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Avibras

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Avibras
Razão socialAvibras Indústria Aerospacial S/A
Sociedade Anônima
AtividadeIndústria bélica
Indústria de defesa
Fundação1961 (65 anos)
SedeSão José dos Campos, SP, Brasil
Pessoas-chaveJoão Verdi de Carvalho Leite
ProdutosSistemas de defesa aéreos, artilharia, veículos armados, equipamento de transporte, pintura automotriz e explosivos
Websitehttp://www.avibras.com.br

Avibras Indústria Aeroespacial, ou Avibras Aeroco,[1] é uma empresa brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos e serviços de defesa. Com sede na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo,[2] sua gama de produtos abrange tanto sistemas de artilharia e defesa antiaérea de aeronaves, foguetes e mísseis, como sistemas de armas ar-solo e superfície-superfície, incluindo sistemas de foguetes de artilharias, sistemas ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifunção de fibra óptica.[3] Também fabrica veículos blindados.[3]

A Avibras também é fabricante de veículos de transporte civil por meio de uma divisão chamada Tectran, equipamentos de telecomunicações, equipamentos eletrônicos industriais (Powertronics), pintura automotiva e explosivos.[4][5]

Histórico

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A Avibras foi uma das primeiras indústrias aeroespaciais surgidas na região de São José dos Campos em função da formação de recursos humanos especializados pelo ITA. A Avibras (de “aviões brasileiros”) foi criada em abril de 1961 por Olympio Sambatti, ao lado de José Carlos de Sousa Reis, Aloysio Figueiredo e João Verdi de Carvalho Leite, todos engenheiros recém-formados pelo ITA. Em seus anos iniciais, a empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave de treinamento para a Força Aérea Brasileira, o projeto Falcão, um monomotor de asa baixa e estrutura em material composto.[6]

Nas décadas seguintes trabalhou no desenvolvimento em conjunto com o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) no desenvolvimento de diversos foguetes de sondagem.

Com o conflito entre Irã e Iraque, houve o primeiro grande contrato internacional para a empresa na área de defesa, o desenvolvimento do sistema ASTROS II, sistema de artilharia de saturação.[2]

Principais produtos

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Avibras AV VBL 4x4.

Em produção

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  • Astros II: Lançador múltiplo de foguetes e importante produto da Avibras, utilizado em seis países. O Astros II foi decisivo para deter a ofensiva iraniana durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988) e foi usado pela Arábia Saudita contra as forças iraquianas durante a Operação Tempestade no Deserto (1991);[7][8][9][10][11]
  • AV VBL 4x4: É um veículo blindado de transporte de pessoal, utilizado pelo Exército da Malásia.[12]
  • Guará 4x4: É outro veículo blindado de transporte de pessoal brasileiro;[13]
  • AV-SS 12/36: um lançador de foguetes múltiplo leve. Pode disparar foguetes com peso de até 6 kg e alcance de até 12 km;
  • Astros Hawk: O ASTROS HAWK foi concebido para apoiar as forças ligeiras através da utilização de veículos-lançadores de alta mobilidade e uma variedade de munições. A munição é compatível com o Sistema ASTROS II. O sistema pode colocar um grande volume de fogo em um período muito curto de tempo, em faixas de até 12 km;
  • SKYFIRE: Com base em sua larga experiência com o SBAT 70 (Sistema Brasileiro Ar-Terra), a AVIBRAS desenvolveu e passou a produzir e exportar para seus clientes o mais avançado sistema de foguetes de 70 mm, o SKYFIRE, um sistema ar-solo de alto desempenho sistema de foguetes para emprego em qualquer tipo de aeronave de combate ou helicóptero;[14]
  • EDT-FILA: Equipamento de controle de fogo de defesa antiaérea de última geração, para detecção de aeronaves e mísseis em baixa altitude, direcionando o fogo de canhões e mísseis antiaéreos;[15]
  • VANT Falcão: Um monomotor, material e estrutura composta de asa baixa para Veículo Aéreo Não Tripulado MACHO;
  • TUPI 4x4: Veículo blindado com tração nas quatro rodas baseado no Renault Sherpa, oferecido com a concordância do Exército Brasileiro;[16]
  • Avibras Falcão UAV: Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), destinada a missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio à direção de tiro, avaliação de danos e de vigilância terrestre e marítima.[17][18]

Em desenvolvimento

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  • MANSUP: Desenvolvido em conjunto com a Mectron para a Marinha do Brasil. É um míssil antinavio com alcance de cerca de 180 km. Desenvolvido a partir do projeto de repotenciação de mísseis MBDA MM40 Exocet Bloco III da Marinha do Brasil com tecnologia transferida pelo MBDA;[19]
  • AV-TM 300: Um GPS e/ou míssil guiado por laser, seu alcance é de até 300 km. Não há apoio do governo brasileiro para este projeto;
  • FOG-MPM: Em fase de testes, a nova geração FOG-MPM (Míssil Multipropósito Guiado por Fibra Ótica), utiliza fibra ótica para permitir ao operador, sem linha de visão do inimigo, guiar o míssil até a aquisição e destruição do alvo.O uso de fibra óptica para orientação também torna o míssil imune ao ECM (Contador Eletrônico) inimigo. Com o alcance atual de até 20 quilômetros, e a possibilidade de ser estendido para mais de 100 quilômetros, o FOG-MPM também pode ser empregado como uma munição adicional para o Sistema ASTROS II. Hoje seu emprego é contra tanques, helicópteros e fortificações;
  • Astros 2020: Nova versão melhorada do lançador múltiplo Astros II, capaz de lançar o míssil de cruzeiro AV-TM 300;
  • A-Darter: Um míssil ar-ar de quinta geração infravermelho de curto alcance ("busca de calor").

