Augusto de Campos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde agosto de 2016)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Augusto de Campos
Augusto de Campos em 2015, na cerimônia de outorga da Ordem do Mérito Cultural
Nome completo Augusto Luís Browne de Campos
Nascimento 14 de fevereiro de 1931
São Paulo, SP
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Poeta e tradutor
Prémios Prémio Jabuti (1979), (1993)

Prêmio Pablo Neruda (2015)

Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural (2016)

Movimento literário Concretismo
Magnum opus Viva vaia

Augusto Luís Browne de Campos (São Paulo, 14 de fevereiro de 1931) é um poeta e tradutor brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música, o paulistano publicou em 1951 seu primeiro livro de poemas, O rei menos o reino. Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, dando início ao movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil, lançou a revista literária Noigandres, origem do grupo Noigandres.

Em 1955, no segundo número da revista, publicou uma série de poemas em cores, Poetamenos, considerados os primeiros exemplos consistentes de poesia concreta no Brasil. O verso e a sintaxe convencional eram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais, algumas vezes impressas em até seis cores diferentes, sob inspiração da Klangfarbenmelodie (melodia de "cores sonoras"), teorizada pelo compositor austríaco Arnold Schönberg e representada principalmente pelo compositor Anton Webern.

Em 1956 participou da organização da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta (Artes Plásticas e Poesia), no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sua obra veio a ser incluída, posteriormente, em muitas mostras, bem como em antologias internacionais como as históricas publicações Concrete Poetry: an International Anthology, organizada por Stephen Bann (London, 1967), Concrete Poetry: a World View, por Mary Ellen Solt (University of Bloomington, Indiana, 1968); Anthology of Concrete Poetry, por Emmet Williams (NY, 1968).

A maioria dos seus poemas acha-se reunida em Viva Vaia, 1979, Despoesia, 1994 e Não, 2003. Outras obras importantes são Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975), coleções de poemas-objetos em colaboração com o artista plástico e designer Julio Plaza. Seu livro Não poemas (2003) recebeu o prêmio de Livro do Ano, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional.

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia:

  • O rei menos o reino, 1951;
  • Poetamenos, 1953;
  • Antologia Noigandres (com Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Ronaldo Azeredo e José Lino Grünewald), 1962;
  • Linguaviagem (cubepoem), 1967;
  • Equivocábulos, 1970;
  • Colidouescapo, 1971;
  • Poemóbiles (poemasobjetos), em colaboração com Julio Plaza, 1974;
  • Caixa preta (poemas e poemasobjetos), em colaboração com Julio Plaza, 1975;
  • Viva vaia, 1979;
  • Expoemas (serigrafias de Omar Guedes), 1985;
  • Não (poema­xerox), 1990;
  • Poemas (antologia bilingüe), 1994;
  • Despoesia (1979-1993), 1994;
  • Poesia é risco (CD-livro (antologia poético­musical, de O rei menos o reino a Despoemas, em colaboração com Cid Campos), 1995;
  • Clip-poemas (16 poemas-animados digitais - exposição "Arte Suporte Computador"), 1997;
  • Anthologia - Despoesia, 2002;
  • Não (com CD-Rom Clip-poemas), 2003;
  • Poètemoins (antoologia), 2011;
  • Profilogramas, 2011;
  • Poetamenos (com CD-Rom Clip-poemas), 2014.

Ensaios diversos:

  • Re/visão de Sousândrade (com Haroldo de Campos), 1964;
  • Teoria da poesia concreta (com Décio Pignatari e Haroldo de Campos), 1965;
  • Sousândrade - Poesia (com Haroldo de Campos), 1966;
  • Balanço da Bossa (com Brasil Rocha Brito, Julio Medaglia e Gilberto Mendes), 1968;
  • Guimarães Rosa em três dimensões (com Haroldo de Campos e Pedro Xisto), 1970;
  • Re/visão de Kilkerry, 1971;
  • Revistas re/vistas: os antropófagos, 1975;
  • Reduchamp (com iconogramas de Julio Plaza), 1976;
  • Poesia antipoesia antropofagia, 1978;
  • Pagu: vida-obra, 1982;
  • À margem da margem, 1989;
  • Os sertões dos campos (com Haroldo de Campos), 1997;
  • Música de invenção, 1998.

Traduções e estudos críticos:

  • Dez poemas de e. e. cummings, 1960;
  • Cantares de Ezra Pound (com Décio Pignatari e Haroldo de Campos), 1960;
  • Panorama do Finnegans wake (com Haroldo de Campos), 1962;
  • Poemas de Maiakóvski (com Haroldo de Campos e B. Schnaiderman), 1967;
  • Poesia russa moderna (com Haroldo de Campos e B. Schnaiderman), 1968;
  • Traduzir e trovar (com Haroldo de Campos), 1968;
  • Antologia poética de Ezra Pound (com Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino), 1968;
  • ABC da literatura, de Ezra Pound (com José Paulo Paes), 1970;
  • Mallamargem (com Décio Pignatari e Haroldo de Campos), 1971;
  • O tygre, de William Blake, 1977;
  • John Donne, o dom e a danação, 1978;
  • Verso reverso controverso, 1979;
  • 20 poem(a)s - e. e. cummings, 1979;
  • Mais provençais: Raimbaut e Arnaut, 1982;
  • Ezra Pound - Poesia (com Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino), 1983;
  • Paul Valéry - A serpente e o pensar, 1984;
  • John Keats: Ode a um rouxinol e Ode sobre uma urna grega, 1984;
  • John Cage: de segunda a um ano, 1985;
  • 40 poem(a)s - e. e. cummings, 1986;
  • O anticrítico, 1986;
  • Linguaviagem, 1987;
  • Porta-retratos: Gertrude Stein, 1990;
  • Hopkins: Cristal terrível, 1991;
  • Pré-lua e pós-lua, 1991;
  • Rimbaud livre, 1992;
  • Irmãos Germanos, 1993;
  • Rilke: poesia-coisa, 1994;
  • Hopkins: a beleza difícil, 1997;
  • Poem(a)s - e. e. cummings, 1999;
  • Coisas e anjos de Rilke, 2001;
  • Invenção: de Arnaut e Raimbaut a Dante e Cavalcanti, 2003;
  • Poesia da recusa, 2006;
  • Quase-Borges + 10 transpoemas, 2006;
  • Emily Dickinson - Não sou ninguém, 2008;
  • August Stramm: poemas-estalactites, 2008;
  • Byron e Keats: entreversos, 2009;
  • Poética de Os sertões, 2010;
  • Poem(a)s e. e. cummings, 2011;
  • Jaguadarte (tradução do poema "Jabberwocky, de Lewis Carroll), 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Augusto de Campos


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Augusto de Campos