Aportuguesamento

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A nossa omelete é um aportuguesamento da omelette francesa

Aportuguesar é adaptar - ortografica, fonetica e morfologicamente - uma palavra estrangeira à língua portuguesa.[1][2]
Por exemplo, a palavra inglesa football foi adaptada para futebol, e a palavra francesa omelette para omelete.
O processo de aportuguesamento pode ser rápido ou lento, aceitado ou contestado.[3][4]
Quando integrada na língua portuguesa, a nova palavra pode ser classificada como estrangeirismo.[5]

Exemplos de aportuguesamentos[editar | editar código-fonte]

Muitas palavras com origem estrangeira foram adaptadas, fonética ou até ortográfica e morfologicamente, à lingua portuguesa.[6][7][8][9]
Instituições como a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa têm um papel muito importante na regulação e divulgação destas novas palavras do idioma português. Igualmente os jornais e as organizações escolares e editoriais têm uma função de destaque na uniformização e padronização dos novos termos.[10]
Em última instância, é a comunidade de falantes que decide quais os aportuguesamentos que são adotados ou rejeitados.[11]

Tipos de aportuguesamentos[editar | editar código-fonte]

Conforme a proveniência da palavra original, os aportuguesamentos são designados de francesismos ou galicismos (do francês), anglicismos (do inglês), italianismos (do italiano), castelhanismos ou espanholismos (do espanhol), etc...

Quando aportuguesar[editar | editar código-fonte]

Em princípio, qualquer falante de português pode fazer um aportuguesamento, independentemente de essa inovação poder vir a ser consagrada ou esquecida.[12]
Os critérios que motivam o aportuguesamento de uma palavra estangeira são simultaneamente concretos e vagos, deixando espaço para interpretações variadas e até conflituantes.[13]

O impulso de aportuguesar deve ter em consideração o respeito pelos usos consagrados e generalizados, e evitar novos termos que dificultem o reconhecimento do termo inicial e compliquem a comunicação entre as pessoas. Parece igualmente imperativo seguir os padrões fonéticos, gráficos e morfológicos da língua portuguesa. A história da língua portuguesa mostra que em muitos casos houve uma resistência inicial, antes de os novos aportuguesamentos serem aceites, tendo passado por um periodo de transição às vezes chamado de limbo.[14]
Todavia, há casos em que só resta usar mesmo a palavra estrangeira, quando não for possível encontrar um equivalente português nem fabricar um aportuguesamento.[15][16]

Um caso particular dos aportuguesamentos é aquele que se refere aos nomes geográficos. Se o termo Nova Iorque (do inglês New York) está consagrado e definitivamente adotado, já outros termos como Beijing (a antiga Pequim) e Mumbai (a antiga Bombaim) causam desconforto a muitos falantes de português. Certos topónimos estão consagrados na sua forma original, não costumando ser aportuguesados: Buenos Aires (não Bons Ares), La Paz (não A Paz).

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
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