Bernie Sanders

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Bernie Sanders
Retrato oficial do Senado
Senador dos EUA por  Vermont
Período 3 de janeiro de 2007
a atualmente
Antecessor(a) Jim Jeffords
Membro da Câmara dos Representantes dos EUA pelo único distrito de Vermont
Período 3 de janeiro de 1991
a 3 de janeiro de 2007
Antecessor(a) Edward Heath
Sucessor(a) James Callaghan
Presidente da Câmara de Burlington
Período 6 de abril de 1981
a abril de 1989
Antecessor(a) Gordon Paquette
Sucessor(a) Peter Clavelle
Vida
Nome completo Bernard Sanders
Nascimento 8 de setembro de 1941
Brooklyn, Nova Iorque,
 Estados Unidos
Dados pessoais
Alma mater Universidade de Chicago
Mulheres Deborah Shiling (1964–1966)
Jane (O'Meara) Driscoll
(1988–presente)
Partido Democrata[1]

Bernard "Bernie" Sanders (Brooklyn, Nova Iorque, 8 de setembro de 1941) é um político estadunidense, atualmente servindo como senador júnior dos EUA pelo estado de Vermont. Filiado ao Partido Democrata desde 2015,[2] ele foi o político independente com mais tempo de mandato na história do Congresso dos Estados Unidos, embora sua coligação com os democratas permitiu-lhe postos em comissões parlamentares e, por vezes, deu maioria ao partido em votações.[3] Sanders representa a minoria na Comissão de Orçamento do Senado desde janeiro de 2015 e, anteriormente, serviu por dois anos como presidente da Comissão dos Veteranos de Guerra.[4] [5] Sanders concorre às eleições primárias que definirão o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos no pleito de 2016.[6]

Sanders nasceu e foi criado na cidade de Nova Iorque. Ele se graduou na Universidade de Chicago em 1964. Na universidade, se filiou à Liga Socialista dos Jovens e organizou protestos a favor do movimento dos direitos civis para o Congresso da Igualdade Racial e para o Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento.[7] [8] Após fixar residência em Vermont em 1968, Sanders foi candidato ao governo do estado e ao Senado dos EUA no início dos anos 1970, sem sucesso. Como político independente, foi eleito prefeito de Burlington, a maior cidade do estado, em 1981. Foi reeleito três vezes. Em 1990, foi eleito para representar o distrito único de Vermont na Câmara dos Representantes. Serviu na câmara baixa do Congresso por 16 anos, até ser eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2006. Em 2012, foi reeleito com 71% dos votos.

Sanders ascendeu à proeminência nacional em 2010, quando obstruiu a pauta do Senado[9] [10] em protesto à expansão das isenções fiscais da era Bush. As políticas defendidas pelo senador são similares às dos partidos socialdemocratas europeus, em especial aquelas implementadas nos países nórdicos.[14] Sanders é uma das principais vozes do progressismo estadunidense no que diz respeito a desigualdade de renda,[15] sistema universal de saúde, licença-maternidade, aquecimento global,[16] direitos LGBT e reforma eleitoral.[17] Sanders é um crítico de longa data da política externa dos Estados Unidos e um dos primeiros opositores da Guerra do Iraque. Também defende os direitos civis de minorias e as liberdades civis, sendo crítico da discriminação racial no poder judiciário,[18] e de políticas de espionagem como o Patriot Act[19] e os programas de vigilância da NSA.[20]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sanders nasceu no borough de Brooklyn, na cidade de Nova Iorque. Seu pai, Eli Sanders, nasceu em 19 de setembro de 1904 em Słopnice, na Polônia,[21] [22] numa família de judeus, e emigrou para os Estados Unidos em 1921,[23] aos 17 anos de idade.[21] [24] Sua mãe, Dorothy Sanders (sobrenome de solteira: Glassberg), nasceu em 2 de outubro de 1912 em Nova Iorque,[25] [26] numa família de judeus oriundos da Polônia e da Rússia.[27] [28] Muitos dos parentes de Eli que permaneceram na Polônia foram mortos durante o Holocausto.[7] [24] [26] [29]

