Americanos de São Martinho do Porto

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Americanos de São Martinho do Porto
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Pedreanes
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Marinha Grande
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Martingança
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Valado dos Frades
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São Martinho do Porto

Os Americanos de São Martinho do Porto foram um sistema ferroviário ligeiro, utilizando veículos a tracção animal, que se localizava nos concelhos de Leiria e Alcobaça, em Portugal.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Horario dos Americanos de São Martinho do Porto, em 1877.

Este caminho de ferro foi descrito na obra Banhos de Caldas e Águas Minerais de Ramalho Ortigão, como sendo do tipo americano, com veículos puxados por bois, e aproveitando o seu próprio peso para descer as encostas.[1] Utilizava originalmente carris de madeira.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do Século XIX, verificou-se um grande surto de desenvolvimento nos concelhos da zona Oeste de Portugal, devido ao aumento da procura das praias e das estâncias termais, e à expansão da produção agrícola e industrial.[2] O governo autorizou a construção de uma linha no sistema americano entre Leiria e São Martinho, para transportar a madeira desde o Pinhal de Leiria.[3]

Em 26 de Setembro de 1862, foi noticiada no jornal O Leiriense a abertura do concurso para a exploração do serviço de tracção animal, tendo sido concluído ainda nesse ano.[1]

Na Década de 1870, a firma Ellicot & Kessler propôs a instalação de um caminho de ferro de via estreita entre Torres Vedras e Sintra, tentativa que foi bloqueada pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, que receava a construção de uma via férrea paralela às suas Linhas do Norte e Leste.[1] A Companhia Real temia que caso esta linha fosse construída, outros concelhos do litoral, como as Caldas da Rainha e São Martinho do Porto, também pediriam a instalação dos caminhos de ferro, além que a linha americana que já existia poderia ser facilmente prolongada até Coimbra.[1]

Posteriormente, a Companhia Real construiu a Linha do Oeste, que chegou a Torres Vedras em 21 de Maio de 1887, a Leiria em 1 de Agosto desse ano, e à Figueira da Foz em 17 de Julho de 1888.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e GONÇALVES et al, p. 296
  2. GONÇALVES et al, p. 383-384
  3. SERRÃO, p. 237
  4. TORRES, Carlos (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). pp. 61–64. Consultado em 4 de Janeiro de 2017 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GONÇALVES, Eunice; et al. (1993). Terra de Águas: Caldas da Rainha, História e Cultura 1.ª ed. Caldas da Rainha: Câmara Municipal de Caldas da Rainha. 527 páginas 
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo (1986). História de Portugal: O Terceiro Liberalismo (1851-1890). [S.l.]: Verbo. 423 páginas 



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