B2W Digital

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B2W Digital
Razão social B2W Companhia Digital
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: [1]
Indústria Comércio eletrônico
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 13 de dezembro de 2006 (11 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Brasil
Proprietário(s) Lojas Americanas
Pessoas-chave Anna Christina Ramos Saicali (Chairman)[1]

Marcio Cruz (CEO)[2]

Empregados 8.000
Produtos Diversos
Valor de mercado Aumento R$ 11,29 bilhões (Mar/2018)[3]
Lucro Baixa R$ -411,4 milhões (2017)[4]
Faturamento Aumento R$ 12.838,5 bilhões (2017)[5]
Website oficial b2wdigital.com

B2W Digital é uma empresa de comércio eletrônico criada no final de 2006 pela fusão entre Submarino, Shoptime, Americanas.com[6][7][8]

As Lojas Americanas possuem o controle acionário do grupo, detendo 55% do capital social; os 45% das ações restantes são parte integrante do free float. As ações da Companhia são negociadas por meio do código BTOW3 na BOVESPA, no segmento Novo Mercado, que possui o mais alto índice de Governança Corporativa do Brasil. A nova empresa nasceu com cerca de 50% do setor de vendas on-line no país, com forte perspectiva de expansão em diversos canais de distribuição, com o objetivo de competir com as maiores empresas do varejo tradicional.[9]

A nova empresa iniciou as operações em 2006 com o valor de mercado de cerca de R$ 6,5 bilhões,[10] tornando-se a terceira maior do setor no mundo[11].

A B2W Digital é líder em comércio eletrônico na América Latina. A Companhia opera por meio de uma plataforma digital, com negócios que apresentam forte sinergia e um modelo único, multicanal, multimarca e multinegócios.

A B2W Digital possui um portfólio com as marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, Submarino Finance e SouBarato, que oferecem mais de 38 categorias de produtos e serviços, por meio dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques.

Aumento de capital[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2014, a B2W Digital anunciou um aumento de capital no valor de R$ 2,38 bilhões[12] que tem por objetivo melhorar a estrutura de capital da Companhia, utilizando os recursos para amortizar parte da dívida, permitindo que a empresa siga investindo nos pilares do seu negócio, acelerando o seu crescimento e consolidando sua posição de liderança no mercado. A operação contou ainda com a participação do renomado investidor de tecnologia/internet Tiger Global[12], que entre outras possui participação na Amazon.

Aquisições[editar | editar código-fonte]

Logística[editar | editar código-fonte]

A B2W anunciou em 14 de Junho de 2014 a aquisição da Direct[13][14], maior operadora logística de e-commerce no Brasil, especializada em entregas de itens pequenos. Em 2013, a Companhia já havia realizado a aquisição da Click – Rodo[15], operadora logística também especializada em entregas para o comércio eletrônico, com foco em itens grandes.

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

No ano de 2013[16][17][18], a B2W realizou a aquisição de três empresas de tecnologia especializadas em desenvolvimento de sistemas e soluções para comércio eletrônico e criou o BIT - B2W Inovação e Tecnologia. Com isso, a Companhia dobrou seu time de tecnologia/internet, que é o maior da América Latina e conta atualmente com mais de 600 engenheiros em escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Empresas adquiridas[editar | editar código-fonte]

  • Uniconsult: Otimização de controle de pedidos (expedição e reversa), de sistemas para operação de múltiplos centros de distribuição e desenvolvimento de sistemas específicos para operação de marketplace[17]
  • Ideais Tecnologia: Desenvolvimento e otimização das plataformas de venda online, B2B/B2B2C e sistemas mobile[16];
  • Tarkena: Otimização de sistemas de busca e algoritmos para gerenciamento de frete[16];
  • Em junho de 2015, a B2W comprou o Sieve Group[18], grupo de empresas especializadas na prestação de serviços para o e-commerce, entre elas a Sieve, especializada em monitoramento e inteligência de preços online, a InfoPrice focada em monitoramento e inteligencia de preços no mercado offline (varejo físico), a Admatic, de gerenciamento de mídias digitais, Skyhub, integradora de Marketplace e o Site Blindado, focado em soluções de segurança.

Vendas de Ativos[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2015 a companhia vende a Ingresso.com por R$280MM[19] e também finaliza a venda do Submarino Viagens para a CVC[20].

