Manuel Caldeira Cabral

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Manuel Caldeira Cabral
Retrato oficial de Manuel Caldeira Cabral
Ministro(a) de Economia de Portugal
Período 26 de novembro de 2015
- 15 de outubro de 2018

XXI Governo Constitucional

Antecessor Miguel Morais Leitão
Sucessor Pedro Siza Vieira
Dados pessoais
Nascimento 28 de abril de 1968 (51 anos)
São Sebastião da Pedreira, Lisboa Portugal Portugal
Partido independente
Profissão Economista e professor universitário

Manuel de Herédia Caldeira Cabral (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 28 de abril de 1968) é um economista e professor universitário português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Segundo filho de António da Fonseca Caldeira Cabral (22 de setembro de 1937) e de sua mulher Maria Teresa de Herédia (Mértola, Mértola, 16 de janeiro de 1939). É neto paterno do primeiro arquiteto paisagista português, Francisco Caldeira Cabral (Lisboa, 26 de outubro 1908) e sobrinho paterno do também arquitecto paisagista Francisco Manuel da Fonseca Caldeira Cabral e do músico Pedro da Fonseca Caldeira Cabral. A mãe, Maria Teresa de Herédia é bisneta por varonia do 1.° Visconde da Ribeira Brava. Pelo lado paterno é bisneto duma Inglesa, 7.° neto duma Espanhola, 10.° neto do 14.° Senhor de la Higuera de Vargas, o qual era bisneto por varonia duma tia paterna do 1.º Marquês de Fregenal de la Sierra, e 11.° neto da 6.ª Marquesa de Espinardo. Pelo lado materno é primo direito da pretendente Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia.

Com um Mestrado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e Doutorado em Economia pela Universidade de Nottingham, é especializado na área da Economia Europeia e Internacional, com destaque para os fluxos de comércio internacional.[1]

Foi assessor de Fernando Teixeira dos Santos no Ministério das Finanças e de Manuel Pinho no Ministério da Economia.[1]

Foi eleito Deputado da Assembleia da República Portuguesa como cabeça de lista independente pelo Círculo Eleitoral de Braga.[1]

Foi Ministro da Economia de Portugal, de 26 de novembro de 2015 a 16 de outubro de 2018, após o que regressou ao seu assento de Deputado.[1][2][3][4][5] Renunciou ao mandato de deputado em 17 de junho de 2019, para assumir o cargo de membro do conselho de administração da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).[6]

Foi responsável por uma polémica no seu mandato por ter pedido aos Portugueses que habitam junto da fronteira com Espanha que, não obstante o aumento de impostos sobre os combustíveis, não fossem abastecer no país vizinho, algo que vinha já sendo um hábito, pedido esse que ainda surtiu o efeito contrário.[7]

Foi responsável por políticas na área da capitalização e reestruturação empresarial (programa Capitalizar), e políticas na área da inovação e do empreendedorismo (como os programas Industria 4.0 e Startup Portugal). Foi também responsável pelo lançamento da estratégia de turismo para a próxima década de 2021-2030, que inclui programas como o Portugal Destino Wi-Fi, o Algarve 365, e o programa Revive, de recuperação de património histórico para o turismo. Na área da energia foi responsável pelo alargamento da tarifa social de 80.000 para mais de 600.000 beneficiários.

Casou com Isabel Cristina de Almeida Pereira da Rocha (Vigo, 9 de maio de 1975), da qual tem dois filhos, Tomás Rocha de Herédia Caldeira Cabral (2 de maio de 2011) e Afonso Rocha de Herédia Caldeira Cabral (2 de fevereiro de 2015).

Referências

Precedido por
Miguel Morais Leitão
Ministro da Economia
XXI Governo Constitucional de Portugal
2015 – 2018
Sucedido por
Pedro Siza Vieira
(como ministro adjunto e da Economia)