Buíque

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Município de Buíque
"Parque Nacional do Catimbau"
Vale do Catimbau.jpg

Bandeira de Buíque
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Fundação 1854
Gentílico buiquense
Prefeito(a) Arquimedes Guedes Valença (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Buíque
Localização de Buíque em Pernambuco
Buíque está localizado em: Brasil
Buíque
Localização de Buíque no Brasil
08° 37' 24" S 37° 09' 23" O08° 37' 24" S 37° 09' 23" O
Unidade federativa Pernambuco
Mesorregião Agreste Pernambucano IBGE/2008 [1]
Microrregião Vale do Ipanema IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Sertânia (N), Arcoverde (NE), Águas Belas (Pernambuco) (S), Pedra (E) e Tupanatinga (W).
Distância até a capital 284 km
Características geográficas
Área 1 345,124 km² [2]
População 55 905 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 41,56 hab./km²
Altitude 814 m
Clima Semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,527 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 347 548 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 6 520 11 IBGE/2012[5]

Buíque é um município brasileiro do estado de Pernambuco. É integrante da mesorregião do agreste Pernambucano e pertencente a microrregião vale do Ipanema. Administrativamente, Buíque é formado pelos distritos Sede (Cidade), Carneiro, Catimbau e Guanumbi e pelos povoados de Tanque, Amaro e Riachão. O município é conhecido por abrigar o parque nacional Vale do Catimbau (uma das sete maravilhas de Pernambuco) e também por ser uma das maiores bacias leiteiras do estado.

História[editar | editar código-fonte]

O mestre de campo Nicolau Aranha Pacheco, Antônio Fernandes Aranha e Ambrósio Aranha de Farias obtiveram do governo da Capitania do Pernambuco, no dia 2 de dezembro de 1658, uma sesmaria de vinte léguas de terras.  Na Sesmaria dos Aranhas, foram fundadas duas fazendas prósperas: Lagoa (que deu origem a Buíque) e Garcia (que deu origem a Garanhuns).

Com a destruição do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em 1696, poucos anos depois, em 1699, o governo da Capitania fez instalar em Garanhuns um distrito judiciário, sob a forma de Julgado, com a denominação de “Capitania do Ararobá”, e uma freguesia sob a forma de Curato, denominada Freguesia de Santo Antônio do Ararobá. A região do futuro município de Buíque fica, então, dependendo de Garanhuns.

A Fazenda Lagoa tocou, por herança, a Pedro Aranha Pacheco. Depois de sua morte, a viúva, Dona Maria de Matos Costa, em 1716, vendeu a fazenda a dois irmãos: Félix Pais de Azevedo e Nicácio Pereira Falcão. Depois da morte de Nicácio, Félix fez a partilha de metade das terras com os herdeiros. Das terras que lhe sobraram, ele doou a metade como dote de casamento aos sobrinhos Julião de Matos Mercês e Francisca dos Prazeres, recomendando o desmembramento de quinhentas braças de terra para o patrimônio de uma capela dedicada a São Félix, o santo patrono do seu nome. Em 1754, a capela estava sendo construída. Em torno da capela, foi surgindo o povoado de São Félix de Buíque, que, em 1763, deixou de fazer parte da jurisdição de Garanhuns, em consequência da instalação da Vila de Cimbres. Em 1836, Buíque voltou a fazer parte de Garanhuns. A capela de São Félix de Cantalice só deixou de ser filial da Matriz de Santo Antônio de Garanhuns quando passou à categoria de Matriz da Freguesia de São Félix de Buíque, criada em 1792 e instalada em 1795.

A Vila Nova de Buíque como sede de município foi instalada em 19 de julho de 1854. Seu território abrangia também as áreas de Pedra, Águas Belas e a maior parte de Inajá[6]. O nome do local tem origem na linguagem Tupi e significa “Lugar de Cobras”. Os naturais de Buíque têm outra versão para a origem do nome: os índios que habitavam essa região utilizavam uma flauta cujo som produzido se assemelhava ao nome da cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 08º37'23" sul e a uma longitude 37º09'21" oeste, estando a uma altitude de 798 metros. Sua população estimada em 2009 era de 53.272 habitantes. Possui uma área de 1345 km². O escritor alagoano Graciliano Ramos foi um morador célebre da cidade.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[7]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Grande parte do municípío está localizado no Planalto da Borborema. No centro do município há áreas inseridas na Depressão Sertaneja e a noroeste do município, áreas inseridas nas Bacias Sedimentares.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é a Floresta Subcaducifólica e Caducifólica e a caatinga em certas áreas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Buíque está nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Ipanema. Os principais tributários são o rio Ipanema e o rio Cordeiro, e os riachos: do Cafundó, Mimoso, do Xicuru, do Brejo, Salgado, do Pilo, Catimbau, Ilha, do Mororó, Piranha, dos Negros, Queimadas, Cajazeiras, Mulungu, Umburaninha, do Jaburu, do Cágado, das Pedrinhas, Barra, do Pinto, Ipueiras, das Cabras, Caldeirão e dos Martins, todos intermitentes.

O município conta ainda com o açude Mulungu, com capacidade de acumulação de 1.280.953 m³.

Terras indígenas[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no município de Buíque a Terra Indígena Kapinawá, do povo Kapinawá, homologada pelo Decreto de 11.12.98 (veja o mapa). A terra indígena ocupa 12.403 ha. Desde 2003, o povo indígena têm como Chefe de Posto Expedito Macena Alves.[8]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O Vale do Catimbau[editar | editar código-fonte]

O turismo da cidade vem se destacando no cenário nacional principalmente devido a região do Parque Nacional do Catimbau. O vale conta com formações rochosas singulares e tem sido cenário de vários filmes nacionais. A paisagem do local conta com a fauna e a flora típicas da caatinga.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade de Buíque possuiu um clube no Campeonato Pernambucano de Futebol, a Associação Cultural Buíque [9]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa Populacional 2014». Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agosto de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de outubro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2014 
  6. CAVALCANTI, Alfredo (1997). História de Garanhuns. Recife: CEHM. pp. 35; 41; 141–143 
  7. «Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro» .
  8. Kapinawá. Instituto Socioambiental.
  9. http://www.rsssfbrasil.com/tablesfq/pe1999l3.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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