Sanders frequentou a Escola Pública 197, onde venceu um campeonato do borough com o time de basquete.[30] [31] Ele frequentava a escola judaica à tarde e celebrou seu bar mitzvah em 1954. Durante o ensino médio, Sanders frequentou a James Madison High School, onde foi capitão do time de atletismo e ficou em terceiro lugar numa corrida municipal de uma milha (1,6 quilômetros).[30] Na James Madison, Sanders perdeu sua primeira eleição, terminando em terceiro e último lugar na disputa para o grêmio estudantil. Sua mãe morreu em junho de 1959, aos 46 anos de idade, pouco depois de Sanders obter o diploma de ensino médio.[29] O pai de Sanders faleceu menos de três anos depois, em 4 de agosto de 1962, um mês antes de completar 58 anos de idade.[22]

Segundo o irmão mais velho de Sanders, Larry, durante a infância de Bernie a família nunca deixou de comprar roupas ou comida, mas compras maiores, "como uma cortina ou um tapete", eram mais difíceis de serem pagas.[32] Segundo Bernie, a família se interessava por política: "Um cara chamado Adolf Hitler venceu uma eleição em 1932. Ele venceu uma eleição e, como resultado disso, 50 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial, incluindo 6 milhões de judeus. Então eu aprendi desde cedo que a política é muito importante".[33] [34] [35]

Após o ensino médio, Sanders estudou por um ano na Brooklyn College, entre 1959 e 1960,[36] antes de se transferir para a Universidade de Chicago onde obteve bacharelado em artes em ciências políticas em 1964.[36]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Movimento dos direitos civis[editar | editar código-fonte]

Durante seu período na Universidade de Chicago, Sanders se juntou à Liga Socialista dos Jovens,[37] órgão juvenil do Partido Socialista da América, e foi militante ativo do movimento dos direitos civis como organizador de protestos para o Congresso da Igualdade Racial e para o Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento.[7] [8] Em janeiro de 1962, Sanders liderou um protesto na frente do prédio administrativo da Universidade de Chicago contra a política do presidente da instituição, George Beadle, de segregar os alunos nos dormitórios. "É intolerável que estudantes negros e brancos desta universidade não possam morar juntos nos apartamentos de propriedade da instituição", disse no protesto. Em seguida, Sanders e outros 32 alunos entraram no prédio e acamparam do lado de fora do escritório de Beadle, promovendo a primeira ação de ocupação da história da universidade.[38] [39] Após semanas de ocupação, Beadle e a universidade formaram uma comissão para investigar a situação.[40]

Certa vez, Sanders gastou um dia todo colocando pôsteres contra a violência policial para, horas depois, perceber que oficiais em uma viatura da polícia seguiam-no e recolhiam os cartazes.[41] Em 1963, Sanders participou da Marcha em Washington por Empregos e Liberdade, na qual Martin Luther King Jr. fez seu mais famoso discurso, conhecido como "I Have a Dream".[7] [41] [42] Naquele verão, Sanders foi condenado por resistir à prisão durante um protesto contra a segregação racial nas escolas públicas de Chicago e recebeu uma multa de US$ 25.[43]

Além de ter participado do movimento dos direitos civis nos anos 1960 e 1970, Sanders também participou do movimento contra a Guerra do Vietnã. Foi membro da União dos Estudantes pela Paz na Universidade de Chicago e apresentou uma objeção de consciência ao serviço militar; sua objeção foi rejeitada num momento em que ele já havia passado da idade para ser alistado. Embora tenha se oposto às guerras travadas pelos Estados Unidos, Sanders nunca culpou os soldados e tem sido um apoiador dos benefícios do governo para os veteranos de guerra.[44] [45] Após a faculdade, Sanders fixou residência em Vermont, onde trabalhou como carpinteiro e jornalista.

