Estação Ferroviária de Castro Verde-Almodôvar

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Castro Verde - Almodôvar
Estação de Castro Verde - Almodôvar, em 2009.
Linha(s) L.ª do Alentejo (PK 191,535)
R. de Aljustrel (PK 0,0)
Coordenadas 37° 49′ 26,1″ N, 8° 06′ 21,64″ O
Concelho Aljustrel
Serviços Ferroviários Sem serviços
Horários em tempo real
Serviços Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Telefones públicos

A Estação Ferroviária de Castro Verde - Almodôvar, originalmente denominada de Carregueiro e depois como Castro - Verde, é uma interface desactivada da Linha do Alentejo, que funcionava como entroncamento com o Ramal de Aljustrel, e que servia as localidades de Castro Verde e Almodôvar, no Distrito de Beja, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, dispunha de 3 vias de circulação, uma com 244 metros de comprimento, e as outras duas, com 546 metros; uma plataforma tinha 120 metros de extensão e 45 centímetros de altura, e a outra apresentava 105 metros de comprimento e 60 centímetros de altura.[1]

Horários dos vapores para a margem Sul e dos comboios no Alentejo, em 1873. A estação de Castro Verde - Almodôvar surge com o nome original, Carregueiro.

História[editar | editar código-fonte]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Esta interface situa-se no troço entre a Estação de Beja e o Apeadeiro de Casével da Linha do Alentejo, que abriu em 20 de Dezembro de 1870, pela divisão do Sul e Sueste do estado.[2]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 1903, estava já estudada a implementação de um ramal da Estrada Real 17, entre a localidade de Entradas e esta interface, que, nessa altura, se denominava de Carregueiro.[3]

Em 1913, a estação do Carregueiro era servida por carreiras de diligências até Aljustrel, Castro Verde e Almodôvar.[4]

Em 11 de Maio de 1927, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses passou a explorar as antigas linhas do estado.[5]

Em 2 de Junho de 1929, entrou ao serviço o Ramal de Aljustrel, desde a estação de Castro Verde até ao complexo mineiro de Aljustrel.[6][7]

Em 1934, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses fez grandes obras de reparação na estação do Castro - Verde.[8]

Um diploma do Ministério das Comunicações, publicado no Diário do Governo n.º 69, II Série, de 24 de Março de 1948, aprovou o auto de recepção definitiva da empreitada n.º 64, para a construção de dois dormitórios e de duas moradias na estação de Castro Verde, adjudicada a Raúl Justo.[9]

Supressão dos serviços[editar | editar código-fonte]

No dia 1 de Janeiro de 2012, todos os serviços regionais entre as Estações de Beja e Funcheira, que eram geridos pela empresa Comboios de Portugal, foram suprimidos, tendo a operadora alegado que o troço possuía uma reduzida procura, resultando numa situação de insustentabilidade económica.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 16 de Fevereiro de 2015 
  3. «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (368). 16 de Abril de 1903. p. 119-130. Consultado em 23 de Setembro de 2011 
  4. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 12 de Fevereiro de 2018 
  5. REIS et al, 2006:63
  6. MARTINS et al, 1996:257
  7. REIS et al, 2006:62
  8. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 26 de Setembro de 2012 
  9. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1448). 16 de Abril de 1948. p. 288. Consultado em 27 de Maio de 2017 
  10. «Ligação ferroviária Beja-Funcheira suprimida a partir de hoje». Rádio Pax. 1 de Janeiro de 2012. Consultado em 1 de Janeiro de 2012. Arquivado do original em 22 de janeiro de 2012  |urlmorta= e |datali= redundantes (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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