Lojas Riachuelo

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Riachuelo
Lojas Riachuelo S.A.
Slogan O abraço da moda
Tipo Privada
Indústria Loja de departamento
Fundação setembro de 1947
Recife, Pernambuco
Sede Natal, RN,  Brasil
Proprietário(s) Grupo Guararapes Confecções
Pessoas-chave Flávio Rocha (Chairman, CEO)
Empregados 40.000 (2014)
Receita Lucro R$ 4,06 bilhões (2013)[1]
Lucro Lucro R$ 208 milhões (2013)[1]
LAJIR Lucro R$ 310,3 milhões (2013)[1]
Faturamento R$ 3,3 bilhões (2013)[2]
Renda líquida Lucro R$ 420,58 milhões (2013)[1]
Página oficial www.riachuelo.com.br

Riachuelo (também estilizado como RCHLO) é uma rede de lojas de departamento brasileira pertencente ao Grupo Guararapes Confecções. A história da Guararapes teve início em 1947, quando os irmãos Nevaldo e Newton Rocha abriram sua primeira loja de roupas chamada "A Capital", em Natal (RN). Quatro anos depois, a empresa implantou uma pequena confecção em Recife (PE) e adquiriu vários pontos de venda, em um momento em que o mercado de roupas no nordeste começava a se desenvolver. Foi classificada como a vigésima maior empresa varejista do país em 2012, pelo ranking do Ibevar, sendo que é a terceira maior rede de lojas de departamento do Brasil, atrás somente da holandesa C&A, e da rede gaúcha, Lojas Renner.

Em 2013, a empresa empregou cerca de 22.000 empregados[3] e foi eleita a marca de moda mais valiosa do Brasil, avaliada em US$ 690 milhões, ocupando o 33º lugar da lista das 100 marcas mais valiosas do país, segundo a Brand Finance.[4]

Origens e história[editar | editar código-fonte]

Filial no Park Shopping, em Brasília.

A empresa foi fundada em Recife, Pernambuco em 1956, com pequenas lojas focado na venda de tecidos mais baratos.[5] Em 1979, o Grupo Guararapes Confecções comprou a Riachuelo fazendo uma reestruturação na empresa fornecendo apenas roupas prontas com lojas maiores[6] oferencendo peças a preço de custo para concorrer com outras empresas do ramo.[7]

Devido a ascensão das vendas informais na década de 80, a empresa iniciou um processo de concordata.[6] Com o esforço feito pelo presidente da sua proprietário, Nevaldo Rocha, a Riachuelo passou novamente por uma nova reestruturação trazendo estilistas conhecidos para dar nome a uma coleção de roupas, o formato é mais conhecido como fast fashion em outros países, originalmente lançada pela marca espanhola Zara.[8]

Marca[editar | editar código-fonte]

Em 2008, foi feita uma modificação no logotipo com letras em maiúsculas, com cores limpas e com um R estilizado. Em dezembro de 2013, foi anunciado uma nova identidade para a marca e a abreviação RCHLO da empresa.[9] Ricardo Van Steen, responsável pela mudança comentou sobre a forte influência nas redes sociais na nova marca e acrescentou dizendo: "A abreviação de palavras é muito utilizada".[2]

Coleções[editar | editar código-fonte]

O primeiro estilista a desenhar uma roupa para a marca foi Ney Galvão, na década de 80.[8]

Em julho de 2013, a Riachuelo firmou uma parceria com a Daslu para lançar uma coleção para a marca. Segundo o presidente da empresa pertencente a Daslu, o produto é em sua totalidade feito pela Riachuelo, exceto os desenhos e a assinatura da coleção.[10]

Em novembro de 2014, foi a vez da parceria com Versace, famosa marca italiana.[11] Na qual a própria estilista da marca Donatella Versace veio pessoalmente ao São Paulo Fashion Week apresentar a coleção para cerca de 700 convidados.[12]

Para Abril de 2016, a Riachuelo anunciou sua colaboração com famoso estilista alemão Karl Lagerfeld,[13] Designer Chefe e Diretor Criativo da grife francesa Chanel e também da italiana Fendi. A linha desembarca com 75 itens e preços entre R$ 49,90 e R$ 399,90.[14]

