Estação Ferroviária de Funcheira

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Funcheira Logos IP.png
Estação de Funcheira, em 2006.
Inauguração 1919
Linha(s) Linha do Sul (PK 164,681)
Linha do Alentejo (PK 217,638)
Coordenadas 37° 43′ 37,99″ N, 8° 20′ 16,47″ O
Concelho Ourique
Serviços Ferroviários InterCidades
Alfa Pendular
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Telefones públicos Lavabos Parque de estacionamento

A Estação Ferroviária de Funcheira é uma interface da Linha do Sul, que funciona como ponto de entroncamento com a Linha do Alentejo, e que serve o Concelho de Ourique, no Distrito de Beja, em Portugal.

Gare da Funcheira, em 2006.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, contava com três vias, que apresentavam 552, 399 e 326 m de comprimento; as três plataformas tinham 196, 212 e 69 m de extensão, tendo a primeira 25 cm de altura, e as outras duas, 70 cm.[1]

Acessos[editar | editar código-fonte]

Esta interface tem acesso pelo Largo da Estação Ferroviária, na localidade de Funcheira.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Comboio de mercadorias na Funcheira, em 30 de Novembro de 1990.

Inauguração[editar | editar código-fonte]

A estação da Funcheira insere-se no lanço entre Amoreiras-Odemira e Casével, que foi aberto à exploração em 3 de Junho de 1888, e que nessa altura pertencia inteiramente ao Caminho de Ferro do Sul, também conhecido como Linha do Sul, que começava no Barreiro e passava por Beja.[3] Porém, originalmente a estação não fazia parte deste lanço, tendo sido construída na Década de 1910, para servir de entroncamento com a Linha do Vale do Sado, que estava nessa altura em obras.[4] Esta linha tinha o seu princípio no Pinhal Novo, e foi construída para ser uma alternativa ao traçado já existente, que dava uma grande volta pelo interior do Alentejo para servir Beja, e desta forma reduzir o tempo de viagem dos comboios entre o Algarve e a Margem Sul do Tejo, que tinha ligação fluvial com a capital portuguesa, a cidade de Lisboa.[4] Quando entrou ao serviço o tramo da Linha do Vale do Sado até Alvalade, em 23 de Agosto de 1914, o ponto de bifurcação com a Linha do Sul foi posto provisoriamente em Garvão, só tendo sido estabelecido de forma definitiva, na Funcheira, em princípios de 1919.[4] O novo troço foi construído pela operadora Caminhos de Ferro do Estado.[4]

Décadas de 1920 e 1930[editar | editar código-fonte]

Em 1927, os Caminhos de Ferro do Estado foram integrados na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que começou a explorar as antigas linhas do estado em 11 de Maio daquele ano.[5]

Em 1932, foi construído um dormitório para pessoal, com capacidade para 67 camas.[6] Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos de Ferro aprovou a instalação de uma secção de Via e Obras nesta estação.[7]

Comboio InterRegional na Funcheira, em 1999.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1990, foi aberto o concurso para o projecto SISSUL - Sistemas integrados de sinalização do Sul, que compreendia a instalação de sinalização electrónica em todas as estações e na plena via em vários troços, incluindo de Estação de Ermidas-Sado até ao Poceirão, estando previsto, em 1996, o seu prolongamento até à Funcheira.[8]

Automotora Nohab na Funcheira, em 1990.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 1 de Fevereiro de 2012, esta interface passou a ser servida, junto com as de Ermidas-Sado, Grândola e Santa Clara-Sabóia, pelos comboios Alfa Pendular, numa experiência da operadora Comboios de Portugal, que se previa ter uma duração de 3 meses; caso esta iniciativa fosse bem sucedida, estas alterações podiam ser tornadas definitivas.[9][10][11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. «Funcheira - Linha do Sul». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 7 de Fevereiro de 2017 
  3. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1683). p. 76-78. Consultado em 7 de Fevereiro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  4. a b c d TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 7 de Fevereiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  5. REIS et al, 2006:63
  6. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1081). 1 de Janeiro de 1933. p. 10-14. Consultado em 1 de Fevereiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. «Direcção Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1102). 16 de Novembro de 1933. p. 601-602. Consultado em 16 de Julho de 2010 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. MARTINS et al, 1996:158-167
  9. «Alfa Pendular pára em Odemira e em Ourique durante 3 meses». Rádio Pax. 1 de Fevereiro de 2012. Consultado em 5 de Julho de 2012. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2013 
  10. «Alfa Pendular terá mais 4 paragens em Fevereiro». Agência Financeira. 24 de Janeiro de 2012. Consultado em 5 de Julho de 2012. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2012 
  11. «Alfa Pendular vai ter mais paragens no Alentejo». Público. 25 de Janeiro de 2012. Consultado em 5 de Julho de 2012. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2012 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Funcheira

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João Paulo; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, Miguel de Góis (2011). Funcheira: Tesouro Perdido dos Caminhos-de-Ferro. Albufeira: (Edição do autor) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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