Cultura do cancelamento

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A cultura do cancelamento é um fenômeno em que uma pessoa é ejetada de uma posição de influência ou fama devido a atitudes questionáveis.[1] É uma espécie de boicote em que um indivíduo (geralmente uma celebridade) que compartilhou uma opinião questionável ou controversa, ou que no passado teve comportamento percebido como ofensivo nas redes sociais, é "cancelado".[2] Eles são ostracizados e afastados por ex-amigos, seguidores e apoiadores, levando a um grave prejuízo na carreira do indivíduo cancelado. Em caso de celebridades, sua base de fãs pode diminuir significativamente.[3][4]

É um tema polêmico sem definição clara, utilizado comumente em discursos inflamatórios, com alta carga ideológica, muitas vezes com o objetivo de atacar outro grupo social ou político. Por isso, pode ser considerada como um "golpe" ("scam") político: atacar uma suposta cultura do cancelamento é a reação desesperada de grupos reacionários que se veem prejudicados devido a reação a seus comportamentos considerados, por críticos, como sendo inadequados para a sociedade moderna.[5]

Referências

  1. Thinkhouse. «Cancelled Culture». Thinkhouse (en-IE) (em inglês). Consultado em 27 de julho de 2020 
  2. of 'Privilege.'", Phoebe Maltz BovyPhoebe Maltz Bovy is the author of "The Perils. «Perspective | Cancel culture is a real problem. But not for the people warning about it.». Washington Post (em inglês). Consultado em 27 de julho de 2020 
  3. Sills, Sophie; Pickens, Chelsea; Beach, Karishma; Jones, Lloyd; Calder-Dawe, Octavia; Benton-Greig, Paulette; Gavey, Nicola (23 de março de 2016). «Rape culture and social media: young critics and a feminist counterpublic». Feminist Media Studies. 16 (6): 935–951. doi:10.1080/14680777.2015.1137962 
  4. Munro, Ealasaid (23 de agosto de 2013). «Feminism: A Fourth Wave?». Political Insight. 4 (2): 22–25. doi:10.1111/2041-9066.12021 
  5. Hobbes, Michael (10 de julho de 2020). «Don't Fall For The 'Cancel Culture' Scam». HuffPost Brasil. Consultado em 14 de agosto de 2020