Ramal de Aljustrel

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Ramal de Aljustrel
Aljustrel Train Station.jpg
Estação de Aljustrel
Área de operação Estação de Castro Verde-Almodôvar às Minas de Aljustrel, em Portugal
Tempo de operação 1929–1993
Bitola 1668 mm (Bitola Ibérica)
Extensão 11,6 km
Interconexão Ferroviária Linha do Alentejo, na Estação de Castro Verde-Almodôvar
Ramal de Aljustrel
Unknown route-map component "exKDSTaq" Unknown route-map component "exSTR+r"
Mina de S. João do Deserto
Unknown route-map component "exSKRZ-G2u"
× EN261
Unknown route-map component "exSKRZ-G2o"
Unknown route-map component "exSKRZ-G2BUE"
× EN383
Unknown route-map component "exSTR+l" Unknown route-map component "exABZgr"
(traç. original)
Unknown route-map component "exSKRZ-G2BUE" Unknown route-map component "exSKRZ-G2BUE"
× EN539
Unknown route-map component "exCONTgq"
Unknown route-map component "exLSTR+r" + Unknown route-map component "exSTR"
Unknown route-map component "exSTR"
Ermidas-Sado (proj. abd.)
Unknown route-map component "exBHF" Unknown route-map component "exSTR"
Aljustrel (ant. Aljustrel-Vila)
Unknown route-map component "exKRWg+l" Unknown route-map component "exKRWr"
R. Pirites Alentejanas
Unknown route-map component "exKDSTaq"
Unknown route-map component "exABZgr" + Unknown route-map component "exnSTR+r"
→ Mina dos Algares
Unknown route-map component "exWBRÜCKE1"
× Ribª Água Forte
Unknown route-map component "exSTR" + Unknown route-map component "exnSTRl"
Unknown route-map component "exnSTR+r"
R. C. M. Transtagana
Unknown route-map component "exSTR"
Unknown route-map component "exnSTR" + Unknown route-map component "exlDST"
Pedras Brancas
Unknown route-map component "exSTR"
Transverse water + Unknown route-map component "lhMSTRae" + Unknown route-map component "exnSTR"
Unknown route-map component "exSTR" Unknown route-map component "exnSTR" Unknown route-map component "exCONTg"
L.ª AlentejoBarreiro (des.)
Unknown route-map component "exSTR"
Unknown route-map component "XPLTaq" + Unknown route-map component "exnKSTRe" + Unknown route-map component "exlBHF"
Unknown route-map component "exXBHF-R"
Figuerinha
Unknown route-map component "exSTR" Unknown route-map component "exCONTf"
L.ª AlentejoFuncheira
Unknown route-map component "exWBRÜCKE1"
Pte de Aljustrel
Unknown route-map component "exSPLa"
Unknown route-map component "exvSTR-DST"
Terminal Somincor
Unknown route-map component "exSPLe"
Unknown route-map component "exCONTgq" Unknown route-map component "exABZg+r"
L.ª AlentejoFuncheira
Unknown route-map component "exBHF"
0,0 Castro Verde - Almodôvar
Unknown route-map component "exSTRl" Unknown route-map component "exCONTfq"
L.ª AlentejoBarreiro

O Ramal de Aljustrel é um troço ferroviário desactivado, que ligava a Estação de Castro Verde-Almodôvar, na Linha do Alentejo, à localidade e ao complexo mineiro de Aljustrel, em Portugal. Abriu oficialmente à exploração em 2 de Junho de 1929.[1]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Este ramal, com uma extensão total de 11,6 km, é usado apenas por composições de mercadorias e não é gerido pela Rede Ferroviária Nacional.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha do Alentejo