Recuperação judicial

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Em 18 de março de 2022, a empresa pediu pela terceira vez em sua história recuperação judicial por conta da pandemia de Covid-19.[20] Mais de 400 funcionários foram demitidos.[20][21] As dividas calculadas eram de 570 milhões de reais em 2022, e 700 milhões de reais em 2024.[20][22]

Situação atual

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Em abril de 2024, a DefendTex, empresa australiana, propôs adquirir a empresa, que tinha uma dívida de mais de 600 de reais milhões (ou cerca de 80 milhões de euros), dos quai 14,5 milhões eram devidos aos trabalhadores.[23][24][25][26] Em junho, o governo australiano decidiu não apoiar financeiramente a DafendTex na aquisição da Avibras.[27] A Norinco também estava interessada na Avibrás, com 49% de participação, se a DefendTex não conseguisse levantar 70 milhões de dólares do Crédito do Governo Australiano para sua aquisição e transferir capacidade avançada de fabricação de mísseis do Brasil para a Austrália.[28][29]

O deputado federal Guilherme Boulos apresentou em 18 de julho de 2024 na Câmara dos Deputados uma proposta do Governo Federal para desapropriar o setor em 2 bilhões de reais para que o próprio governo brasileiro desse continuidade ao desenvolvimento dos projetos em andamento e novos.[30][31][32]

Em 2026, a empresa voltou operar após 4 anos de paralisação de sua produção, assumindo um novo nome, Avibras Aeroco.[33]

Ver também

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Referências

  1. «Indústria bélica Avibras volta a operar em SP». G1. 4 de maio de 2026. Consultado em 25 de maio de 2026
  2. 1 2 Sistema ASTROS 2020 – Implicações do Direito Internacional para o emprego do Grupo de Mísseis e Foguetes
  3. 1 2 «QUEM SOMOS». AVIBRAS. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2026
  4. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - Mercado Civil». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 16 de setembro de 2025
  5. «TECTRAN - Lexicar Brasil». www.lexicarbrasil.com.br. 31 de agosto de 2015. Consultado em 4 de abril de 2024
  6. NOSSA HISTÓRIA
  7. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - ASTROS». www.avibras.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 21 de maio de 2025
  8. Alexandre Galante (18 de junho de 2020). «Exército indonésio recebe o sistema Avibras Astros II Mk6». Forças Terrestres - ForTe. Consultado em 6 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 18 de junho de 2025
  9. «Cruise missiles 'Made in Brazil'» (em inglês). 4 de setembro de 2001. Consultado em 4 de abril de 2024
  10. «Astros II Artillery Saturation Rocket System, Brazil». Army Technology (em inglês). Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 17 de maio de 2026
  11. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - ASTROS». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 25 de março de 2025
  12. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - AV-VBL». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024
  13. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - Avibras lança viatura Guará 4WS na LAAD Security». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2025
  14. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - SKYFIRE». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024
  15. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - FILA». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2025
  16. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - TUPI». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024
  17. «Avibras promove a ARP Falcão em Feira Internacional de Segurança - Noticias Infodefensa América». web.archive.org. 28 de janeiro de 2021. Consultado em 4 de abril de 2024
  18. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - FALCÃO ARP». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2025
  19. «MBDA - Excellence at your side». MBDA (em inglês). Consultado em 4 de abril de 2024
  20. 1 2 3 «Companhia de lançador de foguetes e mísseis Avibras pede recuperação judicial». CNN Brasil. 19 de março de 2022. Consultado em 25 de maio de 2026. Cópia arquivada em 26 de fevereiro de 2026
  21. «Avibras demite cerca de 400 trabalhadores em Jacareí, diz sindicato». G1. 18 de março de 2022. Consultado em 4 de abril de 2024. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2025
  22. «Chinese defence giant moves to acquire 49 percent of Brazil's Avibras Aeroespacial». The Macao News (em inglês). Cópia arquivada em 18 de agosto de 2025
  23. Pligher, Pedro (2 de abril de 2024). «Australia's DefendTex in talks to buy Brazil's missile-maker Avibras». Defense News (em inglês). Consultado em 4 de setembro de 2024
  24. «Avibras Indústria Aeroespacial S/A - Comunicado da Avibras - 19/02/24». www.avibras.com.br. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2024
  25. «Em recuperação judicial, Avibras anuncia investimento australiano | Radar». VEJA. Consultado em 4 de setembro de 2024
  26. Editor (21 de fevereiro de 2024). «AVIBRAS - Plano Recuperação Judicial homologado pela Justiça SP». DefesaNet. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2025
  27. «Government won't give DefendTex $70 million to help buy Brazilian missile manufacturer Avibras». skynews.com.au. 18 de junho de 2024. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 18 de junho de 2024
  28. Dougherty, Robert (3 de julho de 2024). «DefendTex, Avibras investment date draws near». www.defenceconnect.com.au (em inglês). Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2025
  29. «China is interested in buying Brazilian missile manufacturer Avibras». www.skynews.com.au. 8 de junho de 2024. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 18 de junho de 2024
  30. «Boulos (PSOL) apresenta projeto de lei para que o governo federal compre a indústria bélica Avibras; entenda». G1. 18 de julho de 2024. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2026
  31. «Avibras: Boulos apresenta PL para compra da indústria bélica». www.band.uol.com.br. 2 de outubro de 2024. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2025
  32. «Portal da Câmara dos Deputados». www.camara.leg.br. Consultado em 4 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026
  33. «Após anos de paralisação, Avibras retoma as atividades na próxima segunda-feira». G1. 30 de abril de 2026. Consultado em 1 de maio de 2026. Cópia arquivada em 17 de maio de 2026

Ligações externas

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