Partido da União pela Liberdade[editar | editar código-fonte]

A carreira política de Sanders teve início em 1971, quando entrou para o Partido da União pela Liberdade, que se originou do movimento contra a Guerra do Vietnã. Por este partido, foi candidato ao Senado dos Estados Unidos (em 1972 e em 1974) e ao governo de Vermont (em 1972 e em 1976).[46] Na disputa de 1974 ao Senado ficou em terceiro lugar (5.901 votos, 4,1%).[47] [48] O vencedor daquele pleito foi o jovem democrata Patrick Leahy, então promotor do Condado de Chittenden, atual colega de Sanders na representação vermontesa no Senado.

A campanha de 1976 foi a mais bem sucedida da história do Partido da União pela Liberdade. Sanders obteve mais de onze mil votos para governador (6,1% do total) e os candidatos da UL para vice-governador e secretário de Estado impediram que democratas e republicanos obtivessem maioria nas disputas para esses cargos, deixando o resultado final sob a responsabilidade da Assembleia Geral de Vermont.[49] Apesar do sucesso, a campanha drenou as finanças e as energias da União pela Liberdade e em outubro de 1977 — menos de um ano após a conclusão da campanha de 1976 — Sanders e a candidata da UL para a Advocacia Geral de Vermont, Nancy Kaufman, anunciaram sua saída do partido.[50] Após sair do partido, Sanders trabalhou como escritor e diretor na organização sem fins lucrativos American People's Historical Society (Sociedade Histórica do Povo Americano).[51] Nesta organização dirigiu um documentário de meia-hora sobre o líder socialista Eugene V. Debs.[37] [52]

Prefeito de Burlington[editar | editar código-fonte]

Em 1980, por sugestão do amigo Richard Sugarman, professor de teologia na Universidade de Vermont, Sanders concorreu à prefeitura de Burlington, maior cidade do estado. Aos 39 anos de idade, Sanders venceu sua primeira eleição, derrotando o prefeito democrata Gordon "Gordie" Paquette, que estava em seu quinto mandato, por apenas dez votos. Ele construiu extensos laços com a comunidade e se demonstrou aberto à cooperação com os líderes republicanos, oferecendo-lhes o controle de diversas comissões.[53] Os republicanos eram tão favoráveis a Paquette que sequer apresentaram um adversário a ele na coriida, o que abriu para Sanders o posto de principal oponente ao prefeito de longa data.[54] A campanha de Sanders também foi ajudada pela decisão do candidato do Partido dos Cidadãos, Greg Guma, de sair da disputa para não dividir o voto da esquerda.[55] Os outros dois candidatos, os independentes Richard Bove e Joe McGrath, provaram não serem fortes na disputa, o que reduziu a batalha final a Paquette e Sanders.[56]

Durante a campanha, Sanders denunciou o prefeito como aliado do desenvolvedor de shopping centers Antonio Pomerleau, enquanto Paquette disse que a cidade seria arruinada caso Sanders fosse eleito.[57] A campanha de Sanders foi ajudada por uma onda de voluntários otimistas, assim como por uma série de apoios de professores universitários, assistentes sociais e o sindicato da polícia local.[58] O resultado final veio como um choque para o establishment político local, com o azarão Sanders vencendo a eleição por uma margem de apenas dez votos.[59] Sanders seria reeleito três vezes, derrotando oponentes tanto democratas quanto republicanos . Ele recebeu 53% dos votos em 1983 e 55% em 1985.[60] Em sua última disputa para prefeito, em 1987, Sanders derrotou Paul Lafayette, um democrata apoiado por republicanos.[61]

