Romance de 30

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O romance de 30 foi o conjunto de obras literárias da Segunda Geração do Modernismo Brasileiro (1930-1945) que possuíam fortes características dos conceitos de regionalismo, cor local e neorrealismo. Para a literatura, o regionalismo é visto em uma obra na qual o enredo se desenvolve a partir de uma determinada região, ou seja, a  região é o aspecto central e nela são retratadas as relações entre os seres humanos e aquele espaço, as práticas sociais e particularidades geográficas; a cor local, por sua vez, é vista pelo uso da linguagem, com termos e vocabulário próprios da região apresentada; por fim, o neorrealismo, que apresenta a visão crítica e as denúncias dos escritores sobre a sociedade.

Quanto à temática, os romancistas de então enfatizam as questões sociais e ideológicas. É uma época de efervescência política no país e no mundo: no Brasil Getúlio Vargas assume depois de uma Revolução e inauguraria o Estado Novo, enquanto o mundo vive o período entre-guerras e assiste à ascensão do socialismo na União Soviética. O escritor, ao invés de pegar em armas, usa a ficção, a descrição e o romance como forma de denunciar as desigualdades e injustiças.

As características comuns aos romances de 30 são a verossimilhança, o retrato direto da realidade em seus elementos históricos e sociais, a linearidade narrativa, a tipificação social (indivíduos que representam classes sociais) e a construção ficcional de um mundo que deve dar a ideia de abrangência e totalidade. Características muito semelhantes às do Realismo machadiano, com o acréscimo do regionalismo e das conquistas modernistas de introspecção e liberdade linguística.[1]

Os principais escritores desse período são Jorge Amado, que retratava em suas obras as características da Bahia, Érico Veríssimo, que retratava o Rio Grande do Sul, sendo um dos únicos a ter como foco a região sul do país, Raquel de Queiroz, representante do Ceará e única mulher escritora da geração de 30, José Lins do Rego, que buscava retratar a realidade dos trabalhadores paraibanos e Graciliano Ramos, que dava enfoque a Alagoas.[1]

Alguns romances do período[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Romance de 30 – Conversa de Português». Consultado em 7 de outubro de 2019