Álvaro Veiga de Oliveira

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Álvaro Veiga de Oliveira.

Álvaro Augusto Veiga de Oliveira (São João da Pesqueira, São João da Pesqueira, 25 de janeiro de 1929 — Lisboa 24 de agosto de 2006), conhecido por Álvaro Veiga de Oliveira[1][2] ou apenas Veiga de Oliveira,[2] foi um engenheiro civil português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou no Liceu Diogo Cão em Sá da Bandeira, Angola. Diplomou-se em engenharia civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1952, tendo iniciado a sua actividade colaborando no cálculo das estruturas de apoio e da cúpula do Palácio de Cristal, ainda como estudante dos 5º e 6º anos da FEUP.

Foi de 1953 a 1955, Director Fabril e autor dos projectos de uma Fábrica de Postes de Betão e Betão Pré-esforçado, em Alverca. Engenheiro da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, entre 1955 e 1957, integrou o Gabinete de Projectos da FERCA, em Lisboa,  entre 1970 e 1974, e foi cofundador, gerente e director da BETAR, de 1973 a 1974 e de 1984 a 1996.

Como engenheiro civil trabalhou, entre outros, com os arquitectos Ruy D'athouguia, Cândido Palma de Melo, Manuel Tainha e Jorge Ferreira Chaves.

Actividade política[editar | editar código-fonte]

Ainda estudante, chegou à vida política activa, em 1949, participando na campanha eleitoral de Norton de Matos. Participou no MUD juvenil e na campanha para a eleição do General Humberto Delgado a Presidente da República em 1958.

Entrou formalmente para o PCP em 1954, tendo passado à clandestinidade em 1958.

Entre 1958 e 1964 exerceu como profissional liberal no Brasil, participando na campanha internacional contra a ditadura. Publicou regularmente no mensário “Portugal Democrático”.

Foi detido pela PIDE em 20 de Dezembro de 1965 [3] sofrendo 37 dias de tortura do sono. Foi colocado em liberdade condicional em Junho de 1970 tendo retomado a sua actividade profissional até à revolução.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, foi eleito para Assembleia Constituinte, não chegando a tomar o seu lugar para fazer parte do IV Governo Provisório como Ministro dos Transportes e Comunicações. Não tendo feito parte do V Governo Provisório voltou a exercer cargos governativos no VI Governo Provisório, como Ministro do Equipamento Social de 19 de setembro de 1975 a 10 de fevereiro de 1976, e como Ministro das Obras Públicas de 10 de fevereiro de 1976 a 23 de julho de 1976.

Foi, posteriormente, deputado à Assembleia da República e vice-presidente do grupo parlamentar do PCP entre 1976 e 1984. Em Dezembro de 1983, demitiu-se de membro do Comité Central do PCP e em 1989, desligou-se publicamente do Partido Comunista. Dez anos depois, em 1999, aderiu ao Partido Socialista.   

Em 1987, integrou o grupo de dissidentes comunistas conhecido como "grupo dos seis", com Vital Moreira, Silva Graça, Sousa Marques, Vítor Louro e Dulce Martins, que entregou ao então secretário-geral comunista Álvaro Cunhal um documento a defender mudanças internas no PCP.

Foi vereador da câmara de Cascais entre 1978 e 1983 e candidato a esta autarquia em 1982.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

Em 1998 publica o livro "As Cercas" pela editora Quetzal (ISBN 972-564-362-3); "Burros sem Rabo", igualmente pela editora Quetzal no ano de 2000 (ISBN 972-564-441-7); e por fim, com prefácio de José Jorge Letria, em 2001 edita "Contos do Verosímil e do Transcendente", com a editora Hugin (ISBN 972-794-097-8)

Referências

  1. Fundação Mário Soares. «Membros do Conselho Geral da Fundação Mário Soares». Consultado em 27 de janeiro de 2014. 
  2. a b Martins, Paulo (28 de agosto de 2006). «Morreu Veiga de Oliveira, o homem de "cara única"». Jornal de Notícias. Consultado em 27 de janeiro de 2014. 
  3. (arquivo da PIDE/DGS no ANTT, pr. 3671/59 SR, fl. 61)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]