Durante seu mandato na prefeitura, Sanders começou a se referir a si mesmo como um "socialista" e foi descrito assim pela imprensa.[62] [63] Durante seu primeiro mandato, seus apoiadores – dentre eles o cientista político e vereador pelo Partido dos Cidadãos Terry Bouricius – formaram a Coalizão Progressista, que mais tarde daria origem ao Partido Progressista de Vermont.[64] Os progressistas nunca tiveram mais de seis dos 13 assentos da Câmara dos Vereadores, mas possuíam votos o suficiente para impedir que o órgão derrubasse os vetos de Sanders. Sob Sanders, Burlington se tornou a primeira cidade do país a financiar casas geridas pela comunidade.[65]

Durante os anos 1980, Sanders foi um crítico consistente da política externa dos Estados Unidos na América Latina.[66] Em 1985, a Prefeitura de Burlington patrocinou uma palestra de Noam Chomsky sobre política externa. Em sua introdução, Sanders elogiou Chomsky como "uma voz muito eloquente e importante na fauna da vida intelectual da América" e disse que estava "encantado em receber uma pessoa da qual eu acho que todos nós nos orgulhamos".[67]

O governo de Sanders equilibrou as contas da cidade e atraiu um time de segunda divisão do baseball, os Vermont Reds, uma franquia dos Cincinnati Reds, para Burlington.[26] Sob sua liderança, a cidade processou as franquias locais de TV a cabo, o que reduziu os preços praticados para os consumidores.[26] Além disso, ele promoveu projetos de revitalização urbana. Um de seus maiores legados foi melhorar a área em frente ao Lago Champlain.[26] Em 1981, Sanders liderou uma campanha contra planos impopulares do desenvolvedor urbano de converter o então cenário industrial,[68] de propriedade da Central Vermont Railway em condomínios, hotéis e escritórios de luxo.[69] Sob o slogan "Burlington não está a venda", Sanders conseguiu o apoio para desenvolver a área num distrito multiuso com casas, parques e espaços públicos.[69] Atualmente o espelho do lago inclui parques, ciclovias, praias, uma casa-navio e um centro de ciências.[69]

Em 1986, Sanders se afastou da prefeitura para concorrer contra a governadora democrata Madeleine Kunin, que busca a reeleição. Concorrendo como independente, Sanders terminou a disputa em terceiro lugar com 14,4% dos votos. Kunin obteve 47%, seguida do vice-governador, o republicano Peter P. Smith, com 38%. Apesar disso, a entrada de Sanders na disputa fez com que o resultado tivesse de ser mais uma vez decidido pela Assembleia Geral, uma vez que Kunin não conseguiu obter mais de 50% dos votos. Em 1987, a publicação U.S. News & World Report classificou Sanders como um dos melhores prefeitos dos Estados Unidos, sendo que atualmente Burlington é reconhecida como uma das melhores cidades do país em termos de qualidade de vida.[70] [71] Após servir a quatro mandatos de dois anos, Sanders decidiu não buscar a reeleição em 1889. Ele começou a lecionar ciência política na Escola de Governo da Universidade de Harvard e no Hamilton College de Nova Iorque em 1991.[72]

Câmara dos Representantes[editar | editar código-fonte]

Em 1988, o congressista republicano Jim Jeffords decidiu concorrer ao Senado dos Estados Unidos, deixando vago o assento que representa o distrito único de Vermont na Câmara dos Representantes. O ex-vice-governador Peter P. Smith, também republicano, obteve 41% dos votos. Sanders obteve 38% e o democrata Paul N. Poirier obteve 19%.[73] Dois anos mais tarde, Sanders concorreu para o mesmo cargo e derrotou Smith por uma margem de 16%. Ele se tornou o primeiro congressista independente desde a eleição de Frazier Reams do estado de Ohio 40 anos antes.[74] Além disso, foi apontado pelo Washington Post e outros veículos da mídia como "o primeiro congressista socialista" após várias décadas.[75] [74] Ele representou o distrito único de Vermont na Câmara dos Representantes por 16 anos, sendo sempre reeleito por ampla margem; com exceção do pleito de 1994, no auge da "Revolução Republicana", quando sua vantagem foi de apenas 3,3% dos votos.[76]

