Lojas Americanas

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Lojas Americanas
Razão social Lojas Americanas S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Slogan Todo mundo vai
Cotação BM&F Bovespa: LAME3, LAME4
Indústria Varejo
Fundação 3 de setembro de 1929 (1929-09-03)
Fundador(es)
  • Max Landesmann
  • John Lee
  • Glen Matson
  • James Marshall
  • Batson Borger
Sede Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Proprietário(s) 3G Capital
Presidente Carlos Alberto Sicupira
Pessoas-chave Miguel Gomes Gutierrez (CEO)
Empregados 18.775
Subsidiárias B2W Digital
Valor de mercado Aumento R$ 22,759 bilhões (2016)
Lucro Baixa R$ 330,2 milhões (2015)
LAJIR Aumento R$ 5,126 bilhões (2015)
Faturamento Aumento R$ 17,926 bilhões (2015)
Website oficial todomundovai.com.br

Lojas Americanas (LASA) (BM&F Bovespa: LAME3, LAME4) é uma empresa brasileira do segmento de varejo fundada em 1929 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, pelo austríaco Max Landesmann e pelos norte-americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger. A empresa conta com mais de 1.320 estabelecimentos de vendas em todo o Brasil. É a quarta maior empresa varejista do país, segundo ranking do Ibevar de 2015.

A Lojas Americanas tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro e conta com 4 centros de distribuição, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), Barueri (São Paulo), Brasília (Distrito Federal) e Recife (Pernambuco). No início de 2012 a empresa anunciou a implantação de um centro de distribuição na cidade de Uberlândia (Minas Gerais) para a Americanas.com e os sites da Shoptime e Submarino, que são pertencentes as Lojas Americanas pelo grupo B2W .

É controlada por três empresários: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, o mesmo trio que comanda a Inbev (antiga AmBev), GP Investimentos, América Latina Logística e outros grupos. A rede comercializa mais de 80 mil itens de quatro mil empresas diferentes.

Em janeiro de 2007 a Lojas Americanas adquiriu a operação brasileira da rede de videolocadoras Blockbuster por R$ 186,2 milhões[4] e adaptou as lojas ao modelo Americanas Express.

Através do programa de expansão “Sempre Mais Brasil”, que prevê a abertura de lojas em todos os estados brasileiros até 2013, a rede pretendia se tornar a primeira empresa varejista com presença em todo o território nacional.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A empresa foi fundada em 1929, pelos americanos John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger que partiram dos Estados Unidos em direção a Buenos Aires com o objetivo de abrir uma loja no estilo Five and Ten Cents (lojas que vendiam mercadorias a 5 e 10 centavos, na moeda americana). A ideia era lançar uma loja com preços baixos, no modelo que já fazia sucesso nos Estados Unidos e na Europa no início do século. No navio em que viajavam, conheceram os brasileiros Aquino Sales e Max Landesman que os convidaram para conhecer o Rio de Janeiro.

Na visita ao Rio de Janeiro, os americanos perceberam que havia muitos funcionários públicos e militares com renda estável, porém com salários modestos, e a maioria das lojas não eram destinadas a esse público. As lojas existentes, em geral, vendiam mercadorias caras e especializadas, o que obrigava uma dona de casa ir a diferentes estabelecimentos para fazer as compras. Foi assim que decidiram que o Rio de Janeiro era a cidade perfeita para lançar o sonhado empreendimento – uma loja de preços baixos para atender àquela população “esquecida” e que vendesse vários tipos de mercadorias. Eles desejavam oferecer uma maior variedade de produtos a preços mais acessíveis.

Assim, no ano de 1929, inauguraram a 1ª Lojas Americanas, em Niterói (RJ), com o slogan “Nada além de 2 mil réis”.

No final do primeiro ano, já eram quatro lojas: três no Rio e uma em São Paulo.

Em 1940, a Lojas Americanas se tornou uma sociedade anônima, abrindo seu capital.

Em 1982, os principais acionistas do Grupo Garantia entraram na composição acionária de Lojas Americanas como controladores.

No 1° semestre de 1994, concretizou a formação de uma “joint venture” com o nome de Wal Mart Brasil S/A, com participação de 40% das Lojas Americanas S.A, e 60% por parte da Wal Mart Store Inc. na composição do capital.

Em dezembro de 1997, por decisão do Conselho de Administração da empresa, foi aprovada a venda total da participação de 40% na “joint venture” para o Wal Mart Inc. Essa decisão foi tomada após a conclusão de que seria necessário a total concentração de recursos no próprio negócio da companhia.

Em agosto de 1998, o Conselho de Administração aprovou a venda total da participação acionária das Lojas Americanas na empresa 5239 Comércio e Participações S.A, subsidiária que detinha o controle acionário de suas 23 lojas de supermercado, para a empresa francesa Comptoirs Modernes (pertencente ao Grupo Carrefour). A decisão pela saída do segmento supermercadista deveu-se ao processo de consolidação pelo qual passa este setor no Brasil com a entrada de grandes concorrentes internacionais, o que exigiria expressivos investimentos para a manutenção da posição de mercado da Companhia. Desta forma, a Lojas Americanas decidiu novamente focar em seu principal negócio: lojas de descontos.

Em julho de 1999, a companhia decidiu pela segregação de seu negócio imobiliário, tendo o seu capital social reduzido em R$ 493.387 mil, valor correspondente ao investimento possuído pela São Carlos Empreendimentos e Participações S.A.