Competição[editar | editar código-fonte]

Na época de sua criação, a empresa era responsável por mais da metade do comércio eletrônico brasileiro recém surgido.[6] Porém, o crescimento do comércio eletrônico chamou a atenção de grandes redes de varejo, que passaram a explorar o setor com estratégias de forte agressividade em preço, com isso a B2W viu sua participação de mercado reduzir entre os anos de 2009 e 2011. No segundo semestre de 2012, a Companhia iniciou um processo de virada de suas operações, investindo fortemente em tecnologia e logística com o objetivo de estar mais perto dos clientes e oferecer uma melhor experiência de compra. Como reflexo dessas melhorias, a Companhia voltou a crescer venda acima do mercado e tem apresentado nos últimos anos um crescimento médio de 30%. Além disso, a Companhia registou uma forte evolução nos indicadores de atendimento ao cliente, recebendo inúmeros prêmios.

Software Aberto[editar | editar código-fonte]

Ao longo de 2016 e 2017 a B2W Digital lança seus dois primeiros projetos de código aberto, o Marvin[21][22] , plataforma de inteligência artificial e o restQL[23], uma linguagem de consulta para microservices.

Referências

  1. «B2W tem prejuízo de R$ 35 mi e anuncia criação de empresa disruptiva». InfoMoney. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018. 
  2. «B2W tem prejuízo de R$ 35 mi e anuncia criação de empresa disruptiva». InfoMoney. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018. 
  3. https://www.bloomberg.com/quote/BTOW3:BZ
  4. «Resultado B2W 4T17» (PDF). B2W Digital. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018. 
  5. «Resultado B2W 4T17» (PDF). B2W Digital. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018. 
  6. a b «Os capitães da Internet». Isto É. 29 de novembro de 2006. Consultado em 13 de novembro de 2014. 
  7. «B2W sofre prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre». Brasil Econômico. 10 de novembro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2011.. Enfrentando problemas de logística, a B2W, união da Americanas.com, Shoptime e do Submarino, informou que sofreu prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre, ante o lucro de R$ 15,9 milhões apurado um ano antes. [...] No acumulado de janeiro a setembro, a B2W apresenta um prejuízo de R$ 60,4 milhões, ante o ganho líquido de R$ 47,8 milhões obtido em 2010. 
  8. «Multa contra a B2W derruba ações da companhia». Brasil Econômico. 10 de novembro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2011.. Nesta manhã, a companhia responsável por Americanas.com, Shoptime e Submarino recebeu multa de R$ 1,7 milhão do Procon-SP e pode ter suas atividades suspensas por três dias em represália ao atraso nas entregas. 
  9. «FolhaOnLine - Submarino e Americanas.com anunciam fusão das operações» 
  10. «Ministério da Fazenda do Brasil - Resenha Eletrônica» 
  11. «IstoÉDinheiro - Os capitães da Internet» 
  12. a b Moreno, Felipe. «B2W receberá aporte de R$ 2,4 bilhões por investidores a R$ 25 por ação». www.infomoney.com.br. Consultado em 8 de março de 2018. 
  13. «B2W conclui aquisição da Direct Express». Negócios. 1 de setembro de 2014 
  14. «B2W conclui aquisição da Direct Express | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 8 de março de 2018. 
  15. «Cade aprova operação entre Click-Rodo e 8M | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 8 de março de 2018. 
  16. a b c «B2W compra duas empresas para proteger mercado de rivais». Valor Econômico 
  17. a b «B2W anuncia compra da Uniconsult | Next Ecommerce». Next Ecommerce 
  18. a b «B2W compra Sieve e estreita espaço para concorrentes». Valor Econômico 
  19. «B2W fecha venda da Ingresso.com para Fandango Media por R$ 280 milhões». Valor Econômico. 15 de setembro de 2018. Consultado em 20 de março de 2018. 
  20. «CVC conclui compra da Submarino Viagens, que pertencia à B2W | EXAME». exame.abril.com.br. Exame.com. 1 de setembro de 2015. Consultado em 20 de março de 2018. 
  21. «B2W Digital compartilha sistema de inteligência artificial na web». Valor Econômico. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018. 
  22. «Marvin: B2W disponibiliza na web sua plataforma de Inteligência Artificial». Tecmundo. 18 de fevereiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018. 
  23. «restQL, uma linguagem de consulta para microservices, lançada no GitHub». InfoQ. 8 de fevereiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]