Estação Ferroviária de São Martinho do Porto

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a Estação na Linha do Oeste. Para o apeadeiro na Linha do Douro, veja Apeadeiro de São Martinho do Campo.
São Martinho do Porto IPcomboio2.jpg
Estação de São Martinho do Porto, em 2017.
Linha(s) Linha do Oeste (PK 117,087)
Coordenadas 39° 30′ 29,56″ N, 9° 07′ 59,26″ O
Concelho Alcobaça
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR red.svgIR
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis
Sala de espera
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgFam. da Nazaré (Std. Fig. da Foz)
BSicon BHF grey.svgSão Martinho do Porto
BSicon HST grey.svgSalir do Porto (Sentido Cacém)
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A Estação Ferroviária de São Martinho do Porto, originalmente denominada de São Martinho, é uma interface da Linha do Oeste, que serve a Freguesia de São Martinho do Porto, no Concelho de Alcobaça, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Estação de São Martinho do Porto, nos finais do Século XIX.

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

A Estação situa-se em frente ao Largo 28 de Maio, na localidade de São Martinho do Porto.[1]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, contava com três vias de circulação, com 498, 493 e 276 m de comprimento; as respectivas gares apresentavam 214, 209 e 197 m de extensão, e 40, 50 e 45 cm de altura.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O primeiro caminho de ferro em São Martinho do Porto foi uma linha de carros americanos[3], que servia principalmente para transportar a madeira do Pinhal de Leiria.[4]

Durante o mandato de António Cardoso Avelino como Ministro das Obras Públicas, foram apresentadas várias propostas que não tiveram sucesso, incluindo uma de Ponte de Santana a São Martinho do Porto, passando pelo Cartaxo, Rio Maior, Óbidos e Caldas da Rainha.[5]

Planeamento e inauguração[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 1880, foi feito um contrato entre a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e o governo, para construir uma via férrea entre a Lisboa-Santa Apolónia e Pombal, passando por São Martinho do Porto e outros pontos da zona Oeste.[6] Este plano não chegou a avançar devido à queda do governo, pelo que em 31 de Janeiro de 1992 foi feita uma proposta semelhante, mas terminando na Figueira da Foz e em Alfarelos, mantendo a passagem por São Martinho do Porto.[6] Com efeito, esta povoação era um dos maiores destinos balneares na região, junto com a Nazaré, sendo uma das principais bases para o estabelecimento da linha férrea ao longo da costa.[7]

O lanço entre Torres Vedras e Leiria entrou ao serviço em 1 de Agosto de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[8] A via férrea circula pela concha de São Martinho, depois de passar das Caldas da Rainha.[9]

Aviso ao público de 1926 onde esta estação surge com o nome de São Martinho.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 1934, esta estação estava incluída num programa da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que estabelecia preços mais baixos para estações que serviam destinos balneares e termais.[10] No ano seguinte, a Companhia construiu as instalações para a 5.ª Secção de Via e Obras nesta estação.[11]

Em 1961, esta interface dispunha de serviços de bagagens e passageiros, da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[12] Em termos de passageiros, esta era uma das estações com mais movimento nesta região em 1958, com picos de tráfego durante as épocas balnear, do Natal, e da Páscoa.[13] Em termos de mercadorias, a estação de São Martinho do Porto era uma das de mediana importância na zona, exportando principalmente, no regime de vagão completo em pequena velocidade, trigo e gado bovino, e em grande velocidade, frutas verdes, legumes e hortaliças verdes.[14]

Nos finais de 2000, a Rede Ferroviária Nacional reduziu o número de funcionários em várias estações da Linha do Oeste, incluindo em São Martinho do Porto, reduzindo desta forma as horas em que ficavam abertas as portas dos edifícios das estações.[15] Foi organizado um baixo-assinado entre a população da freguesia, de forma a protestar contra esta decisão.[15] A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto teve de recrutar pessoal, de modo a manter as portas abertas durante o restante período de funcionamento da estação.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «São Martinho do Porto - Linha do Oeste». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 18 de Setembro de 2011 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  3. RODRIGUES et al, 1993:296
  4. SERRÃO, 1986:237
  5. SERRÃO, 1986:238
  6. a b RODRIGUES et al, 1993:297
  7. RODRIGUES et al, 1993:383-384
  8. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 3 de Junho de 2014 
  9. RODRIGUES et al, 1993:384-385
  10. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1115). 1 de Junho de 1934. p. 297. Consultado em 3 de Junho de 2014 
  11. «Os Nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 3 de Junho de 2014 
  12. SILVA et al, 1961:189
  13. SILVA et al, 1961:202
  14. SILVA et al, 1961:205-206
  15. a b c SEQUEIRA, Manuel (3 de Dezembro de 2000). «REFER mantém as portas fechadas». Público. 11 (3913). Lisboa: Público, Comunicação Social, S. A. p. 53 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GONÇALVES, Eunice; et al. (1993). Terra de Águas: Caldas da Rainha, História e Cultura 1.ª ed. Caldas da Rainha: Câmara Municipal de Caldas da Rainha. 527 páginas 
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo (Março de 1986). História de Portugal: O Terceiro Liberalismo (1851-1890). Volume 9 de 19. Lisboa: Verbo. 423 páginas 
  • SILVA, Carlos; ALARCÃO, Alberto; CARDOSO, António (1961). A Região a Oeste da Serra dos Candeeiros. Estudo económico-agrícola dos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 767 páginas 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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