No final do ano de 1999, iniciou a venda de mercadorias através da Internet, criando a controlada indireta Americanas.com. Em 2000, a Americanas.com teve seu capital aumentado através da subscrição integral feita pelas empresas Chase Capital Partners, The Flatiron Fund, AIG Capital Partners, Next International, Global Bridge Ventures e Mercosul Internet S/A, que juntas subscreveram por US$ 40 milhão, ações correspondentes a uma participação final de 33% do capital social da Americanas.com.

O ano de 2003 teve como principal característica a aceleração do programa de expansão. Com o objetivo de expandir a rede de lojas, foram inauguradas 13 lojas convencionais, fortalecendo a presença da companhia em mercados importantes das regiões Sudeste e Sul do país. Duas outras lojas foram reformadas para possibilitar um melhor atendimento aos clientes. O conjunto de inaugurações contemplou também a abertura das três primeiras lojas "Americanas Express", concebidas segundo o "conceito de vizinhança" no Rio de Janeiro. As lojas são compactas, com sortimento selecionado, mas com os mesmos padrões de qualidade e preço que diferenciam a atuação das Lojas Americanas.

Em 2004, deram continuidade ao processo de expansão através da abertura de 35 lojas e da conclusão do novo Centro de distribuição em Barueri, na grande São Paulo, visando suportar numa primeira fase, o crescimento orgânico da companhia, tanto das lojas físicas como da loja virtual.

O ano de 2005 foi um ano de importantes realizações para maximizar o valor de Lojas Americanas: foram inauguradas 37 novas lojas, foi adquirido o canal de TV e site de comércio eletrônico Shoptime e foi realizada uma joint venture com o Banco Itaú, criando a Financeira Americanas Itaú, ou Americanas Taií.

Em 2006, dando prosseguimento aos nossos Sonhos para a geração de valor de Lojas Americanas S.A., prosseguiram com a expansão orgânica inaugurando 45 novas lojas e criaram uma nova empresa, a B2W, companhia Global de Varejo, produto da fusão Americanas.com e do Submarino.

Em janeiro de 2007, Lojas Americanas anunciou a aquisição da BWU, empresa detentora da marca Blockbuster Inc. no Brasil e somou mais 127 lojas à sua rede.[6]

Filial em Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso, inaugurada em novembro de 2011, consolidando a expansão da rede no Brasil.

Multa por uso de trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2013, a rede Lojas Americanas foi condenada a pagar 250 mil reais para entidades assistenciais sem fins lucrativos devido ao uso de mão-de-obra em condições trabalhistas análogas às de escravidão. A fiscalização ocorreu em janeiro de 2013 na empresa BASIC+ que vende sua mercadoria para as Lojas Americanas e encontrou nessa situação um grupo de bolivianos em Americana que fornecia roupas infantis para a Americanas.[7]

Tipos de lojas[editar | editar código-fonte]

Filial no Shopping Recife.

Atualmente as Lojas Americanas operam com 3 modelos de lojas. Por conta disso, o nome "Rede Americanas" é por vezes utilizado para se referir à empresa, sendo o modelo tradicional chamado de "Lojas Americanas" propriamente ditas.

Modelo tradicional[editar | editar código-fonte]

O modelo tradicional das Lojas Americanas possui área média de vendas de 1.500 m² e catálogo de 60 mil itens[8].

Americanas Express[editar | editar código-fonte]

Lojas compactas, com média de 400 m² de área de vendas e catálogo de 15 mil itens[8], que variam conforme a loja a fim de atender o perfil do consumidor local. A primeira Americanas Express foi inaugurada em maio de 2003 em Copacabana, no Rio de Janeiro.[9]

Americanas Blockbuster[editar | editar código-fonte]

Modelo de loja criado em 2007, após a compra da Blockbuster do Brasil pelas Lojas Americanas. As lojas possuem em média 400 m² de área de venda, sendo um espaço de 80 a 100 m² dedicado à vídeo-locadora,[10] e o restante ocupado pelo modelo Americanas tradicional ou Americanas Express.

Comércio eletrônico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: B2W Digital

Referências

  1. Daniela Barbosa (16 de setembro de 2014). «As 35 maiores varejistas do Brasil segundo o Ibevar». Exame. Consultado em 10 de setembro de 2017. (pede subscrição (ajuda)) 
  2. «LAME4:BM&FBOVESPA Stock Quote - Lojas Americanas SA». Bloomberg Markets. Bloomberg. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  3. Juliana Machado (11 de março de 2016). «Lucro da Lojas Americanas encolhe mais de 40% em 2015». Valor Econômico. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  4. «Lojas Americanas compra rede de franquias Blockbuster no Brasil». Mercado. Folha de S.Paulo. 24 de janeiro de 2007. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  5. «Nova Lojas Americanas Express em SP». Giro News. 3 de março de 2011. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  6. «Linha do Tempo». Relação com os Investidores. Lojas Americanas. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  7. «Americanas pagará R$ 250 mil por trabalho escravo em cadeia produtiva». Campinas e Região. G1. 2 de outubro de 2013. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  8. a b «Nossas Frentes de Crescimento». Relação com os Investidores. Lojas Americanas. Consultado em 10 de setembro de 2017. Arquivado do original em 29 de maio de 2009 
  9. «Lojas Americanas inaugura novo modelo de loja, a Americanas Express, em Copacabana, Rio de janeiro.». Relação com os Investidores. Lojas Americanas. 25 de agosto de 2003. Consultado em 10 de setembro de 2017. Arquivado do original em 28 de novembro de 2009 
  10. Márcio Rodrigues (11 de maio de 2007). «Americanas irão adaptar Blockbuster em unidades Express». Mercado. Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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