Propriedades[editar | editar código-fonte]

Em 1982, foi lançada a marca Pool, com Ayrton Senna sendo o primeiro divulgador da marca no país.[6] Ela foi tirada do mercado várias vezes. Em março de 2009, a marca Ralph Lauren ( verdadeira polo ) comprou a pequena marca como um bom investimento para o Brasil que logo depois retornou as vendas voltada aos jovens.[15]

Em outubro de 2012, a primeira loja Riachuelo Mulher foi lançada na cidade de São Paulo.[16]

Condenação[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2016, o grupo Riachuelo foi condenado a pagar pensão vitalícia a uma de suas ex-funcionárias. A costureira era pressionada a produzir cerca de mil peças de bainha por jornada. A meta, por hora, era colocar elástico em 500 calças ou costurar 300 bolsos. Na ação, ela diz que muitas vezes evitava beber água para diminuir suas idas ao banheiro. Idas que, segundo ela, eram controladas pelo encarregado mediante o uso de fichas.

Referências

  1. a b c d «Lucro da Riachuelo cresceu 15% em 2013». GBL Jeans. SPPress Editora. 10 de março de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  2. a b Caetano, Rodrigo (25 de abril de 2014). «O banho de loja da Riachuelo». IstoÉ Dinheiro. Editora Três. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  3. Netz, Clayton (20 de outubro de 2010). «A Riachuelo quer virar fashion». Estadão Economia. Grupo Estado. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  4. Bezerril, Augusto (29 de julho de 2013). «Riachuelo é apontada como mais valiosa marca de vestuário do Brasil». Novo Jornal. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  5. Ebrahim, Raissa (5 de setembro de 2013). «Riachuelo é nova âncora do Guararapes. Rede terá mais seis lojas no Grande Recife». Jornal do Commercio. Universo Online; NE10. Arquivado desde o original em 5 de junho de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  6. a b c Belmonte, Wagner; Prado, Raquel. «O desafio de democratizar o acesso ao mundo da moda». Manager.com.br. Manager Empregos. Arquivado desde o original em 5 de junho de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  7. Scheller, Fernando (4 de junho de 2012). «O mamute que aprendeu a dançar balé». Estadão Economia. Grupo Estado. Arquivado desde o original em 5 de junho de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  8. a b Viviane, Gladis (12 de agosto de 2013). «Entrevista: Flávio Rocha, o homem da Riachuelo». Salto Agulha. Arquivado desde o original em 5 de junho de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  9. «Estético e cinético». Revista Propaganda. 1 de dezembro de 2013. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  10. Ayres, Marcela (12 de julho de 2012). «O que a Daslu e a Riachuelo têm a ver, segundo seu presidente». Exame. Editora Abril. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  11. Angélica de Diego, da EFE (07/11/2014). «Donatella Versace apresenta sua coleção para a Riachuelo». Exame, editora Abril. Consultado em 07/11/2014. 
  12. «Donatella Versace rouba a cena da São Paulo Fashion Week». revistaepoca.globo.com. Consultado em 2016-02-25. 
  13. «Karl Lagerfeld assina coleção para a Riachuelo // Notícias // FFW». FFW. Consultado em 2016-02-25. 
  14. «Karl Lagerfeld + Riachuelo: tudo sobre a coleção-cápsula de até R$ 400». Glamour. Consultado em 2016-02-25. 
  15. Mattos, Adriana (18 de março de 2009). «A Riachuelo inventa moda». IstoÉ Dinheiro. Editora Três. Consultado em 5 de junho de 2014. 
  16. Pacce, Lillian (4 de outubro de 2012). «Riachuelo só pras mulheres inaugura 1ª loja». MSN. Microsoft. Consultado em 5 de junho de 2014. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Narcizo, Bruna. (agosto de 2013). A moda é pop. Poder Joyce Pascowitch. N.64 p.20

Ligações externas[editar | editar código-fonte]