Vale de Milhaços

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Vale de Milhaços
Bairro em Corroios
Corroios Railway Station.jpg
Estação de Corroios, bem próxima de Vale de Milhaços
Gentílico de Vale de Milhaços
Distrito Setúbal
Concelho Seixal
Freguesia Corroios
Área 1,84 km²
População 12.500 hab. (doc.pdf)
Densidade 6793 hab./km²
Localização
Localização no concelho de Seixal
Fundação 1999
Orago Nossa Senhora da Graça
Código postal 2855 Corroios
Povoações de Portugal Flag of Portugal.svg

Vale de Milhaços é uma localidade da freguesia de Corroios, concelho do Seixal. É sobretudo um local residencial, com muitas vivendas e alguns prédios, sobretudo como primeira habitação. Fica situada entre a Charneca da Caparica, Pinhal Vidal, Pinheirinho, Sta Marta do Pinhal e pela Sobreda.

As principais actividades económicas são o comércio, serviços e ainda algumas indústrias alimentares, especialmente no ramo da pastelaria.

Possui duas Escolas Básicas com 1º ciclo do ensino básico e 1 escola de 2º e 3º ciclos, a igreja de São João Baptista e um campo de voleibol que pertence a Centro de Convívio e Desportivo de Vale de Milhaços.

Foi nesta localidade que funciounou durante anos uma fábrica de explosivos, conhecida por "Fabrica da Pólvora".

É também famosa a história de um tesouro deixado pelos Muçulmanos aquando das invasões. A existência deste tesouro foi repetidamente negada ao longo dos séculos, pela Igreja Católica.

No entanto, no ano 721, as tropas islâmicas oriundas do Norte de África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar, penetraram na península Ibérica, e venceram Rodrigo, o último rei dos Visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete.

Uma parte das tropas escolheu a zona onde actualmente se situa Vale de Milhaços, para se estabelecer e aí criar um ponto estratégico nas trocas comerciais com os povoados que igualmente se estabeleciam em redor.

Fazia parte desse primeiro califado, Abu Ali-Sabry el Tahar, um príncipe em ascensão, a quem tinha sido delegada a difícil tarefa de conquistar a zona e cair nas boas graças do governador regional.

O príncipe fazia acompanhar-se regularmente de vários tipos de jóias, entre elas pedras preciosas (rubis, safiras, esmeraldas, mdma, etc), assim como ouro, prata e outros metais nobres.

Assim que a vitória foi confirmada, o príncipe ordenou que toda a sua riqueza fosse importada para Al-Valmahacos (assim era chamada na época), de forma a ostentar todo o seu poderio e afastar quaisquer dúvidas sobre a sua soberania.

Esta atitude não caiu bem junto dos restantes orgãos que compunham a sua corte. Um dos mais importantes, Ali-bin Taarabt, expressou a sua preocupação junto do governador, Mohammed Sul-Tarik Sektioui, que de imediato chamou o príncipe para esclarecimentos acerca dos relatos que lhe chegavam.

Descontente com a humilhação pública de que estava a ser alvo, o príncipe decidiu ignorar as ordens e escondeu o tesouro onde se crê que fica hoje a Escola Básica de Vale de Milhaços.

Poluição[editar | editar código-fonte]

Em 2009 a Quercus alertou para a descarga ao longo de vários anos de milhares de toneladas de resíduos perigosos que foi realizada para os antigos areeiros de J. Caetano e Fernando Branco.[1] Os resíduos, originários do despejo ilegal por parte das empresas de construção naval de resíduos industriais perigosos, são descritos como "contaminantes cancerígenos, altamente tóxicos".[2]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «ARH Tejo: Antigos areeiros de J. Caetano e Fernando Branco». Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P. Consultado em 14 de abril de 2012 
  2. «Quercus denuncia poluição de águas por milhares de toneladas de resíduos perigosos». Público. 19 de outubro de 2009. Consultado em 14 de abril de 2012 
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