Johann Moritz Rugendas

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Johann Moritz Rugendas
Nascimento 29 de março de 1802
Augsburgo, Baviera
Morte 29 de maio de 1858 (56 anos)
Weilheim an der Teck, Württemberg
Ocupação Pintor

Johann Moritz Rugendas (Augsburgo, 29 de março de 1802Weilheim an der Teck, 29 de maio de 1858) foi um pintor alemão que viajou no Brasil pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais durante o período de 1822 a 1825, pintando os povos e costumes que, de fato, ele pode encontrar. Rugendas era o nome que usava para assinar suas obras. Cursou a Academia de Belas-Artes de Munique, especializando-se na arte do desenho.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em uma família de artistas em Augsburgo, uma Cidade Imperial Livre do então Sacro Império Romano-Germânico, e, após as Guerras Napoleônicas, uma cidade do recém-criado Reino da Baviera em 1806. Estudou pintura com Albrecht Adam e posteriormente na Academia de Belas Artes de Munique. Integrou como desenhista e pintor a missão do barão de Georg Heinrich von Langsdorff e permaneceu no Brasil três anos.

Motivado pelo naturalista Alexander Humboldt (1769-1859) em Paris, Rugendas viajou para o México em 1831, com projeto de viagem pela América com objetivo de reunir material para nova publicação...

No México, começou a pintar a óleo, utilizando as técnicas assimiladas na Itália. A partir de 1834, percorreu a América do Sul, tendo visitado Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Uruguai e Brasil.

Em 1845, voltou ao Rio de Janeiro, onde retratou membros da família imperial e foi convidado a participar da Exposição Geral de Belas Artes. No ano seguinte, partiu definitivamente para a Europa. Em troca de uma pensão anual e vitalícia, cedeu sua coleção de desenhos e aquarelas ao rei Maximiliano II, da Baviera.[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

Viagem pitoresca pelo Brasil[editar | editar código-fonte]

Missão chefiada pelo Barão Georg Heinrich von Langsdorff com a participação de Rugendas, com o objetivo de retratar a natureza e os nativos do Brasil. A equipe permanece no Brasil no período entre 1822 a 1825 e percorre um trajeto entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo neste intervalo o período em que se inspiram as pinturas produzidas posteriormente, já na Europa por Rugendas. O trabalho retrata a paisagem e os indígenas e foi muito elogiada inicialmente na Europa, com destaque para os elogios de Alexander von Humboldt, o qual vai inspirar e motivar o autor em seus novos trabalhos. Dentro do Brasil a publicação vai ganhar destaque primeiramente na comemoração dos 100 anos do IHGB e posteriormente na busca por imagens representativas sobre o século XIX durante o período inicial do governo de Getúlio Vargas, se tornando uma clássica representação imagética do Brasil no Século XIX.

25 litografias sobre os indígenas Argentinos[editar | editar código-fonte]

Após o sucesso de seu trabalho "Viagem pitoresca pelo Brasil" o autor resolve retornar a América em busca de material para a produção de um novo trabalho. Inicialmente desembarca no México em 1831 porém sua experiência vai se intensificar em 1834 onde da inicio ao trajeto que mais o influência no produto final que seriam as 25 litografias sobre a Argentina. Desembarca em 1834 no chile onde vai ter o maior período de estadia em um país e em 1837 viaja para a Argentina, porém a viagem é interrompida por um acidente com um cavalo o qual vai gerar sequelas pelo resto da vida e Rugendas retorna ao chile. Volta a Argentina em 1845 onde concluirá a experiência para a produção das litografias. Durante esse período de 1834 a 1845 Rugendas percorreu Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Uruguai e teve contato com importantes figuras com Domingos Faustino Sarmiento, Esteban Echeverría e Juan Bautista Alberdi, sendo eles grandes críticos do governo de Juan Manoel Rosas, vigente na Argentina , e grandes influenciadores na representação da figura dos indígenas por Rugendas, Tornando as imagens em uma espécie de representação imagética do Poema La Cautiva de Esteban Echeverría e sendo dotadas de um enorme teor político, se tornando também importante representação da relação dos Argentinos com o Indígenas nas celebrações da independncia Argentina.

Outras obras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brasiliana da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, 2001.
  • Malerische Reise in Brasilien. Paris: Engelmann & Cie., 1835, [1].
  • Voyage pittoresque dans le Brésil. Paris: Engelmann & Cie., 1835, [2], [3].
  • Pablo Diener e Maria de Fátima Costa. Rugendas e o Brasil. Obra Completa. Ed. Capivara: Rio de Janeiro, 2012.
  • “Imagens construtoras de Nação. Rugendas e seus desenhos sobre os indígenas no Brasil e na Argentina” . ROCA, Andréa. Iluminuras, Porto Alegre, v. 18, n. 43, p.29-64, jan/jul,2017