Vidas Secas

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Disambig grey.svg Nota: Se procura filme de Nelson Pereira dos Santos de 1963, veja Vidas secas (filme).
Vidas Secas
Capa (1938)
Autor (es) Brasil Graciliano Ramos
Idioma Português
País Brasil Brasil
Localização espacial Minador do Negrão - AL / Sertão Alagoano do Brasil
Ilustrador Aldemir Martins
Editora José Olympio (1a. edição)
Lançamento 1938
Cronologia
Último
Angústia
Infância
Próximo

Vidas Secas é o quarto romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos, escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938 pela editora José Olympio. As ilustrações na primeira edição foram feitas pelo artista plástico Aldemir Martins.[1]

Tema[editar | editar código-fonte]

A obra é inspirada em muitas histórias que Graciliano acompanhou na infância sobre a vida de retirantes. Nesta história, o pai de família Fabiano e a cachorra Baleia são considerados os personagens mais famosos da literatura brasileira.[2]

Escrito em terceira pessoa, Graciliano não focaliza os efeitos do flagelo da seca através da crítica, mas em narrar a fuga da família, a desonestidade do patrão e arbitrariedade da classe dominante, impossibilitada de adquirir o mínimo de sobrevivência.[3]

Crítica[editar | editar código-fonte]

O professor Leopoldo M. Bernucci considerou a obra naturalista mas não fatalista:

Embora a ideia de determinismo em Graciliano, socialmente falando, leve em si as marcas de uma visão trágica nos moldes do romance naturalista, ela não se traduz aqui, pura e simplesmente, em fatalista.[4]


Alfredo Bosi considerou que "o roteiro do autor de Vidas Secas norteou-se por um coerente sentimento de rejeição que adviria do contato do homem com a natureza ou com o próximo."[5]

Referências

  1. Jacob Klintowitz; Aldemir Martins; SESC Vila Mariana. Aldemir Martins: o viajante amigo. SESC SP; 2006. p. 110.
  2. André Miranda; Custodio Coimbra; O Globo. Novas vidas secas. O Globo; 29 June 2013. ISBN 978-85-98888-46-0. Cap. 2.
  3. Edgard Pereira. Mosaico insólito: ensaios e resenhas de literatura brasileira. 7Letras; 2006. ISBN 978-85-7577-337-6. p. 120.
  4. Leopoldo M. Bernucci. A imitação dos sentidos: prógonos, contemporâneos e epígonos de Euclides da Cunha. EdUSP; 1995. ISBN 978-85-314-0249-4. p. 100.
  5. Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. Editora Cultrix; 1994. ISBN 978-85-316-0189-7. p. 402.