Em 1858, iniciou-se a discussão sobre qual deveria ser o traçado do caminho de ferro entre Beja e o Algarve, tendo uma das propostas preconizado a passagem por São Martinho das Amoreiras e Estação de Santa Clara-Sabóia, levando desta forma a via férrea por terreno difícil ao longo da serra Algarvia, mas ficando com melhores acessos às minas de Aljustrel e Neves-Corvo.[3] Com efeito, este foi um dos principais motivos pelo qual esta proposta foi aprovada.[3] A primeira ligação entre a linha principal e as minas de Aljustrel foi um caminho de ferro de via estreita, que terminava no Apeadeiro de Figueirinha,[4], onde se fazia o transbordo do minério.[1] Este caminho de ferro servia os jazigos de Algares e São João do Deserto, tendo sido substituído pelo Ramal de Aljustrel.[1]

Construção e abertura ao serviço[editar | editar código-fonte]

Um alvará de 28 de Novembro de 1925 autorizou a Société Belge des Mines de Aljustrel a construir uma linha mineira de via larga, entre o jazigo de Algares, explorado por esta empresa, e a Estação de Aljustrel-Castro Verde, na Linha do Sul.[1] Este documento exigiu igualmente que a empresa organizasse, além de comboios mineiros, serviços de transporte de outras mercadorias e de passageiros.[1] A entrada ao serviço provisória foi autorizada por um portaria de 9 de Julho de 1928, que estipulava que a abertura definitiva só podia ser feita após terem sido feitas as obras que fossem indicados pela comissão de vistoria.[1] No dia 25 de Outubro, foi assinado um contrato entre a empresa e a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, para que esta gerisse o ramal, durante o tempo em que fizesse a exploração das linhas do Sul e Sueste, contrato que foi aprovado por um despacho de 22 de Dezembro.[1] Após terem sido feitas as alterações exigidas pela comissão de vistoria, o ramal foi definitivamente inaugurado em 2 de Junho de 1929, com o nome de Ramal de Aljustrel.[1]

Ligação proposta a Ermidas-Sado[editar | editar código-fonte]

Quando o ramal de Aljustrel foi inaugurado, já estava em planeamento a sua continuação até à Linha de Sines.[1] Em 1932, o Governador Civil de Beja e o presidente da Câmara de Aljustrel reuniram-se com o Ministro das Obras Públicas, para que este autorizasse a construção de um ramal até Ermidas - Sado, que iria dar trabalho aos mineiros desempregados, e reduziria os custos de transporte do minério, garantindo a continuação da exploração das minas.[5]

Construção do Ramal das Pirites Alentejanas e reactivação do Ramal de Aljustrel[editar | editar código-fonte]

Em 1991, a empresa Somafel concluiu a construção do Ramal das Pirites Alentejanas, em Aljustrel.[6] No entanto, pouco tempo depois foi encerrado, tendo a laboração nas minas sido suspensa em 1993.[7] Em 2008, a empresa Pirites Alentejanas, concessionária da Mina de Aljustrel, procurou reabilitar o ramal, de modo a assegurar o transporte dos produtos da mina, que nesse ano foi reaberta, até ao Porto de Setúbal.[7] No entanto, este processo foi atrasado pela sua complexidade.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1682). Lisboa. p. 61-62. Consultado em 3 de Março de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. Refer: Directório da Rede, 2009
  3. a b Santos, 1995:120-124
  4. Lobato, 2005:338
  5. «Linhas Portuguêsas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. ANo 45 (1076). 16 de Outubro de 1932. p. 502. Consultado em 1 de Março de 2015 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  6. «Actividades/Via Férrea». Somafel. 2005. Consultado em 20 de Junho de 2010. Arquivado do original em 8 de junho de 2010 
  7. a b c «Concessionária assinala segunda-feira arranque simbólico da produção comercial». Rádio Televisão Portuguesa. 15 de Maio de 2008. Consultado em 20 de Junho de 2010 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LOBATO, João Rodrigues (2005). Aljustrel. Monografia 2.ª ed. Aljustrel: Câmara Municipal. 431 páginas 
  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal. 213 páginas 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]