002
Sucedido por
Rubem Fonseca