Durante seu primeiro ano na Câmara, Sanders se afastou de possíveis aliados com suas críticas de que ambos os partidos atuam como defensores dos ricos. Em 1991, no entanto, ele ajudou a fundar o Cáucus Progressista do Congresso, um grupo de representantes de esquerda que Sanders chefiou por oito anos.[26] Em 1993, Sanders votou contra a Brady Bill, projeto de lei que impunha a checagem de antecedentes e um período de espera aos compradores de armas nos Estados Unidos; o projeto passou com o apoio de 238 representantes e a oposição de 187.[77] [78] Durante a campanha presidencial de 2016, os apoiadores de Sanders argumentaram que ele votou contra a Brady Bill como um reflexo da vida em Vermont; "os vermonteses usam armas para atirar em veados e alces e não uns aos outros", disse Garrison Nelson, professor de ciência política da Universidade de Vermont.[79] Em 2005, Bernie votou a favor do Protection of Lawful Commerce in Arms Act.[80] O propósito da lei era prevenir que fabricantes e vendedores de armas fossem responsabilizados por crimes cometidos com seus produtos. Durante a campanha, Sanders defendeu seu voto, afirmando: "[o fabricante] não é mais responsável do que uma companhia de martelo quando alguém bate na cabeça de outra pessoa com um martelo".[81]

Sanders votou contra as resoluções que autorizaram o uso de força pelo governo dos Estados Unidos contra o governo do Iraque em 1991 e em 2002. Ele se opôs à invasão do Iraque em 2003. Ele votou a favor da Autorização do Uso de Força Militar Contra Terroristas,[82] que tem sido citada como justificativa para ações militares controversas após os atentados de 11 de setembro.[83] Sanders votou a favor de uma moção não-vinculativa expressando apoio para as tropas americanas no Iraque, ao mesmo tempo em que fez um discurso no plenário criticando a natureza partidária da votação e as ações do governo George W. Bush na preparação da guerra. Após a revelação de que a identidade da agente da CIA Valerie Plame foi vazada por um funcionário do Departamento de Estado, Sanders declarou: "A revelação de que o presidente autorizou a revelação de informação confidencial para jogar no descrédito um crítico da Guerra do Iraque deveria dizer a cada membro do Congresso de que chegou a hora para uma investigação séria de como entramos na guerra no Iraque e que o Congresso não pode mais atuar como carimbo do presidente".[84]

Sanders tem sido um crítico consistente do Patriot Act. Na Câmara, ele votou contra a lei original..[85] Após sua aprovação por 357 votos a favor e 66 contra, Sanders patrocinou e votou a favor de várias emendas e atos que tentavam diminuir o impacto da medida,[86] tendo votado contra cada atualização da lei.[87] Em junho de 2005, Sanders propôs uma emenda que limitava uma provisão do Patriot Act que permitia ao governo obter os registros de bibliotecas e livraria de indivíduos. A emenda foi aprovada na Câmara por uma maioria bipartidária, mas foi rejeitada em 4 de novembro do mesmo ano nas negociações entre a Câmara e o Senado sobre o texto final e nunca se tornou efetiva.[88] Em março de 2006, após a aprovação de uma série de resoluções em várias cidades de Vermont pedindo a Sanders que apresentasse um pedido de impeachment contra o presidente Bush, o representante declarou que seria "pouco prático discutir impeachment" com os republicanos controlando tanto a Câmara quanto o Senado.[89] Ainda assim, Sanders não escondia sua oposição ao governo Bush, que ele criticava regularmente por cortar gastos com programas sociais.[90] [91] [92]

