Ramal Internacional de Valença

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ramal Internacional de Valença
Ponte rodo-ferroviária sobre o Rio Minho.
Bitola:Bitola larga
Unknown route-map component "STR+l" Unknown route-map component "CONTfq"
000000 L.ª Minho
Unknown route-map component "STR+l" Unknown route-map component "CONTfq"
000000 L.ª Minho Porto S.B.
Station on track
129,769 Valença
Scenic interest Station on track
129,769 Valença (museu)
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2w"
× EN101 (Av. Tito Fontes)
Unknown route-map component "exCONTgq" Unknown route-map component "eABZgr"
L.ª do MinhoMonção
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2w"
× Av. Pinto da Mota
Unknown route-map component "RP2l"
Unknown route-map component "tRP2aeq" + Straight track
Unknown route-map component "RP2+r"
× R. Costeira
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2o" Unknown route-map component "RP2w"
× R. Cais
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2o" Unknown route-map component "RP2xRP2"
× R. Vaz Rib.
Unknown route-map component "eZOLL" Unknown route-map component "RP2"
Alfândega(encerr.)
Unknown route-map component "RP2+l" + Unknown route-map component "hSTRa@g"
Unknown route-map component "RP2rf"
├ Av. Espanha
Transverse water
Unknown route-map component "RP2" + Unknown route-map component "hKRZW+GRZq"
Transverse water
PortugalEspanhaponte × Minho
Unknown route-map component "RP2+l"
Unknown route-map component "RP2rf" + Unknown route-map component "hSTRe@f"
┤ N-551 (Av. Portugal)
Unknown route-map component "RP4e" Unknown route-map component "SKRZ-G4o" Unknown route-map component "RP4w"
× PO-552
Small arched bridge
Unknown route-map component "RP1e" Unknown route-map component "SKRZ-G1u" Unknown route-map component "RP1w"
Unknown route-map component "RD1e" Unknown route-map component "SKRZ-G1u" Unknown route-map component "RD1w"
Unknown route-map component "RP2l" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2+r"
× c/Sarabia
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2o" Unknown route-map component "RP2w"
× R. Ob. Salgado
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2w"
× c/Colón
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2w"
× c/Pilar
Unknown route-map component "RP2+l" Unknown route-map component "SKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2rf"
× c/Maristas
Unknown route-map component "RP2e" Unknown route-map component "eBUE" Unknown route-map component "RP2w"
Station on track
134,154 Tui / Tuy (Central)
Unknown route-map component "LSTR"
L.ª Vigo-Orense[1]
Continuation forward
000000 Renfe
Unknown route-map component "STRc2" Unknown route-map component "WYE23" Unknown route-map component "STRc3"
000000                           
Unknown route-map component "STR+1" Unknown route-map component "STRc14" Unknown route-map component "CONT4"
Vigo
Station on track
Tui / Tuy (Guillarey)
Continuation forward
Ourense
Ponte rodo-ferroviária sobre o Rio Minho, acesso norte.

O Ramal Internacional de Valença, denominado em Espanha Línea Guillarei-Valença do Minho,[2] é uma ferrovia internacional, em bitola ibérica, que liga a Linha do Minho em Valença, no noroeste de Portugal, com o sistema ferroviário espanhol na estação de Guilharei, no sudoeste da Galiza. Foi concluída com a inauguração da Ponte Rodo-Ferroviária de Valença, em 25 de Março de 1886,[3] estabelecendo assim a ligação entre a Linha do Minho, do lado português, e a Linha Monforte de Lemos-Redondela, do lado galego.

História[editar | editar código-fonte]

Construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

Em Espanha, a linha entre Tui e Vigo-Urzáiz entrou ao serviço em 17 de Março de 1878, pela Compañía Medina-Zamora-Orense-Vigo, que também inaugurou, nesse ano, a ligação entre Tui e Caldelas.[4] Por seu turno, a Linha do Minho chegou a Valença em 6 de Agosto de 1882, construída pelo Governo Português.[3][5][6]

A construção da Ponte Rodo-Ferroviária de Valença, que possibilitou o atravessamento do Rio Minho, iniciou-se em 1885,[7] tendo a inauguração tido lugar no dia 25 de Março de 1886, estabelecendo, desde logo, a ligação com a rede ferroviária espanhola na Galiza.[3][8][5][9]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Estação Ferroviária de Tui, no Ramal Internacional de Valença

No Verão de 1975, a transportadora Red Nacional de Ferrocarriles Españoles (RENFE) operava, neste troço, serviços mistos de mercadorias e passageiros, de tipologia omnibus, entre Guillarey, Tui e Valença, rebocados por locotractoras das séries 7000 e 5000; o tráfego de mercadorias tinha, naquela altura, de ser realizado daquela forma, devido à reduzida capacidade de carga da ponte internacional.[10] Também se realizaram, por esta ligação, até aos finais da Década de 1980, comboios de passageiros, rebocados por locomotivas das Séries 10.300 ou 10.800 da Red Nacional de Ferrocarriles Españoles, por serem as únicas unidades desta operadora autorizadas a atravessar a Ponte Rodo-Ferroviária de Valença; estes foram os únicos serviços de passageiros efectuados por locomotivas da Série 10300.[10]

Actualmente circulam pelo ramal dois serviços de passageiros:

Fotografias[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ramal Internacional de Valença

Referências

  1. Mapa de Ferrocarriles de Galicia (a Junho de 2006), Asociación Compostelana de Amigos do Ferrocarril
  2. «Ayuda Líneas Estaciones» (PDF). ADIF 
  3. a b c TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário». Lisboa: Gazeta dos Caminhos de Ferro. Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1684). 92 páginas 
  4. «Hoja de Marcha». Madrid: Gabinete de Información y Difusión de RENFE. Via Libre (em espanhol) (173). 37 páginas. Junho de 1978 
  5. a b Martins et al, 1996:12
  6. História de Portugal em Datas, 1994:227
  7. Santos, 1989:329
  8. «Cronologia». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Julho de 2011. 
  9. REIS et al, p. 12
  10. a b TUR, Lluís Prieto i (Setembro–Dezembro de 1991). «Locomotoras de Maniobras en RENFE». Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona. Carril (em espanhol) (34): 44, 48 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • História de Portugal em Datas. [S.l.]: Círculo de Leitores, Lda. e Autores. 1994. 480 páginas. ISBN 972-42-1004-9 
  • LAINS, Pedro, e SILVA, Álvaro Ferreira da (2005). História Económica de Portugal 1700-2000. O Século XIX. II de 3 2.ª ed. Lisboa: ICS-Imprensa de Ciências Sociais. 491 páginas. ISBN 972-671-139-8 
  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco Cardoso dos; GOMES, Rosa Maria; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SANTOS, José Coelho (1989). O Palácio de Cristal e Arquitectura de Ferro no Porto em Meados do Século XIX. Porto: Fundação Engenheiro António de Almeida. 387 páginas