Gertrude Stein

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Gertrude Stein
Gertrude Stein, fotografada por Carl Van Vechten, 1935
Nascimento 3 de fevereiro de 1874
Allegheny, Pensilvânia, EUA
Morte 27 de julho de 1946 (72 anos)
Neuilly-sur-Seine, França
Nacionalidade Americana
Movimento literário Literatura moderna
Assinatura
Gertrude Stein- Autograph.svg

Gertrude Stein (3 de fevereiro de 1874, Pittsburgh, Estados Unidos - 27 de julho de 1946, Paris, França) foi uma escritora, poeta e feminista estadunidense.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Tinha um apreciável círculo de amigos, como Pablo Picasso, Matisse, Georges Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picabia, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce, isso apenas pra citar alguns.

Mrs. Stein era realmente genial e escreveu "Autobiografia de Alice B. Toklas", livro fundamental da vanguarda dos anos 1910, 20 e 30. Com estilo muito próprio, a narrativa conta como jovens artistas e escritores vindos das mais diversas partes do mundo se encontram em Paris e detonam novos caminhos para a arte. Picasso vinha da Catalunha, Joyce da Irlanda, ela própria vinha da América, Nijinski era russo, havia vários franceses, como Cocteau, Apollinaire, Matisse. É bom lembrar que, apesar do nome, o livro foi escrito por Miss Stein, tendo como porta-voz Alice B. Toklas, sua companheira durante vinte e cinco anos. Compondo um interessante painel das três primeiras décadas deste século: "Gertrude Stein e o irmão visitavam frequentemente os Matisse que constantemente retribuíam as visitas. De vez em quando Madame Matisse convidava-os para almoçar, o que acontecia principalmente quando recebia alguma lebre de presente. Lebre estufada feita por Madame Matisse à moda de Perpignan era algo fora do comum. Tinha também vinho de primeira, um pouco pesado, mas excelente". Durante esse tempo Miss Stein e sua companheira Alice viveram no número 27, rue de Fleurus. Este endereço se tornaria lendário e um importante ponto de encontro desses "gênios".

Gertrude Stein seria a primeira a pendurar em sua parede pinturas de Juan Gris, Matisse e Picasso. Mais tarde romperia com muitos deles, inclusive com Picasso, por quem manteve grande afeição. Antes porém, posaria noventa e três vezes para que o artista malagueño desse por finalizado o seu retrato: "Mas em nada se parece comigo, Pablo" disse ela. "Mas certamente vai parecer ,Gertrude, certamente..." respondeu o pintor. O rompimento dos dois se daria apenas em 1927, por ocasião da morte de Juan Gris. Gertrude acusou Picasso de não ter estimado Gris o bastante, ele retrucou e os dois tiveram um belo e histórico bate-boca.

Miss Stein adorava fazer provocações. A palavra génio exercia mesmo uma influência considerável em sua vida. Afinal era uma escritora de estilo bastante peculiar e engenhoso, a inventora da escrita automática. Assim os intelectuais de seu tempo perguntavam se ela era mesmo gênio ou não passava de uma impostora. Ela dava o troco:"Ser gênio exige um tempo medonho, indo de um lugar a outro sem nada fazer", ou então:" um gênio é um gênio, mesmo quando nada faz".

Com a Primeira Guerra Mundial Miss Stein e Alice viveram sua aventura alistando-se no F.A.F.F, um Fundo de proteção aos americanos que então viviam na Europa, dando folga a seus embates artísticos e literários, a aventura é narrada na Autobiografia. Após a guerra a vida voltou ao normal mas tudo já estava transformado para sempre, inclusive e principalmente Paris. Não tanto a fachada e a arquitetura da cidade, mas as pessoas e o ritmo da vida.

A estética[editar | editar código-fonte]

Segundo a própria autora, suas principais referências são Cézanne e Flaubert, sendo, no entanto, seus textos cheios de repetições intencionais, como em uma espécie de "gagueira mental", geradores de um sem sentido muito próximo dos trabalhos dadaístas. É possível extrair algum sentido de seus poemas, de acordo com uma gestalt, porém, parecem eles muito mais a experimentos sonoros. O efeito, às vezes, é próximo do efeito da leitura de um poema surrealista, embora a técnica de composição seja completamente diferente, lembrando, por vezes, a poesia mais conhecida de E. E. Cummings. Seus poemas são, muitas vezes extensos, embora nunca cedam à lógica, explorando, além das repetições de vocábulos, o uso de palavras monossilábicas, assemelhando-se a poemas em prosa.

Cinema[editar | editar código-fonte]

É um dos personagens históricos retratado no filme Meia-noite em Paris de Woody Allen.[1]

Referências

  1. «Imdb». Consultado em 3/3/2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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