Sanders também foi um grande crítico do presidente do Federal Reserve Alan Greenspan; em junho de 2003, durante uma discussão com então presidente, Sanders disse a Greenspan que ele estava "alheio à realidade" e que "você percebe sua função principal no seu cargo como representante dos ricos e das grandes corporações".[93] [94] Em 2008, após Sanders ser reeleito para o Senado, Greenspan admitiu ao Congresso as falhas em sua ideias.[95] [96] Em 1998, Sanders votou contra a revogação de provisões da Lei Glass–Steagall que impedia que bancos comerciais atuassem também como bancos de investimentos.[97]

Em novembro de 2005, Sanders votou contra o Online Freedom of Speech Act, que teria restrito o uso da internet no financiamento de campanhas eleitorais.[98]

Senado dos EUA[editar | editar código-fonte]

Bernie Sanders sendo jurado como Senador do EUA pelo então vice-presidente Dick Cheney no antigo plenário do Senado em janeiro de 2007.

Sanders entrou na disputa para o Senado dos Estados Unidos em 21 de abril de 2005, após o senador Jim Jeffords ter anunciado que não concorreria ao quarto mandato. Chuck Schumer, então presidente do Comitê de Campanha dos Democratas ao Senado, apoiou Sanders; a medida foi essencial, pois significava que nenhum democrata que concorresse contra ele receberia ajuda financeira do partido. Sanders também foi apoiado por Harry Reid, então Líder da Minoria no Senado, e por Howard Dean, ex-governador de Vermont. Dean disse em maio de 2005 que considera Sanders um aliado que "vota com os democratas em 98% das oportunidades".[99] O então senador Barack Obama também fez campanha para Sanders em Vermont em março de 2006.[100] Sanders fez um acordo com o Partido Democrata, assim como na época em que era congressista, para ser listado como candidato nas primárias do partido e, em seguida, rejeitar a indicação caso ganhasse, o que ele fez.[101] [102]

Naquela que foi a campanha política mais cara da história de Vermont,[103] Sanders derrotou o empresário Rich Tarrant com o dobro de votos. Muitos órgãos da imprensa previram a vitória de Sanders antes mesmo da contagem dos votos ser iniciada. Ele foi reeleito em 2012 com uma margem ainda maior: 71% dos votos..[104]

Sanders foi apenas o terceiro senador de Vermont a se juntar à bancada dos democratas, após Jeffords (que deixou o Partido Republicano em 2001 e se tornou independente) e Leahy. Seu acordo com os democratas garantiu a este partido a maioria dos votos durante o 110° Congresso entre 2007 e 2008. Os democratas precisavam de 51 assentos para controlar o Senado porque o vice-presidente, que também atua como presidente do Senado (à época o republicano Dick Cheney), poderia votar a favor de seu partido no caso de um empate.[3] Quando anunciou que se filiaria ao Partido Democrata para concorrer nas eleições presidenciais primárias do partido em 2016, Sanders se tornou o segundo senador democrata a representar Vermont no Senado, o outro sendo seu sênior, Leahy.

Em agosto de 2011, uma pesquisa feita pela Public Policy Polling descobriu que a taxa de aprovação de Sanders era de 67%, o que fazia dele o terceiro senador mais bem avaliado do país.[105] Tanto a NAACP (movimento negro) quanto a NHLA (movimento latino) deram a Sanders nota 100 baseado em suas votações em projetos em discussão no Senado..[106] Em 2015, Sanders foi escolhido como um dos cinco judeus mais influentes dos EUA pelo jornal progressista The Forward.[107] Segundo uma pesquisa de novembro de 2015, Sanders tinha uma taxa de aprovação de 83% entre os vermonteses, fazendo dele o senador mais popular do país.[108]

