Livraria Martins Editora

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Livraria Martins Editora
Tipo Editora
Fundação 1937 (como livraria)
1940 (como editora)
Fundador(es) José de Barros Martins
Encerramento 1974
Sede São Paulo
Produtos Livros

A Livraria Martins Editora foi uma editora brasileira fundada em 1937 por José de Barros Martins.

Histórico[editar | editar código-fonte]

José de Barros Martins era escriturário em uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo, quando , em 5 de abril de 1937, resolveu abandonar o emprego para abrir uma livraria numa pequena sala do primeiro andar de um edifício na Rua da Quitanda, em São Paulo[1].

Martins especializou-se em livros importados, mas com o início da Segunda Guerra Mundial, já não poderia sobreviver com os importados, e organizou seu próprio departamento editorial, sob a direção de Edgard Cavalheiro. O 1º título de Martins, no início de 1940, foi “Direito Social Brasileiro”, de Antonio Ferreira Cesarino Júnior.

Martins publicou a Biblioteca Histórica Brasileira, sob a supervisão de Rubens Borba de Moraes, que posteiormente dirigiu a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e depois a Biblioteca das Nações Unidas.

Durante o primeiro ano de José Martins como editor, foram publicadas a obra de Manuel Antônio de Almeida, “Memórias de um Sargento de Milícias”, e Iracema, de José de Alencar, esta com 12 ilustrações de Anita Malfatti, ambos fazendo parte da coleção Biblioteca de “Literatura Brasileira”. Havia também a coleção “Biblioteca do Pensamento Vivo”, com antologias críticas de autores como Rousseau, Montaigne, Voltaire, Emerson, entre outros. Em 1943, a Martins iniciou-se a “Coleção Mosaico”, composta de obras contemporâneas brasileiras.

Durante a era Vargas, houve alguns conflitos com o governo. Quando resolveu publicar o “ABC de Castro Alves”, um trabalho de críticaliterária de Jorge Amado, na ocasião um autor proscrito, houve problemas com a censura, mas a obra acabou sendo publicada.

Durante 32 anos a editora teve a exclusividade das obras de Jorge Amado, com exceção de apenas 3 títulos: “O Mundo da Paz”, de 1951, “Cavaleiro da Esperança”, ambos publicados pela Editora Vitória, e “A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água", de 1962, pela Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil.

Martins promoveu, voluntariamente, a liquidação de sua companhia em 1974, mas procurou manter-se no ramo, negociando os mais valiosos contratos de publicação com a Editora Record[2].

Nos anos 2000, em homenagem à Livraria Martins Editora de José de Barros Martins, Evandro Martins Fontes fundou a editora Martins Fontes - selo Martins.[3]

Coleções[editar | editar código-fonte]

  • Coleção Mosaico
  • Biblioteca de Literatura Brasileira
  • Biblioteca do Pensamento Vivo
  • Biblioteca de Ciências Sociais

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. São Paulo: EdUSP, 2005, p. 413, acesso on line O Livro no Brasil: sua história
  2. Hallewell, p. 429
  3. Martins Fontes. "Catálogo Martins Editora". Disponível em: <https://web.archive.org/web/20060712075939/http://www.martinsfontes.com.br:80/catalogoMe.asp>.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • HALLEWELL, Laurence (2005). O Livro no Brasil: sua história. São Paulo:EdUSP. [S.l.: s.n.] ISBN [[Special:BookSources/85-314-0877-6, O Livro no Brasil: sua história|85-314-0877-6, [http://books.google.com.br/books?id=0b6ZYWrQtnsC&pg=PA567&lpg=PA567&dq=Bruguera+brasil+cl%C3%A1ssicos&source=bl&ots=mVTm6mk5lc&sig=hR78eHilgluuqgvbf60v-vIHD98&hl=pt-BR&ei=LNEwTK2IDIL78Aaxv5jJCw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CBcQ6AEwATgK#v=onepage&q=Bruguera%20brasil%20cl%C3%A1ssicos&f=false O Livro no Brasil: sua história]]] Verifique |isbn= (ajuda)