Estação Ferroviária de Setúbal-Mar

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação de acesso ao Porto de Setúbal. Se procura a gare principal na cidade de Setúbal, veja Estação Ferroviária de Setúbal.
Setúbal-Mar
Complexo de Setúbal-Mar, em 2008.
Linha(s) Linha do Sul (PK 29,760)
Coordenadas 38° 31′ 12,45″ N, 8° 52′ 46,11″ O
Concelho Setúbal
Serviços Ferroviários Mercadorias
Horários em tempo real

A Estação Ferroviária de Setúbal-Mar é uma interface da Linha do Sul, que serve como ponto de triagem para os ramais do Porto de Setúbal, em Portugal.

Comboio de cimento em Setúbal Mar, em 2012.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]

Segundo o Directório da Rede 2012, lançado pela Rede Ferroviária Nacional em Janeiro de 2011, a estação ferroviária de Setúbal-Mar contava com onze vias de circulação, com 170 a 1797 m de comprimento; as plataformas tinham 176 e 174 m de comprimento, e apresentavam 40 cm de altura.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Mapa do Plano Geral da Rede Ferroviária ao Sul do Tejo, decretado em 27 de Novembro de 1902. Um dos troços projectados era de Setúbal a Garvão, circulando ao longo da margem do Rio Sado junto a Setúbal.

Planeamento[editar | editar código-fonte]

Uma carta de lei de 29 de Março de 1883 autorizou que o Ramal de Setúbal fosse prolongado além de Setúbal até à margem do Rio Sado, com a instalação de uma gare fluvial e da correspondente ponte-cais.[2] Uma lei de 14 de Julho de 1899, que ordenou a construção das linhas férreas complementares ao Sul do Rio Tejo, ordenou que este troço fosse construído, sendo considerado como a primeira secção da futura Linha do Sado.[2] A gare fluvial deveria ser construída na margem do Rio, num local próximo da cidade, e deveria dispor das instalações necessárias ao transporte de passageiros e mercadorias.[2] Este projecto estava conjugado com a construção, por parte da Câmara Municipal de Setúbal, de uma doca para pequenas embarcações e de uma ponte-cais; com efeito, uma carta de lei de 12 de Junho de 1901 autorizou a autarquia a fazer um empréstimo de 40:000$000 para financiar a continuação do caminho de ferro, tendo a autarquia prontificado-se a auxiliar a construção numa sessão de 12 de Fevereiro de 1902, o que foi aceite pelo governo em 24 de Janeiro de 1903.[2] O local escolhido pela Câmara para a nova doca tinha um amplo terrapleno no interior, com espaço suficiente para se construir o complexo da estação.[2] Um diploma dos Caminhos de Ferro do Estado de 1 de Julho de 1903 aprovou o prolongamento da via férrea de Setúbal até ao local escolhido junto à margem do Rio; a nova estação devia estar construída de forma a facilitar o seu acesso à ponte-cais, mas sem prejudicar o tráfego comercial da mesma.[2]

Construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

Em 16 de Abril de 1904, já tinha sido aprovado o projecto para o segundo lanço da Linha do Sado, relativo ao troço entre a futura estação fluvial de Setúbal e o Esteiro da Marateca.[3]

O troço entre Setúbal e Setúbal-Mar foi concluído em 1907[4], mas só entrou oficialmente ao serviço em 25 de Maio de 1920, como parte da ligação entre Setúbal e Alcácer do Sal.[5]

Vagões de mercadorias em Setúbal - Mar, em 2009.

Construção da nova estação[editar | editar código-fonte]

Na sua sessão de 21 de Novembro de 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos de Ferro aprovou o início da execução do projecto da primeira fase da construção da estação de Setúbal-Mar.[6] As obras da nova estação iniciaram-se ainda nesse ano, estando já ao serviço, em finais de 1934, uma variante que substituiu o antigo traçado entre Fontaínhas e Cachofarra.[7] Em Janeiro de 1935, ainda estava por concluir a nova estação de Setúbal-Mar.[8] Entrou ao serviço em 25 de Abril desse ano, fazendo apenas serviço de passageiros sem bagagem, e sem facilidades para venda de bilhetes, que teriam de ser adquiridos a bordo dos comboios.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  2. a b c d e f «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (374). 16 de Julho de 1903. p. 237-240. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  3. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1228). 16 de Fevereiro de 1939. p. 135-138. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  4. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  5. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 11 de Outubro de 2014 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  6. «Direcção-Geral dos Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1103). 1 de Dezembro de 1933. p. 623. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  7. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  8. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  9. «Caminhos de Ferro Nacionais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1138). 16 de Maio de 1935. p. 226. Consultado em 15 de Dezembro de 2015 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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