Pedro Adão e Silva

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Pedro Adão e Silva
Ministro da Cultura da
República Portuguesa
Período 30 de março de 2022 até a atualidade
Governo XXIII Governo Constitucional
Antecessor(a) Graça Fonseca
Dados pessoais
Nome completo Pedro Adão e Silva
Nascimento 1974
Nacionalidade Portugal Português
Partido Partido Socialista
Ocupação Político

Pedro Adão e Silva (Lisboa, 1974) é sociólogo, docente universitário, comentador político, foi comissário executivo das comemorações dos 50 anos da Revolução dos cravos e é um político português do Partido Socialista (PS). Atualmente desempenha as funções de Ministro da Cultura no XXIII Governo Constitucional da República Portuguesa.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Lisboa, em 1974, Pedro Adão e Silva é um acadêmico, especializado em políticas públicas e políticas sociais, licenciado em Sociologia e doutorado em Ciências Sociais e Políticas.[2][3] Num perfil traçado em 2021, a revista Visão recordava que Pedro Adão e Silva começou a militar no PS aos 18 anos, tendo sido membro do Secretariado Nacional do partido, sob a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues.[4]

Foi a escolha de António Costa para definir o programa das comemorações do meio século da Revolução.[3] De acordo com a resolução do Conselho de Ministros, o comissário executivo das comemorações teria uma remuneração de 3745,26 euros e 780,36 euros em despesas de representação.[2] Surgiram inúmeras criticas pela sua nomeação, Partido Social Democrata (PSD), CDS – Partido Popular (CDS-PP), Chega (CH), Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e Iniciativa liberal (IL) foram os partidos que mais criticaram a escolha.[5] Foi criticado por André Ventura por "receber um salário mensal de 4600 euros para um evento que dura apenas um dia" e Inês Sousa Real afirmou ser "incompreensível" os montantes exigidos por Adão e Silva, que podem chegar até aos 4525 euros por mês e a uma equipa de 12 pessoas.[5][6]

No dia 30 de março de 2022 tomou posse como o novo ministro da cultura portuguesa.[7]

Adão e Silva teve declarações polémicas ao declarar, que a data do 25 de novembro de 1975 não caberia nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril de 1974 "divide e diz pouco à sociedade".[8] Na sua perspetiva "todos os partidos, entidades e organizações devem promover as suas próprias celebrações", "têm de ser plurais naquilo que é a iniciativa da comissão [executiva], mas também têm de ser um momento para todos fazerem as suas próprias comemorações".[8] Após essa declaração o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa declarou "O 25 de Novembro é posterior ao 25 de Abril, cabe no processo revolucionário, merece, naturalmente – eu sempre o assinalei".[9]

Referências

  1. «Composição do Governo». Portugal. Consultado em 7 de abril de 2022 
  2. a b «Quem é Pedro Adão e Silva, o novo ministro da Cultura». SIC Notícias. 23 de março de 2022. Consultado em 7 de abril de 2022 
  3. a b Francisco, Susete (10 de maio de 2021). «Pedro Adão e Silva. O académico surfista que passou de comentador a comentado». Diário de Notícias. Consultado em 7 de abril de 2022 
  4. «Quem é Pedro Adão e Silva, o novo ministro da Cultura». SIC Notícias. 23 de março de 2022. Consultado em 7 de abril de 2022 
  5. a b «PAN e Chega juntam-se a coro de críticas sobre Adão e Silva». Jornal de Notícias. 9 de junho de 2021. Consultado em 7 de abril de 2022 
  6. «Ventura critica escolha de Adão e Silva: "Vai receber um salário mensal de 4600 euros"». Infocul. 8 de junho de 2021. Consultado em 7 de abril de 2022 
  7. Cunha, Mariana Lima. «O comentador que já não comenta, a quebra do protocolo e o tropeção nas escadas. Assim começou o novo Governo». Observador. Consultado em 7 de abril de 2022 
  8. a b Renascença (20 de março de 2022). «Pedro Adão e Silva: 25 de novembro foi marcante mas divide e diz pouco à sociedade - Renascença». Rádio Renascença. Consultado em 19 de abril de 2022 
  9. «Marcelo considera que 25 de Novembro também cabe nas comemorações do 25 de Abril». CNN Portugal. Consultado em 19 de abril de 2022