Como independente, Sanders firmou um acordo com a liderança democrata no Senado segundo a qual ele concorda em votar com os democratas em todas as matérias regimentais e, em troca, pode receber assentos em comissões que estariam disponíveis a ele caso ele fosse um democrata; em 2013-14 ele foi presidente da Comissão dos Veteranos de Guerra.[4] Em matérias políticas, Sanders é livre para votar como deseja, embora quase sempre vota conforme a indicação do Partido Democrata. Em 26 de janeiro de 2009, por exemplo, Sanders foi um dos quatro únicos membros da maioria a rejeitar a indicação do presidente Barack Obama para a nomeação de Timothy Geithner para o cargo de Secretário do Tesouro dos Estados Unidos.[109] O Senador tem sido um crítico da reação dos governos Bush e Obama à Grande Recessão. Em 24 de setembro de 2008, ele criticou o antecessor de Geithner, Henry Paulson, pelo plano de salvamento dos bancos durante a crise financeira de 2008; uma petição que ele lançou na internet foi assinada por mais de 8.000 cidadãos em 24 horas.[110]

Em 10 de dezembro de 2010, Sanders fez um discurso de 8½-hour contra o Tax Relief, Unemployment Insurance Reauthorization, and Job Creation Act, projeto de lei que propunha a expansão das isenções fiscais da Era Bush e que eventualmente foi aprovado. Durante seu discurso, ele disse a frase que seria um de seus slogans durante a campanha a presidente em 2016: "Enough is enough!" ("O suficiente é o suficiente").[111] [10] Em resposta ao discurso, centenas de pessoas fizeram petições online pedindo a Sanders que concorresse na eleição presidencial de 2012 e alguns institutos de pesquisas começaram a incluir o nome dele em estados-chave nas primárias.[112] Ativistas progressistas como o rabino Michael Lerner e o economista David Korten demonstraram apoio numa candidatura de Sanders contra o presidente Obama.[112] O discurso de Sanders foi publicado em fevereiro de 2011 pela Nation Books com o título de The Speech: A Historic Filibuster on Corporate Greed and the Decline of Our Middle Class, os royalties foram doados a organizações de caridade de Vermont.[113]

Em janeiro de 2015, Sanders se tornou membro da Comissão de Orçamento do Senado.[5] Ele nomeou a professora de economia Stephanie Kelton, descrita como "coruja do déficit" como principal conselheira econômica dos membros democratas da Comissão[114] a apresentou um relatório com a intenção de ajudar a "reconstruir a classe média que desaparece", com propostas como o aumento do salário mínimo, gastos em infraestrutura e aumento nos gastos da Seguridade Social.[115]

Visão política[editar | editar código-fonte]

Bernie Sanders em 2015

Bernie é uma das principais vozes no Congresso a favor da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte e contra a atual política comercial dos Estados Unidos para a América Latina e a China.

Sanders se opôs à invasão americana do Iraque desde seu início, a qual votou contra na Câmara dos Representantes. Ele defende uma retirada rápida dos militares americanos do país e mais benefícios aos veteranos da guerra.

Sanders disse que a reforma do sistema de saúde proposta pelo presidente Barack Obama foi um pequeno avanço, mas acredita que o sistema de saúde americano deve ser público e gratuito para toda a população.[116]

Como jornalista, Sanders defende uma reforma nos meios de comunicação em massa, opondo-se à crescente concentração de veículos por grandes empresas. Ele participou de Orwell Rolls in His Grave e Outfoxed: Rupert Murdoch's War on Journalism, dois importantes documentários sobre o tema. Sanders também já denunciou o aquecimento global várias vezes e apóia a energia limpa. Uma de suas propostas mais ousadas é a auditoria das contas do Banco Central Americano.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Sanders é casado com Jane O'Meara, presidente da Faculdade de Burlington, e tem um filho, Levi Sanders, fruto do casamento anterior. Seu irmão, Larry Sanders, é um vereador de Oxfordshire, na Inglaterra, pelo Partido Verde. Seu sobrinho, Jacob, foi vereador de Oxford pelo mesmo partido.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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